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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mythu, martyros et heros latinu- Che Guevara








Revolucionário e líder político latino-americano, cuja negação a aderir-se tanto ao capitalismo quanto ao comunismo ortodoxo, transformou-o num emblema da luta socialista. Por sua aparência selvagem, romântica e revolucionária, Che Guevara significa hoje uma lenda para os jovens revolucionários de todo o mundo, um exemplo de fidelidade e total devoção à união dos povos subjugados.


Ernesto Guevara de la Serna nasce na cidade argentina de Rosário no dia 14 de junho de 1928, no seio de uma família aristocrática porém de idéias socialistas. O Che foi o primeiro de 5 filhos do casal Ernesto lynch e Célia de La Serna y Llosa. Desde pequeno sofre ataques de asma e por essa razão em 1932 se muda para as serras de Córdoba. Estudou grande parte do ensino fundamental em casa com sua mãe. Mesmo sendo católicos num tempo em que a igreja conservadora e reacionária combatia o marxismo, na biblioteca de sua casa havia obras de Marx, Engels e Lenin, com os quais se familiarizou em sua adolescência. Sua genitora foi a responsável por sua formação.

Em 1947 Ernesto entra na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, motivado em primeiro lugar por sua própria doença e desenvolvendo logo um especial interesse pela lepra. Durante 1952, realiza uma longa jornada pela América Latina, junto com seu amigo Alberto Granados, percorrendo o sul da Argentina, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela. Observam, se interessam por tudo, analisam a realidade com olho crítico e pensamento profundo. Ernesto regressa a Buenos Aires decidido a terminar o curso e no dia 12 de julho de 1953 recebe o título de médico.

Em julho de 1953, inicia sua segunda viagem pela América Latina. Nessa oportunidade visita Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Ao visitar as minas de cobre, as povoações indígenas e os leprosários, Ernesto dá mostras de seu profundo humanismo, vai crescendo e agigantando seu modo revolucionário de pensar e seu firme antiimperialismo. Na Guatemala conhece Hilda Gadea, com quem se casa e de cuja união nasce sua primeira filha.

Convencido de que a revolução era a única solução possível para acabar com as injustiças sociais existentes na América Latina, em 1954 Guevara marcha rumo ao México, onde se une ao movimento integrado por revolucionários cubanos seguidores de Fidel Castro. Foi aí onde ele ganhou o apelido de "Che", por seu jeito argentino de falar.

A fins da década de 1950, quando Fidel e os guerrilheiros invadem Cuba, Che os acompanha, primeiro como doutor e logo assumindo o comando do exército revolucionário. Finalmente, no dia 31 de dezembro de 1958, cai o ditador cubano Fulgencio Batista.
Após o triunfo da Revolução, Che Guevara se transforma na mão direita de Fidel Castro no novo governo de Cuba. É nomeado Ministro da Indústria e posteriormente Presidente do Banco Nacional. Desempenha simultaneamente outras tarefas diversas, de caráter militar, político e diplomático. Em 1959 casa-se, em segundas núpcias, com sua companheira de luta, Aleida March de la Torre, com quem terá mais quatro filhos. Visitam juntos vários países comunistas da Europa Oriental e da Ásia.
Oposto energicamente à influência norte-americana no Terceiro Mundo, a presença de Guevara foi decisiva na configuração do regime de Fidel e na aproximação cubana ao bloco comunista, abandonando os tradicionais laços que tinham unido Cuba e Estados Unidos.
Em 1962, após uma conferência no Uruguai, volta à Argentina e também visita o Brasil. Che Guevara esteve ainda em vários países africanos, principalmente no Congo. Lá lutou junto com os revolucionários antibelgas, levando uma força de 120 cubanos. Depois de muitas batalhas, terminaram derrotados e no outono de 1965 ele pediu a Fidel que retirasse a ajuda cubana.

Desde então, Che deixou de aparecer em atividades públicas. Sua missão como embaixador das idéias da Revolução Cubana tinha chegado ao fim. Em 1966, junto a Fidel, prepara uma nova missão na Bolívia, como líder dos camponeses e mineiros contrários ao governo militar. A tentativa acabou significando sua captura e posterior execução no dia 9 de outubro de 1967. Os restos do Che descansam no mausoléu da Praça Ernesto Che Guevara em Santa Clara, Cuba.

"Nasci na Argentina; não é um segredo para ninguém. Sou cubano e também sou argentino e, se não se ofendem as ilustríssimas senhorias da América Latina, me sinto tão patriota da América Latina, de qualquer país da América Latina, que no momento em que fosse necessário, estaria disposto a entregar a minha vida pela liberação de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada para ninguém, sem exigir nada, sem explorar ninguém."




O SOCIALISMO E O HOMEM EM CUBA (1965)
«O caminho é longo e cheio de dificuldades. Às vezes, por extraviar a estrada, temos que retroceder; outras, por caminhar depressa demais, nos separamos das massas; em ocasiões, por ir lentamente sentimos de perto o hálito daqueles que pisam nos nossos calcanhares. Em nossa ambição de revolucionários, tratamos de caminhar o mais depressa possível, abrindo caminhos, mas sabemos que temos que nutrir-nos da massa e que esta só poderá avançar mais rápido se for alentada com nosso exemplo.»
MENSAGEM AOS POVOS DO MUNDO (1967)
«Toda a nossa ação é um grito de guerra contra o imperialismo e um clamor pela unidade dos povos contra o grande inimigo do gênero humano: os Estados Unidos da América do Norte. Em qualquer lugar que a morte nos surpreenda, que seja bem-vinda, sempre que esse, nosso grito de guerra, tenha chegado até um ouvido receptivo, e outra mão se estenda para empunhar nossas armas, e outros homens se prestem a entoar os cantos pesarosos com estrondos de metralhadoras e novos gritos de guerra e de vitória.»

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postado hoje em Mi Buenos Aires Querido
http://www.mibsasquerido.com.ar/Personagens06.htm
veja outras fontes:
http://www.cheguevaradelaserna.hpgvip.ig.com.br/biografia.html
http://www.cheguevaradelaserna.hpgvip.ig.com.br/biografia.html

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Notitia ad Porto Velho



Nossa querida Porto velho faz 94 anos.



Nesta quinta-feira (02/10)), é feriado em Porto Velho, e comemoramos a criação do município, de acordo com a Lei número 190/1980. Durante o feriado, só funcionarão os órgãos municipais que prestam serviços essenciais para a população, a exemplo das unidades de saúde. O Município de Porto Velho foi criado pela Lei Estadual 757, do Amazonas, de 1914.

domingo, 14 de setembro de 2008

Opinio

Cícero

Qual o seu papel como filho ou amigo de Calama


Vivi alguns anos no baixa madeira rondoniense, precisamente na vila dos boto, a Calama de tantas histórias e estórias. Lembro-me com saudades daqueles longos nove anos que passei numa comunidade humana. Sim, está é a palavra humana. Conheci ali um universo rico de valores positivos e negativos já que Calama é um paraíso terrestre e não celestial, mas os valores positivos superavam os negativos, revelando a face de uma verdadeira comunidade ribeirinha, amazônica e brasileira.

O bom filho ou amigo de calama deve divulgá-la onde estive e por onde for, e fazer com que outros venham se apaixona por ela, os que lá vivem devem neste ano de eleições municipais se unirem em torno de uma proposta verdadeira e não se dispensar buscando promessas que não visão o bem estar da coletividade. Os que olham apenas para seu umbigo parem de querer expulsar todos que verdadeiramente amam Calama. Unir-vos se não Calama será apenas uma bela lembrança. Abaixo os poucos elementos que vivem em Calama e só olham para seu umbigo, abaixo todos que não tem espírito coletivo.

Visite a comunidade Vila dos Botos na webpage orkut.

sábado, 13 de setembro de 2008

futurus incertus: Bolívia

  



EUA expulsam embaixadores da Venezuela  e da Bolívia em retaliação aos presidentes destes dois países por terem expulsado os embaixadores estadunidenses.



Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que o embaixador da Venezuela Bernardo Alvarez Herrera está expulso do país. O ato é uma retalhação dos EUA, em resposta à decisão do presidente venezuelano,Hogo Chávez , de expulsar o embaixador americano em Caracas, Patrick Duddy.

Chávez afirmou ontem (11/09) que deu um prazo de 72 horas para Duddy sair da Venezuela em solidariedade à acusação feita pelo presidente da Bolívia,Evo Morales, contra os EUA, nesta semana. Morales afirmou que os EUA apóiam os violentos protestos que grupos contrários a ele têm promovido em grande parte do país.

Para o presidente Evo Morales, os EUA têm interesse em apoiar seus opositores porque eles têm iniciativas separatistas. Como conseqüência, determinou a expulsão do embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg. No dia seguinte, Washington determinou a expulsão do embaixador da Bolívia, Gustavo Guzman.

Bolívia

Essa crise diplomática entre os EUA, a Bolívia e a Venezuela se acirraram nesta semana por causa das afirmações do Presidente Morales de que os grupos que fazem oposição a ele contam com apoio americano, já que têm ideais separatistas.

Recentemente, esses grupos anti-Morales têm realizado freqüentes e violentos protestos em cinco dos nove departamentos (Estados) do país. Nesses cinco departamentos --Santa Cruz, Pando, Beni, Tarija e Chuquisaca--, os governadores são da oposição. Ontem, em confronto ocorrido no norte da Bolívia, oito camponeses morreram.

Os anti-Morales reivindicam que o governo devolva aos seus departamentos a renda oriunda do petróleo que, desde janeiro passado, é destinada a um programa nacional de assistência aos idosos. Eles rejeitam o projeto da nova Constituição e pedem autonomia.

Não há dúvida que as forças anti-morales são o que há de mais conservador que defendem a desigualdade e a injustica social fatores que garante o desenvolvimento apenas para uma minoria privilegiada.


 




sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Cultura



Latuscultus
blog:12:33
Porto Velho, Rondônia.Brasil
Quinta-feira 12/09/2008


Comentário


No Brasil e talvez em muitos países do ocidente, se tem pouco conhecimento da história do Japão, da China, da Índia, da Arábia e do oriente como um todo. Não é demérito algum não sabem a história do oriente, mas revela o desejo ocidental de omitir a verdade por vários fatores ideológicos e geopolíticos. Se perguntarmos a um professor de história algum fato ou acontecimento da história do Oriente, constataremos a triste realidade que mesmo um graduado ou bacharelado em história em nosso país pouco conhece sobre o tema. Temos a maior comunidade nipônica do mundo fora do Japão. Recentemente foi comemorado o centenário da imigração japonesa para o Brasil,e não conhecemos a história deste país.


Prof. José Cícero Gomes


Sangaku: A Geometria Sagrada
O florescimento da matemática japonesa



As compilações de problemas geométricos que decoravam santuários do Japão, no início do século XVII num período histórico conhecido como Edo. Tais escritos matemáticos revêem e solucionam enigmas que ainda são intrigantes, hoje, mas o eurocêntrismo ocidental nos sega, e não nos deixa vermos a grandeza do oriente.
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No início do século XVII, período que antecede a reforma Meiji que é o início da ocidentalização do Japão que deu origem ao atual Japão. O grande Tokugawa Ieyasu concluiu a unificação do Japão e deu iniciou a era Edo. Implantou o seu xogunato e se estabeleceu na cidade de Edo ( atual Tóquio ). O xogunato existiu por mais de 250 anos,e os xoguns governaram o Japão de forma feudal, e garantiu um período de paz, mas com restrições de contatos estrangeiros. Durante o período Edo os japoneses estavam proibidos de manter contato com estrangeiros sob ameaça de pana de morte. Mas a Poesia, a música, as artes plásticas e a literatura floresceram durante este período de relativo isolamento. A maior expressão da cultura japonesa do período foi sangaku - uma combinação de matemática e arte. Os sangaku eram gravuras em madeira de até vários metros que ilustravam os santuários Xintoístas e os templos budistas para exibição pública. Muitos sangaku históricos respondem questões geométricas sem provas, talvez para demonstrar a proeza matemática do apresentador. E os seus sagrados conteúdos ficam claros: estas gravuras podem ter sido educativas ou podem ter assinalado gratidão por assistência divina na resolução de um problema matemático. Das muitas gravuras criadas, apenas uma fração sobrevive, e elas têm recebido pouca atenção dos historiadores para sua importância na construção da história do xogunato japonês. A matemática no Japão da era Edo foi desenvolvida a partir de contribuições chinesas.
A principal fonte histórica é um clássico chinês intitulado Jiuzhang Suanshu, segundo historiadores japoneses sua primeira publicação data do final da dinastia Han (208 a.C. – 8 d.C). Neste livro já revela os conhecimentos matemáticos do povo chinês (sistemas lineares, regra de três, divisão em parte proporcionais, e regra da dupla – falsa – posição; geométricos: cálculos de áreas e volumes). Além disso, os japoneses conheceram a obra euclidiana através do contato e da contribuição chinesa. Por volta do final do século XVI o missionário italiano da ordem jesuíta Matteo Ricci(1552-1619) contribui para enriquecer ainda mais a cultura matemática do povo chinês com sua tradução dos seis primeiro livros de Euclides para o chinês, estas traduções foram feitas em parceria com discípulos chineses. O seu objetivo seria a divulgação do cristianismo, mas sua maior contribuição à cultura chinesa foi o iniciou de um programa de traduções de obras ocidentais. E de algum modo ainda não bem esclarecido toda esta cultura matemática chega ao Japão. Neste momento inicia-se um fenômeno histórico-cultural sem precedentes em lugar nenhum do mundo na história da matemática: os matemáticos japoneses desenvolvem uma habilidade muito grande no uso do ábaco (sorobam) e em suas aplicações. Nesse período o Japão criaram varias escolas matemáticas, devidos os concursos públicos que o governo fazia para recrutar funcionário público para trabalhar como fiscais e cobradores de impostos. Nestas escolas eram comuns os desafios matemáticos. É nesta conjuntura histórico-cultural que surgel o sangaku: as geometrias sagradas, escritas numa língua antiga do Japão, o Kanbum, com teoremas geométricos que revelam problemas matemáticos com um grau de dificuldade elevado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Notitia:Olimpíadas de língua portuguesa

https://ww2.itau.com.br/itausocial/premio_escrev_fut/index.html

Genese ab Universum secudum scintia: A volta ao Big Bang

O regresso a gênese do universo

Prof. José Cícero Gomes




- Cientistas de varias partes do mundo comemoraram o fato de ter corrido tudo bem ao ser ligada, esta gigantesca máquina de colidir partículas (LHC) que pretende recriar as condições do Big Bang, a grande explosão que teria dado início ao universo.



Hoje teve inicio a experiência científica que vai tentar reproduzir o início do Universo. Uma experiência iniciada esta manhã perto de Genebra, na Suíça, no maior acelerador de partículas que é também o mais complexo instrumento científico do mundo já construído pelo homem, que os cientistas procuraram responder com ele algumas questões fundamentais de natureza até filosóficas sobre a origem do universo e da vida na terra. O LHC foi projetado para simular o que realmente ocorreu no big bang através de colisão de partículas de protões em uma velocidade próxima da velocidade da luz. Nesta manhã, o LHC foi acionado com sucesso e partículas de protões passaram a circularem dentro de um túnel de vinte e sete quilômetro de circunferência que foi construído para lhe abrigar. O próximo passo dos físicos será projetarem outras partículas na direção contraria para que possam se chocar, recriando assim as condições que existiam no universo no instante após o big bang.

domingo, 7 de setembro de 2008

Futurus incertus: Brasil


Patriotismo


Patriotismo é o sentimento de amor e devoção à seu povo, a sua terra que chamas de pátria, e aos seus símbolos bandeira, hino, brasão por representar a sua essência e a sua pátria. Através de atitudes de devoção para com a sua pátria, pode-se identificar um patriota e seu nacilonalismo.
Muitas vezes, estes nacionalismo é utilizado como seu sinônimo. Porém, podemos dizer que o nacionalismo é considerado uma ideologia, que leva as pessoas a serem patriotas.
Ser um nacionalista não implica algum ponto de vista político particular, à concepção   de uma opinião da nação como um princípio organizado fundamentalmente na política. Agora, ser um patriota implica em fazer algo de bom pelo seu país, ou nação. Patriotismo não é aquele sentimento piegas que nosso povo brasileiro tem apenas na copa do mundo de futebol (patriotismo nos desportos), faz parte do nacionalismo. Mas não é só isto.É algo mais que falta no nosso povo brasileiro, em nossos políticos, juristas, atletas e até em nossos soldados. Muitos jovens estam nas forças armadas apenas pelo salário, não pela vocação. Ocerto seria ir para as forças armadas motivado pelo vocação militar e pelo nacionalismo. O salário deveria ser conseqüência, já que ninguém vive sem dinheiro. E digo de passagem, deveriam ganhar muito bem.
Ser patriota é ter amor próprio, e amor pelo irmão de credo, língua, de hábitos e constumes semelhantes e lutar para manter sua nação livre da aculturação extrangeira. Colher altoconhecimento tecnologia e científico e agregar-lo ao pré-construido na nação, isso é ser patriota. Defender seu país em uma guerra, em uma dispulta comercial ou nos esportes com toda força do seu corpo, de seu coração e de sua alma é os melhor sinal de orgulho e de amor para com sua pátria, mostrando que realmente pode viver ou morrer, com orgulho, defendendo o que mais ama e acredita.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Peccatus non est homis: Acredite se quizer

Cientistas atribuem a infidelidade dos homens à genética




Científicos do Instituto de Investigação Karolinska sinalam que o hormônio vasopresina –produzido de maneira natural e administrado por o gen alelo 334- afeta a capacidade dos mamíferos de permanecerem monógamos, pelo qual os homens portadores "não garantem ter uma relação estável".
París.- As crises conjugais pedem explicar-se pela herança genética dos homens, concluiu uma investigação divulgada ontem dia quatro de setembro pelo diário francês Le Figaro, que atribui a um gen masculino os problemas nas relaciones afetivas, como infidelidade.
Cientistas suecos do Instituto de Investigação Karolinska em Estocolmo. Confirmaram o que as mulheres já desconfiavam há muito tempo: "os homens são mais propensos à infidelidade e a manter relações complicadas e instáveis".
Ao que parece a desculpa perfeita para um homem incapaz de casar-se o formar uma relação conjugal duradoura, o certo é que o gen em questão -alelo 334, que produz o hormônio vasopresina, se apresenta em quatro de cada 10 homens na Suécia.
"Há muitas razões para explicar o jeito de que uma pessoa que tem problemas de viver a dois, porém é a primeira vez que se menciona a possibilidade de que um gen específico este vinculado na maneira em que os homens se relacionam com suas companheiras", segundo o estudo.
Hasse Walum, cientista do Instituto Karolinska responsável desta investigação, explicou os homens portadores de uns dos exemplares do alelo 334 se comportam de maneira diferente a outros em suas relações conjugais.
A freqüência dos problemas nas relações de homens com este gen, fui duas vezes mais elevada que naqueles que não são portadores, e suas companheiras com quem casaram estão menos satisfeitas de sua relação que suas amantes.
Walum declarou seu que é certo de que o gen influencia no comportamento masculino, "não pode utilizar-se para prever como atuaram".
Segundo o estudo, o hormônio vasopresina -produzido de maneira natural e administrado polo gen alelo 334- afeta l capacidade dos mamíferos de permanecerem monógamos, pelo qual os homens portadores "não garantem uma relação estável".

terça-feira, 2 de setembro de 2008

asma



Resfriados e gripe
Centros de saúde
Problemas respiratórios
Enciclopedia Médica
Problemas

Asma: prevenção e tratamento
A asma é uma enfermidade do sistema respiratório, que pode ser crônica ou episódica. Acontece quando as vias por onde circula o ar que respiramos se inflamam e contraem-se.
As classes de asma
Quanto as classes de asma são muitas, se dividem em dois grandes grupos: as causadas por agentes externos e as
asma extrínseca estas provocadas por agentes que provocam reações alérgicas nos enfermos. neste grupo se incluem os ataques de asma desencadeados por pólen, poeira, alterações ambientais, cheiros, etc.

Una reação excessiva a fungos e bactérias são as principais causas da asma intrínseca, que se manifesta em especial nos adultos.

O mais comum é que a asma é causada por uma combinação de causas extrínsecas e intrínsecas.


A asma é uma enfermidade que se pode controlar com uma terapia adequada e procurando evitar as causas extrínsecas que a provoca.

Inalador ou nebulizador: Qual deveria ser usado pelas crianças?
Os estudos tem demonstrado que não importa qual instrumento utilize nas crises asmáticas das crianças, é sempre importante que use adequadamente o instrumento, não importa se é um ou outro.

A asma


A asma é uma doença que provoca inflamação das vias aéreas, Por causa da inflamação das vias aéreas superiores, as crianças ou os adultos asmáticos ficam vuneráveis por um longo perído, serem capazes de reagir a determinadas partículas que estão no ar. Durante um ataque de asma, os músculos dos tubos que transportam ar para os pulmões (brônquios) sofrem espasmos, o revestimento dos pulmões se tornar inflamado e acumulam secreções nos pulmões fazer isso, de repente, respiração difícil. Quando a pessoa que está a ter um ataque de asma respirar, você pode ouvir um apito. A pessoa geralmente tosse um lote e, por vezes, expele muco dos pulmões. Em alguns casos, apenas os sintomas da asma é leve tosse crônica e seco dando especialmente à noite e ao amanhecer. Há muitas coisas que podem desencadear asma, incluindo os alérgicos, como os ácaros, poeira, pólen, baratas e pelo de animais. As infecções respiratórias virais, tais como frio, muitas vezes, causar asma. Outros exemplos de elementos que desencadeiam asma são exercício, ar frio, fumaça (de cigarros,madeira e lixo), vapores de produtos químicos, medicamentos para dor (especialmente aspirina), conservantes e corantes que são adicionados aos alimentos e tensão (stress).
A asma geralmente aparece na infância, mas também pode ocorrer mais tarde. O primeiro ataque freqüentemente ocorre após um frio ou a gripe. A asma é mais comum em crianças que estão expostas à fumaça do cigarro em casa.

Quando crescem, muitas crianças deixam para trás os sintomas da asma. No entanto, estes sintomas podem retornar alguns anos mais tarde. ·Na maior parte das crianças e dos adultos a asma pode ser controlada, evitando os ataques, e o uso de medicamentos para combater os sintomas. Os ataques geralmente muito fortes podem ser tratados com medicamentos inalados ou injetados.
Se um tratamento é feito de maneira correta e rápido, asma raramente será fatal. Triggers (acionadores) Durante as respirações normais, levando as vias aéreas para os pulmões estão totalmente abertas e permitem a passagem de ar para o interior e para o exterior. Em asmáticos, os vias aéreas estão inflamadas e são muito sensíveis a determinados fatores, geralmente não afetam as outras pessoas. Estas podem incluir substâncias, eventos ou atividades, e são chamados de "triggers" porque "acionar" a asma ou provocar sintomas como tosse, falta de ar e resuello. Desencadeia pode variar de uma pessoa para outra ou de uma estação para outra, e podem ser alterados, como uma criança cresce. Alguns são comuns dispararem reações alérgicas ao alérgenos (substâncias que provocam alergias), infecções virais, ar frio, exercício e fumo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Imagens do dia - Álbum de Fotos - UOL Notícias

Imagens do dia - Álbum de Fotos - UOL Notícias
O policial militar da reserva Luiz Carlos de Castro Martins (e), acompanhado de seu filho, Anderson de Castro Martins, ambos moradores de Cianorte (PR), mostra foto de seu outro filho, André Luiz de Castro Martins, de 25 anos, morto na madrugada de domingo pela polícia de Massachusetts (EUA) por não ter parado em uma fiscalização policialMaisDirceu Portugal

domingo, 27 de julho de 2008

Cultura














Movimento Nacional em Defesa da Língua Portuguesa

A verdadeira importância do Latim


“Há uma espécie de efeito de multiplicação: os jovens que agora se entusiasmam pelo estudo do latim transmitirão esse sentimento aos que os cercam, ...

sábado, 26 de julho de 2008

Nostri lingua portuguesa



A nossa língua portuguesa é muito importante, sim! É a sexta língua mais falada do mundo no globo terrestre e tem uma grande importância, não só na história da humanidade como no nosso dia-a-dia.Pena que as autoridades brasileiras ainda não acordaram para a importância de divulgarem a variante brasileira nos demais países lusófonos, e no restante do mundo. Você sabia que...1) O Português foi a última língua que se formou a partir do Latim?2) Que o primeiro texto em Língua Portuguesa data de 1190?3) Que o Português já foi uma língua mundial, assim como o inglês é hoje?4) Que entre os séculos XV e XVII nenhum navio saía mar a dentro sem ter pelo menos 2 falantes de português, a fim de estabelecer relações comerciais nos quatro cantos do mundo?5) Que a variante brasileira do português é a predominante no ensino escolar do Timor Leste, sendo escolhida como Língua Oficial?6) Que o português é uma das línguas que compõem o Papiamento, língua oficial de alguns países da América Central? http://pt.wikipedia.org/wiki/Papiamento
A nossa bela língua portuguesa é ou não é uma língua importante?
O português, como primeira língua, à frente de muitas línguas "de nações do primeiro mundo", como o Francês e o Alemão. Ela está atrás, por ordem, do chinês, árebe, espanhol, inglês e hindu. O idioma tem pouca importância econômica, devido às fracas economias dos países lusófonos, à exceção do Brasil. Mas, este ainda não despertou para impor a presença de sua língua no mundo.
O senhor Luís Inácio Lula da Silva tem que acorda para a importância da divulgação da nossa língua portuguesa como um instrumento geopolítico que nos leve à nos impormos como um povo que faz a diferença no mundo lusófono ou não.
___________
LÍNGUA PORTUGUESA
Olavo Bilac
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: «Meu filho!»
E em que Camões chorou, no exílio amargo
O génio sem ventura e o amor sem brilho!

Nostri lingua portuguesa






http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252005000200015&script=sci_arttext
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/25/materia.2008-07-25.4475065325/view

Fonética histórica
IntroduçãoAs chamadas leis fonéticas, proclamadas pelos linguistas da escola Neo-Gramática do século XIX, são mudanças regulares que se observam na evolução de todas as línguas, motivadas pela configuração fonética das palavras. Não sendo, como se julgava inicialmente, maciças e inobserváveis, acabam, aos poucos, por afectar a quase totalidade do léxico de cada língua em determinada secção de tempo. São eventos históricos, sujeitos às mesmas contingências regionais, políticas, culturais e sociais dos outros eventos que atingem a vida de uma comunidade, o que significa que têm uma actuação limitada a um passo da história daquela mesma comunidade. Na evolução do latim falado no início do Império para o falado na România Ocidental (Norte de Itália, Gália, Récia e Hispânia) e desse para o romance galego-português, verificaram-se consideráveis mudanças regulares, determinadas pelo contexto fonético e que são, resumidamente, estas:Símbolos1. A mudança ocorrida entre duas formas separadas pelo tempo indica-se inscrevendo entre elas o parêntese angular >.2. As formas latinas, para imediato reconhecimento, escrevem-se em caracteres maiúsculos.3. Quando uma vogal acentuada latina é longa, a sua notação vem seguida do sinal : e, quando é breve, não é assinalada.4. Recorre-se aos parênteses rectos para incluir, no seu interior, uma letra, ou letras que interessa considerar pelo seu valor fonético. Se estiver em causa o seu valor fonológico, ou seja, a entidade abstracta a que correspondem no sistema de uma língua, já se recorre às barras oblíquas.5. O hífen no final de uma forma latina indica que naquela posição esteve uma desinência (normalmente -m para os substantivos e adjectivos, -t para as formas verbais) que caiu muito cedo em latim vulgar e da qual não guardam memória as línguas românicas.Exemplificação: AMA:RE>amar PIRA->peraÀ esquerda dos parênteses angulares estão as formas latinas e à sua direita as formas portuguesas resultantes. No primeiro caso, a palavra latina tem [a] longo na sílaba tónica e, no segundo, um [i] breve. Estas vogais, na mente dos falantes são, respectivamente, /a:/ e /i/, ao passo que nas suas bocas são [a:] e [i].AssimilaçãoPor assimilação, entende-se a modificação de um som por influência do som vizinho que com ele passa a partilhar traços articulatórios (i.e. torna-o foneticamente parecido ou igual a ele). Esta é uma mudança sintagmática, assim chamada por ocorrer entre elementos de uma cadeia sintagmática (sons articulados sucessivamente na pronúncia das palavras). A assimilação de um som pode verificar-se por influência do som anterior (será uma assimilação progressiva), do som seguinte (uma assimilação regressiva), por influência simultânea dos sons anterior e seguinte (assimilação dupla) e por influência de um som não contíguo (assimilação à distância). Os contextos fonéticos (i.e. palavras concretas onde ocorrem as mudanças fonéticas) mais propícios à assimilação são os nasais, os anteriores e os intervocálicos.Contextos nasais: - Uma vogal vizinha de [m] e [n], sons que são consoantes nasais, tem tendência para deixar de ser vogal oral e passar a ser vogal nasal. Isto ocorre universalmente na história das línguas e, no caso do português, verificou-se na passagem do latim hispânico para o romance galego-português (séculos VI-VII), talvez por influência das línguas celtas que na Península se chegaram a falar. As vogais que antecediam o [n] passaram a ser vogais nasais (ex: PONTE->p[õ]te, LU:NA->l[ũ]a, NON>n[o~]), pelo que se diz que foram nasalisadas por assimilação regressiva. Na época nossa contemporânea, observam-se nasalizações, já de sentido progressivo, sempre que os falantes pronunciam, na primeira sílaba da forma muito, um ditongo nasal e, na primeira sílaba de mesa, uma vogal nasal (esta última nasalização progressiva apenas ocorre dialectalmente, mas a primeira é geral em português europeu, brasileiro e africano, pelo que deve ser bastante antiga, mas não anterior ao século XVI, já que Camões rimava muito com fruito).Contextos anteriores ou palatais: - Outras assimilações podem dar-se junto de vogal anterior, tradicionalmente chamada palatal [i] ou [e], ou junto de semivogal anterior, ou palatal, [j]. Estas mudanças chamam-se palatalizações e podem também ser regressivas ou progressivas. Em latim vulgar, a língua falada no Império Romano do Ocidente entre os séculos III a.C. e V d.C., ter-se-á iniciado, no século I da era Cristã, uma palatalização regressiva que afectou as consoantes não contínuas, [-cont], tradicionalmente chamadas oclusivas, [k] e [t], antes de som anterior. Nos contextos [ke], [ki], [kj] e [tj] as consoantes evoluíram para uma sequência com iode (a semivogal anterior) [tj] e mais tarde, só na România Ocidental, para a africada dental [ts], forma antepassada daquelas consoantes que hoje em português se escrevem ou então (este último num contexto especial, intervocálico, que possibilitou a evolução [ts]> [dz]). Assim, temos CENTU->[tj]ento>[ts]ento>cento, FACERE>fa[tj]ere>fa[ts]er>fa[dz]er>fazer, CISTA->[tj]esta>[ts]esta>cesta, FACIE->fa[tj]e>fa[ts]e>face. Mais antiga, foi a evolução de [tj]: FORTIA->for[ts]a>força.Outras palatalizações regressivas, desencadeadas no latim vulgar da mesma época pela presença da semivogal anterior [j], afectaram consoantes contínuas (ou fricativas), líquidas e nasais:CASEU->queijo, VINEA->vinha, FILIU->filho.Mais tardias, foram as palatalizações regressivas típicas do romance galego-português, ocorridas pelo século VI, que modificaram a articulação das consoantes não contínuas, ou oclusivas, [p], [k] e [t], antes da líquida [l]; esta evoluiu para a semivogal anterior [j] e, a partir daí, palatalizou em africada [tS] a consoante precedente, a qual, a seu tempo, simplificou na consoante contínua anterior [S], sempre escrita com : PLORA:R(E)>[tS]orar>chorar,CLAMA:R(E)>[tS]amar> chamar, FLAGRA:R(E)>[tS]eirar>cheirar.Mas este tipo de assimilação também pode ser progressivo, o que se vê igualmente no latim, mas já só na Hispânia, pelo que terá ocorrido mais adentro da era Cristã: CAPSA->ca[j]sa>caixa, COXA- ou seja ['koksa]>co[i]sa>coixa>coxa, ACUC(U)LA->agu[j]la>agulha.Contextos intervocálicos: - Aqui já se observa a assimilação dupla. Por assimilição dupla entende-se aquele tipo de influência simultânea que as vogais exercem sobre uma consoante que ocorra entre elas na cadeia sintagmática. Este contexto, chamado intervocálico e simbolizado VCV (vogal+consoante+vogal), é extremamente debilitante para a consoante, a qual ora é fricatizada, se for uma consoante oclusiva (segundo uma terminologia mais moderna, passa de não contínua a contínua), ora é sonorizada se for surda (passa de não vozeada a vozeada), ora, se for já de si mais instável (uma contínua, uma líquida ou uma nasal), pode deixar totalmente de ser articulada (fenómeno que tem o nome de assimilação total). Esta é a tendência universal da mudança e, em galego-português, pelo século VII, ocorreu uma assimilação dupla que muito caracteriza esta língua medieval de origem latina (este romance). Com efeito, só em galego-português é que o [l] simples intervocálico latino deixou de ser articulado e só em galego-português (e gascão) é que o [n] simples, no mesmo contexto, deixou também de ser articulado:PALA->paa>pá, DOLO:RE->door>dor, BONU->bõo>bom, ANELLU->ãelo>elo(Repare-se que a assimilação dupla de [n] simples intervocálico foi precedida de uma assimilação regressiva, em que a mesma consoante nasalizou a vogal anterior; note-se também que o [l_G] de anel ainda persiste porque tem origem numa líquida latina geminada [ll])
Outras assimilações duplas, anteriores a estas, afectaram consoantes do latim vulgar a partir do início da era Cristã, mas raramente culminaram no respectivo desaparecimento porque foram travadas por factores sistemáticos, neste caso, fonológicos (ver Fonologia Histórica do Português). Entre os séculos I e V d. C., uma assimilação dupla provocou, na România Ocidental, aquilo a que tradicionalmente se chama sonorização, ou seja, vozeamento das consoantes não vozeadas intervocálicas. As vozeadas intervocálicas também foram atingidas por este processo de assimilação dupla, tendo começado por passar a consoantes contínuas, e acabando duas delas por deixarem de ser articuladas. Da mesma forma, as geminadas sofreram simplificação. O português conservou o resultado deste latim vulgar já evoluído:APICULA->abelha MUTU->mudo LACU->lagoFABA->fava NU:DA->nua STRI:GA->estriaCIPPU->cepo GUTTA->gota PECCA:RE>pecarABBA:TE>abade ADDUCERE>aduzerarcO facto de o mesmo tipo de assimilação ter ocorrido entre vogal e consoante líquida /r/ conduz a uma reflexão sobre o estatuto particular das consoantes líquidas que, em certos aspectos, se aproximam dos segmentos vocálicos. Exemplos: PATRE->padre, MA:TRE->madre, LACRIMA>lágrima.DissimilaçãoPor dissimilação entende-se a modificação de um som por influência de um som vizinho, articulatoriamente próximo que, com ele, e por sua influência, deixa de partilhar traços articulatórios (i.e. torna-se foneticamente diferente). Esta é também, tal como a assimilação; uma mudança sintagmática, que envolve elementos da mesma cadeia sintagmática (i.e. sons da mesma palavra), mas é muito menos regular, ocorrendo apenas esporadicamente, pelo que é difícil também calcular uma data precisa para a sua ocorrência.Os sons que preferentemente sofrem dissimilação são os vocálicos, orais e nasais, e os consonânticos que constituam líquidas ou nasais.Dissimilação entre vogais:LOCUSTA->lagosta ROTUNDA->redondaVENTA:NA->ventãa>venta CAMPA:NA->campãa>campaDissimilação entre consoantes:MEMORA:RE>nembrar>lembrar ANIMA->alma LOCA:LE->logar>lugarMetáteseTal como a dissimilação, a metátese, que é a transposição de sons dentro de uma mesma cadeia sintagmática, é irregular, de difícil datação e muito frequentemente envolve consoantes líquidas, aquelas que menos estabilidade têm. Também pode envolver semivogais postónicas que, por metátese, passam a ocorrer junto da vogal tónica. O padrão silábico parece aqui funcionar como um rastilho para este tipo de mudança.Metátese de semivogais: O latim vulgar sofreu em época bastante recuada, uma vez que a generalidade das línguas românicas a testemunha, a metátese de semivogal anterior nos sufixos -A:RIU>airo, -A:RIA>aira. Em português, as formas herdeiras desses sufixos revelam ainda uma assimilação para -eiro, -eira, que deverá ter ocorrido em latim hispânico, já que em castelhano as formas paralelas são -ero, -era.DIA:RIA->jeira PRIMA:RIU->primeiroMetátese de consoantes: Como se disse, são sobretudo as consoantes líquidas [l] e [r] que sofrem o processo da metátese. É uma tendência universal que pode testemunhar-se pelo destino de uma forma latina ARBORE-, a qual em português não deu origem a metátese (árvore), mas em italiano e castelhano provocou duas diferentes soluções de metátese envolvendo as mesmas consoantes, respectivamente, alberoit e árbolcast. Para exemplificar metáteses com líquidas portuguesas, podem observar-se as formas FLO:RE->frolmedieval ou TENEBRAS>teevras>trevasEpênteseEste é um fenómeno contrário ao da assimilação total, uma vez que consiste na adição de sons no interior da cadeia sintagmática. Tutelado pela estrutura da sílaba, que tende frequentemente para o padrão universal CV (consoante+vogal), o fenómeno da epêntese consonântica reestruturou notoriamente as sílabas do português medieval que continham o hiato (encontro de duas vogais) -i~o, -i~a e que, a partir dos séculos XIV-XV, passaram a terminar em -inho, -inha, com epêntese da consoante nasal [J]:VI:NU->vi~o>vinho GALLI:NA->gali~a>galinhaQuando diz respeito à inserção de vogais, a epêntese tem o nome mais particular de anaptixe, e observa-se frequentemente no português do Brasil, que reestruturou sílabas com grupos consonânticos, sílabas CCV, em sucessões de sílabas obedecendo ao padrão universal CVCV:opção>opição ritmo>ritimo pneu>pineu~peneuBibliografiaGramáticas históricasALI, Manuel Said, 1921-23, Gramática Histórica da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Edições Melhoramentos, 1971 (7ª edição).DIAS, A. Epiphanio da Silva, 1918, Syntaxe Historica Portugueza. Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1970 (5ª ed.).HAADSMA, R. A. e NUCHELMANS, 1963, Précis de Latin Vulgaire. Groeningen, J. B. Wolters.HUBER, Joseph, 1933, Altportugiesisches Elementarbuch. Trad. port. de Maria Manuela Gouveia Delille: Gramática do Portugês Antigo. Lisboa, Gulbenkian, 1986.LLOYD, Paul M., 1987, From Latin to Spanish. Vol. I Historical Phonology and Morphology of the Spanish Language. Philadelphia, The American Philosophical Society.MAIA, Clarinda de Azevedo, 1986, História do Galego-Português. Estado Linguístico da Galiza e do Noroeste de Portugal desde o Século XIII ao Século XVI. Coimbra, INIC.NUNES, José Joaquim, 1919, Compêndio de Gramática Histórica Portuguesa. Fonética e Morfologia. Lisboa, Livraria Clássica Editora, 1975 (8ª ed.).RAMOS, Maria Ana, 1983, "Nota linguística", Elsa GONÇALVES e Maria Ana RAMOS, A Lírica Galego-Portuguesa. Lisboa, Editorial Comunicação.SILVA, Rosa Virgínia Mattos e, 1989, Estruturas Trecentistas. Para uma Gramática do Portugês Arcaico. Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda.SILVA, Rosa Virgínia Mattos e, 1991, O Português Arcaico. Fonologia. São Paulo - Baía, Contexto - Editora da Universidade Federal da Bahia.SILVA, Rosa Virgínia Mattos e, 1994, O Português Arcaico: Morfologia e Sintaxe. São Paulo - Baía, Contexto - Editora da Universidade Federal da Bahia.WILLIAMS, Edwin B., 1938, From Latin to Portuguese. Historical Phonology and Morphology of the Portuguese Language. Trad. port. de Antônio Houaiss: Do Latim ao Português. Fonologia e Morfologia Históricas da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1975 (3ª ed.).VÄÄNÄNEN, Veikko, 1957, Introduction au Latin Vulgaire. Paris, Editions Klincksieck, 1981 (3ª edição, revista e aumentada).Linguística históricaANDERSON, James M., 1973, Structural Aspects of Language Change. Trad. esp. de José L. Melena: Aspectos Estructurales del Cambio Lingüístico. Madrid, Gredos, 1977.FARIA, Isabel Hub et alii (orgs.), 1996, Introdução à Linguística Geral e Portuguesa, Lisboa, Caminho. HOCK, Hans Henrich, 1986, Principles of Historical Linguistics. Berlim, Mouton de Gruyter.MATEUS, Maria Helena e XAVIER, Maria Francisca (eds.), 1991, Dicionário de Termos Linguísticos, vol. I. Lisboa, Cosmos.
ATENÇÃO - Para o valor das convenções fonéticas, consulte
http://www.phon.ucl.ac.uk/home/sampa/x-sampa.htm
http://www.phon.ucl.ac.uk/home/sampa/portug.htm

sexta-feira, 25 de julho de 2008

nostri lingua portuguesa
























A última flor do lácio, nossa língua Portuguesa é uma língua que resulta dos varios falares nativos ibéricos e do contato entre as diversas línguas invasoras que passaram a serem faladas na Península Ibérica. Como o latim também era falado ali e serviu de base para a formação do Português, nossa língua é neolatina, quer dizer pertence ao grupo de línguas que se originaram do latim. Daí o porque de Olavo Bilac chamala de a última flor do Lácio.No decorrer da longa história de sua formação, o Português tornou-se uma língua própria e independente.
Você sabe, por exemplo, por que aparece "feira" nos nomes dos dias da semana usados por nós? E mesmo falando a mesma língua, temos diferença com relação a Portugal, como quando falamos sobre futebol? Você saberia dizer o que significa "auto-golo" ou "balneário" em Português de Portugal?
Nomes dos dias da semana em Português
Em Português, os nomes dos dias da semana são diferentes dos nomes nas outras línguas de origem latina. Em algumas línguas, os nomes estão relacionados ao satélite natural da Terra e aos planetas. Em Espanhol, por exemplo, lunes (segunda-feira) é formado de Lua; martes (terça-feira), de Marte; miércoles (quarta-feira), de Mercúrio, e assim por diante. Em Francês, é lundi, mardi, mercredi etc. E em Português, por que aparece “feira” nos nomes dos dias da semana? Vamos ver?Por volta do século VI (não se esqueça de que estamos no século XXI), foram denominados, em latim, os dias da semana santa como dias feriados ou dias de férias. Como se sabe, nos dias de férias não se trabalha. Então, depois do domingo, que é o “dies dominicus”, ou “dia do Senhor”, e também o primeiro dia da semana, vem o “feria secunda”, que significa segundo dia de feriado ou de férias; depois, “feria tertia”, e assim por diante. Com o tempo, houve mudança na grafia das palavras, e o -i- passou para antes do “r”. Mas o interessante é que “feira” também significava “repouso”, “férias”, que, no uso popular, passou a significar “feira”, porque os dias de festa religiosa eram aproveitados para comércio no local daquelas manifestações. Portanto, num dia de féria era dia para ir à feira. A semana em Português é assim denominada: domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado, que é nome judaico, em vez de ser sétima-feira, por ser o sétimo dia da semana. Como era necessário organizar o calendário, os sete dias foram denominados “semana”, originário de “setmanas”, e qualquer dia da semana passou a ser considerado ‘dia útil’, menos o domingo e os dias de feriado.
De onde vêm as palavras?
Somos, por natureza, curiosos! Queremos saber como surgem as coisas e como são denominadas. Queremos saber também como surgem as idéias, os conceitos, como se elaboram as definições e como esses conceitos e definições são sintetizados em um nome. Enfim, a curiosidade em torno das palavras e da força que elas têm na comunicação nos levam aos dicionários.
Há, porém, muitas palavras, expressões ou frases que são engenhos da mente humana e que, por isso, não se encontram prontinhas nos livros que consultamos, porque nascem de situações em que a percepção de atitudes e comportamentos das pessoas estimula um bom observador a conceituar e a denominar.
Como já sabemos, há um grupo de línguas que são originárias do latim, entre elas, o português. Podemos, então, dizer que, para descobrir o significado de uma palavra, vamos recuando no tempo até chegar ao latim. Dessa forma, estaremos fazendo o estudo da origem das palavras. Como o mundo das palavras é disciplinado, desenvolveu-se uma área de estudo, chamada etimologia, que, metodologicamente, trata da descrição de uma palavra em diferentes estados de língua anteriores por que passou, até chegar ao étimo, que, no português, é, em grande parte, latino. Por isso dizemos que o português é uma língua latina. Por vezes, porém, o latim pegou a palavra por empréstimo do grego. O étimo é, justamente, a base para a formação de uma palavra. Agora, atenção: no Brasil, o português, em sua formação, também recebeu influências, principalmente, das línguas indígenas e das africanas.
Então, quando perguntamos - de onde vêm as palavras? - no português, lançamos o primeiro olhar ao latim. Mas muitas palavras entraram, na nossa língua depois, porque vieram com as coisas e com os nomes que têm nas línguas irmãs. Assim, o francês nos emprestou muito, o espanhol também, o italiano e até mesmo línguas que não são de origem latina, como o japonês, o árabe, o alemão e o inglês, entre outras.
No momento, a língua que mais empresta às outras é o inglês. Ora, esse movimento de ‘vai palavra’, ‘vem palavra’ é natural. O que vale observar é que muitas palavras do inglês que entram nas outras línguas são de origem latina, portanto de étimo latino.
E aí, vamos viajar? Procurar saber de onde vêm as palavras é o mesmo que se deslocar no tempo, no espaço e penetrar nos costumes dos povos. Boa viagem!
► Escola, do grego ao português

A palavra escola seguiu um longo caminho até chegar ao português. No grego, seu berço de origem, escola significava lazer ou tempo aproveitável para o exercício de atividades prazerosas. Quando entrou no latim, a forma schŏla passou a significar que "as crianças deviam dedicar-se aos estudos próprios de pessoas livres, deixando de lado as demais ocupações". Os Antigos deram-se conta de que era preciso preencher o tempo livre das crianças com o estudo. Assim, elas eram confiadas a um mestre que, em classes (classis juniōrum, o mesmo que chamada, chamamento dos jovens), lhes ensinava a leitura e a declamação.
O local onde havia classe recebeu o nome de escola, que é hoje estabelecimento público ou privado no qual se ministra ensino coletivo.
Referência bibliográfica
FAULSTICH, E. et alii. Ensino da Língua Portuguesa para Surdos. Caminhos para a prática pedagógica. Brasília, MEC/SEE, 2003, vol. 2, p. 104
GALEY, B. C. L'Etymo-jolie. Origines surprenantes des mots de tous les jours. Paris, Tallandier, 1991
HOUAISS, A. e VILLAR, M. S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001.
► Vai de bicicleta ou de velocípede?

Podemos dizer que o velocípede é uma espécie de pai da bicicleta. Antes desta surgir, os antigos veículos, de duas ou três rodas, eram chamados de velocípede. Até recebeu o apelido, na Inglaterra, de chacoalhador de ossos, por causa da rigidez dos aros e das rodas unidas por ferro. No século XVI, o português conhecia a forma veloc-, que significava veloz, rápido. Mas é por volta de 1874 que a palavra velocípede, formada de veloci (veloz) + pede (pé, pedal) se fixa no português. Atualmente, esse veículo de três rodas, que se move impelido por dois pedais ligados à roda dianteira, em tamanho reduzido, serve para uso de crianças.
Em 1880, surgem os veículos de duas rodas com as características que hoje conhecemos e que passou a chamar-se bicicleta. E sabe como se formou a palavra? Assim: bi- 'dois' + cycle 'roda', 'círculo' + sufixo diminutivo ‘–eta’. Por volta de 1899, pronunciava-se biciclêta, com e fechado, depois fixou-se a pronúncia que conhecemos hoje.
Uma curiosidade que vale a pena assinalar é que a palavra vem do francês bicyclette: o sufixo diminutivo francês –ette passou para o português como o sufixo diminutivo –eta. Há, na nossa língua, algumas palavras com o sufixo –eta, com o mesmo significado do francês – ette, como roleta (pequena roda), banqueta (pequeno banco), naveta (nau pequena), plaqueta (pequena placa metálica). Você deve ter percebido que todas têm a pronúncia do e fechado. O significado de –eta continua a ser ‘pequeno’.
Referência bibliográfica
FIGUEIREDO, Cândido. O que se não deve dizer. 6 ed., Lisboa, Clássica Edit., Vol. II, 1953
HOUAISS, A. e VILLAR, M. S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
LE PETIT ROBERT. Dictionnaire de la langue française. Canada, Isacsoft – CD-Rom, 2004
Sites consultados: http://www.tudosobrerodas.pt/i.aspx?imc=2489&ic=5785&o=3919&f=5785
http://www.trilhanorte.com.br/historiabike.htm
► As fases da lua-de-mel

A lua tem fases, e a mudança entre uma e outra acontece no espaço de um mês. Entre os anos 384–322 antes de Cristo, Aristóteles revelou - já naquela época - que as fases da Lua resultam do fato de que ela não é um corpo luminoso, e sim um corpo iluminado pela luz do Sol. Para compreender melhor: a fase da lua representa o quanto dessa face iluminada pelo Sol está voltada também para a Terra. As quatro fases desse ciclo mais conhecidas são lua nova, quarto-crescente, lua cheia e quarto-minguante, mas a porção que vemos iluminada da Lua, que é a sua fase, varia de dia para dia.
O que lua-de-mel tem a ver com lua? E com mel? Ora, é do conhecimento de todos que mel é uma substância açucarada. Então, vamos tentar juntar os conceitos de lua e de mel pra compreender o significado que buscamos. Antes disso, é preciso saber como a expressão chegou até nós.
A expressão lua-de-mel, segundo diversos autores, chegou ao português pelo francês lune de miel. Por sua vez, o francês tomou emprestado do inglês honeymoon. Nesse percurso internacional, o que todos dizem é que a expressão lua-de-mel corresponde aos primeiros tempos do casamento.
Ora, vamos deduzir. A lua tem quatro fases que se sucedem no período de um mês; lua é, portanto, uma expressão de tempo que corresponde a um mês. Para os casados, o primeiro mês do casamento é a primeira lua. Mel, por extensão de significado, pode simbolizar coisas muito doces, suaves, muito agradáveis. Podemos entender, então, que lua-de-mel é o primeiro doce mês do casamento, mas que pode durar quantas luas o casal quiser.
Vale lembrar que nós podemos estar em lua-de-mel com as coisas boas que acontecem em nossas vidas, com a escola, com o trabalho, com as novas amizades.
Referência bibliográfica
FIGUEIREDO, Cândido. O que se não deve dizer. 5 ed., Lisboa, Clássica Edit., Vol. III, 1955
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
LE PETIT ROBERT. Dictionnaire de la langue française. Canada, Isacsoft – CD-Rom, 2004
Site consultado: http://astro.if.ufrgs.br/lua/lua.htm
► Pois sim e Pois não

Durante uma conversa, o pois designa vários significados. Pode indicar que quem fala i) entendeu o que o outro disse; ii) está de acordo com o que foi dito e, nesse caso, o pois tem sentido de sim; iii) relaciona idéias com função conclusiva; iv) relaciona idéias com função explicativa. Vamos exemplificar cada uma dessas situações:
i) Pois... eu também já havia pensado nisso.
ii) Pois leve o livro, é seu.
iii) O rapaz entregou o documento, pois está livre para entrar e fazer a prova.
iv) A criança está feliz, pois ganhou o concurso.
Mas o que é divertido, no português, é dizer pois sim, quando se quer dizer não e dizer pois não, no momento de um sim. Normalmente, o ‘pois sim’ é usado com um certo tom de ironia que reforça o desejo de não realizar o que está sendo esperado por outra pessoa: Pois sim, não pago nem um centavo por isso! Já a expressão ‘pois não’ carrega o sentido de concordância, de desfazer qualquer dúvida na fala de quem a emite: Pois não, entre que o médico já vem.
E como surgiram essas expressões? Podemos dizer que ambas têm origem no discurso, na conversa. Assim, pois não resulta de uma frase abreviada, cortada, com vistas a concordar brevemente com o que pergunta outra pessoa num diálogo. Um exemplo seria: Pois não [deixaria você falar comigo]? Pois [eu] não [daria licença de você entrar]?
Por outro lado, quando queremos indicar dúvida ou discordância, a frase abreviada, cortada, traz a expressão pois sim, como no exemplo: Pois [pensa] sim [que não conheço essa história]! Às vezes, para exprimir impaciência ou reforçar a dúvida ou o menosprezo vem acompanhada de ora: ora, pois sim!
Tanto no uso de uma quanto da outra, a entonação serve para alterar-lhes o sentido, por isso na escrita a pontuação é quem dá o tom:
Pois não? Pois não! Pois não... Pois sim! Pois sim... Ora, pois sim!
Referência bibliográfica
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
NOGUEIRA, Julio. Indicações de Linguagem. Rio de Janeiro, Org. Simões, 1956
SAID ALI, M. Meios de Expressão e Alterações Semânticas. 2 ed. rev. Rio de Janeiro, Org. Simões, 1951
► Nojo de quê?

Hoje, quando dizemos Que nojo!, estamos querendo expressar que temos repulsa por alguma coisa ou situação. Mas a palavra nojo tem outro significado, que vem lá do passado e que somente é usado em situação muito específica: nojo é o mesmo que luto.
E qual é a relação entre repulsa e luto? As derivações que seguem explicam. A língua portuguesa conhece o adjetivo nojado e este deu origem a dois outros adjetivos:
• anojado = a+noj(o)+ado, que é adjetivo e, ao mesmo tempo, particípio do verbo anojar. Anojar é abater-se pela morte de alguém;
• enojado = in+odio+are (inodiare>inodiar>inojar>enojar) é a forma latina que resultou no português enojar. De enojar, que é sentir nojo, surgiram o particípio e o adjetivo enojado.
Assim, as expressões ‘causar nojo’ e ‘fazer nojo’ significam ‘provocar a reação de asco, repugnância’; a expressão ‘estar de nojo’ é o mesmo que ‘guardar luto; estar de luto’.
O significado de nojo, relacionado à morte, encontra-se na linguagem jurídica, na expressão licença-nojo, que é licença por falecimento de esposo(a) e de familiares, determinada por lei.
Por fim, para ampliar seus conhecimentos, veja como a forma latina inodiare resultou em algumas línguas românicas:
Anojar: no português, no galego, e no asturiano.
Enutjar: no catalão
Enojar: no castelhano e no português
Anuxar: no leonês
Enuyar: no antigo aragonês
Enjoar: no português
Ennuyer: francês
Referência bibliográfica
CUNHA, Antonio G. da. Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1987
FAULSTICH, E. Anotações de aula de História da Língua Portuguesa, Universidade de Brasília (UnB), Instituto de Letras (IL), Departamento de Lingüística, Português e Línguas Clássicas (LIP), 2006
GARCIA DE DIEGO, Vicente. Dicionário etimológico espanol e hispânico. 2. ed. Madrid: Espasa-Calpe, 1985. 1091p
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
Sites consultados:
http://revistajuridica.fafibe.br/arquivos/13.pdf
http://www.lexterm.unb.br
► Quando dizemos - o açúcar -, estamos repetindo o artigo definido?

Em italiano, açúcar é zucchero e, em francês, é sucre sem o a inicial, que aparece em açúcar, no português, e em azúcar no espanhol. A forma sukkar, de origem árabe é a base do português, do espanhol, do italiano e do francês. Os contatos entre os árabes e os romanos, na península Ibérica, possibilitaram ao latim a criação da forma saccharum, mas a que prevaleceu, na formação da palavra açúcar, em outras línguas de origem latina, foi succharum, com a sílaba inicial ‘su’.
O árabe possuía uma partícula inseparável – al –, que funcionava como prefixo ou como artigo. Muitas palavras do árabe que entraram em outras línguas levaram esta partícula junto de si. Embora esta regra não tenha sido rigorosamente seguida por todas as línguas românicas, no português, o al- já entra incorporado ao nome que lhe segue, como al+sukkar = açúcar, al+catara = alcatra, e indica que tal palavra do português é de origem árabe. Aí, passamos a desconfiar se todas as palavras iniciadas por a- ou al- são de origem árabe. Ora, nem sempre as palavras iniciadas por a ou al, no português, são de origem árabe. Para garantir se estes elementos resultem de incorporação, é preciso consultar dicionários.
A incorporação é um fenômeno que não se dá igualmente em todas as línguas românicas, mas, no português, a incorporação do artigo al- aos substantivos se dá ora de forma plena (al-), ora de forma abreviada (a-), por causa da perda do -l-. Mesmo escrito a-, podemos inferir que ali existe um al-, como em arroz. Para ilustrar mais, vejamos a origem de arroba e de algodão. Arroba, que significa a quarta parte, deriva-se do verbo rabaá cuja forma de origem deve ter sido *al-rabaá, em que o «l» se assimila à consoante seguinte, resultando daí a forma atual; algodão, que são pêlos macios secos, é palavra formada com base em al-qutun, que passou a significar a planta e o produto do 'algodão'.
Quer conhecer mais? Então, leia, em seguida, uma pequena lista palavras de origem árabe que usamos no português:
• na área político-social: alcaide, alferes, almoxarife,alfândega
• no vocabulário comum: argola, alicate, alfaiate, alcova
• na área da agricultura: açafrão, alecrim, alfazema, algodão
• no vocabulário de frutos: laranja, lima, limão, tâmara
• na área de pesos e medidas: alqueire, arrátel, arroba, quintal
• na área de alimentos: açúcar, aletria, almôndega, arroz
• na área de toponímia: Alfama (refúgio), Alcântara (ponte), Almada (mina)
• na área de ciências: algarismo, álgebra, cifra.
É interessante observar que, em palavras relacionadas a açúcar ou a coisas que contenham açúcar, ora aparece a partícula al/a, ora não aparece. Quer ver? Vamos conferir algumas palavras: sacarose, sacaróide, sacarívoro, sucroquímica; açucarado, açucareiro. Outras: algodoeiro, cotonete. Esta já apresenta uma história própria porque entrou no português pelo inglês assim: qutun (latim) > cotton (inglês) > cotonete (coton+ete), no português. Cotonete é uma marca registrada do inglês que entrou no português, mas saiba que o inglês foi buscar no francês, que também pegou emprestado do árabe qutun.
De volta ao início desta história, perguntamos se você respondeu à questão que aparece no título: quando dizemos o açúcar, estamos repetindo o artigo definido? Bem, a resposta pode ser sim e não. Se voltarmos à origem das palavras, àquelas do árabe que começam por al/a e que entraram no português, vamos ter a impressão de que estamos sim usando o artigo duas vezes. Mas, como já se passaram muitos e muitos séculos, nós já nos esquecemos desse traço original do árabe e podemos então dizer que não, porque a partícula se incorporou de tal forma às palavras, que usamos o artigo definido próprio da língua portuguesa o ou a , sem que nos lembremos da peculiaridade do árabe.
Referência bibliográfica
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
LE PETIT ROBERT. Dictionnaire de la langue française. Canada, Isacsoft – CD-Rom, 2004
SAID ALI, M. Meios de Expressão e Alterações Semânticas. 2 ed. rev. Rio de Janeiro, Org. Simões, 1951
WEBSTER’S THIRD NEW INTERNATIONAL DICTIONARY. 3 vols., Chicago, Encyclopaedia Britannica, 1986
Site consultado: http://www.riterm.net/revista/n_2/faulstich_araujo-carvalho.pdf
► Não entendi patavina

E afinal, patavina é o mesmo que nada? E se for, qual a relação de significado entre nada e patavina? Que história!
Patavina provém de uma expressão construção patavina, que quer dizer, escrita rebuscada, de difícil compreensão, de que não entendemos quase nada ou nada. Mas não acabou aqui a explicação. Há séculos, viveu um escritor latino, chamado Tito Lívio, que era patavino, porque nasceu na cidade de Patavium/Patávio, na Itália, e que possuía um estilo de escrita próprio e típico da região, difícil de os outros compreenderem. Para esclarecer que não entendiam o que estava escrito, os leitores repetiam que ‘não entendiam o patavino’, ou seja, não entendiam o escritor.
A expressão vulgarizou-se, tomou a forma impessoal de ‘não entender patavina’.
Patavino, que era um adjetivo e indicava o natural da cidade de Patávio, mudou de classe e passou a pronome indefinido com o significado de nada, de coisa alguma, admitindo, assim, a forma terminada por -a (patavina e não patavino) para manter a regularidade com nada.
A cidade italiana de Patávio hoje se chama Pádua, e quem nasce lá é paduano.
Referência bibliográfica
CASTRO LOPES. Origens de Anexins, Prolóquios e Locuções Populares, Siglas etc., 2 ed. aum., Rio de Janeiro, Francisco Alves & Cia., 1909
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
NASCENTES, A. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. Primeira e única edição. Rio de Janeiro, Livr. Francisco Alves, 1932
► AFOGAR OU REFOGAR?

Há pessoas que afogam a comida. Há outras que refogam. É comum ouvirmos alguém dizer a cozinheira refoga a comida, mas não a cozinheira afoga a comida, embora na área da culinária as duas palavras sejam usadas no Brasil. A primeira faz parte do uso comum, mas a segunda tem o uso restrito a algumas regiões do interior do país. Observe que, nas duas palavras, há uma base fog- que significa, no português comum, fogo, daí deduzirmos que refogar e afogar significam passar comida pelo fogo de maneira adequada. De fato, refogar é passar temperos ou outro alimento por gordura fervente. Este procedimento culinário é conhecido por todos que cozinham, por isso podemos dizer simplesmente “refogar a comida”.
Não costumamos, por outro lado, dizer “afogar a comida”. Quando empregamos o verbo afogar, é preciso completar a frase e dizer afogar a comida em azeite, na manteiga, no óleo quente, pois só assim o significado lingüístico de afogar deixa de ser “morrer ou matar-se por ter submergido em água” e passa a ser o mesmo de refogar.
O interessante é que afogar é uma palavra que entrou no português por volta do século XIII, proveniente do verbo latino *affocāre 'apertar (a garganta), estrangular, sufocar'. Por sua vez, o verbo refogar surge no português no século XIX. No português atual, há uma convergência de significado no vocabulário da culinária, pois tanto afogar quanto refogar são ações que exigem que o alimento elimine o líquido pelo vapor no processo de passar por gordura fervente.
Referência bibliográfica
GUEDES, Inês G. Estudo de Alguns Verbos da Culinária Arcaica. Dissertação de Mestrado. LIP/IL/UnB, Brasília, 2001
MORAES SILVA. A. de. Diccionario da Língua Portugueza. 2 tomos, Lisboa, Typographia Lacerdina, 1813
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
► Do arco da velha

O ditado popular “coisa do arco da velha” parece não fazer parte, atualmente, do vocabulário dos mais jovens, mesmo assim não está abolido da Língua, porque todos os povos guardam usos lingüísticos, mesmo que, muitas vezes, se torne difícil de explicar o significado por causa do distanciamento da criação na linha do tempo.
Diversos autores afirmam que o arco-da-velha é o arco-íris, porque remonta a um arco nas nuvens, à época de Noé. Façamos, aqui, uma outra reflexão. Vamos entender arco como arca, que significa o caixão onde se encerram os mortos. Então, uma velha, que se fingia de morta, entrava na arca (caixão) e os jovens faziam brincadeiras e travessuras, em volta da arca, impossíveis de serem feitas em volta de uma pessoa falecida.
Então, como, na fala popular, arca virou arco e a pessoa que se fingia de morta era uma velha, fixou-se o dito popular “coisas do arco da velha” com significados próximos de praticar coisas extravagantes, travessuras, impossíveis de se acreditar, ou coisa antiga, fora de moda, ultrapassada.
Referência bibliográfica
CASTRO LOPES. Origens de Anexins, Prolóquios e Locuções Populares, Siglas etc., 2 ed. aum., Rio de Janeiro, Francisco Alves & Cia., 1909
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
Site consultado:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arco-da-Velha
► SKI, ESQUI, PATIM

Estamos diante de três palavras que provocam curiosidade pelo significado, pela diferença entre a forma escrita de cada uma e pelo funcionamento dos objetos que denominam.
A palavra esqui é fácil de ser reconhecida, porque nada mais é do que uma forma decalcada de ski. Escrevemos, em português, como pronunciamos es-qui, apenas foi-lhe dada a forma gráfica das duas sílabas na nossa língua. Dizemos, por isso, que esqui é uma palavra aportuguesada, porém, se é aportuguesada, logo deduzimos que a forma original vem de outra língua. É verdade! A palavra ski surgiu na Dinamarca, no fim do século XIX, para designar ‘utensílio que serve pra andar sobre a neve’ e logo foi adotada pelos ingleses e pelos franceses; chegou ao português pelo francês. Ski ou esqui, que é um utensílio para ser calçado ou preso no calçado, foi criado para deslocações sobre a neve; é composto por uma longa lâmina de madeira, metal ou plástico, com a frente arrebitada. Torna-se, portanto, um objeto patinador ideal para pessoas que vivem em países com neve duradoura.
E patim, que parentesco tem com esqui? De início, podemos dizer que é a semelhança do objeto. Esqui e patim são tipos de calçado que servem para andar sobre a neve. A palavra patim, que já existia no francês desde o século XIII, entrou no português em meados do século XIX. Por sua vez, esqui aparece no português somente no início do século XX. Com relação às datas de surgimento, podemos dizer que, nessa família, patim é mais velho que esqui.
A palavra esqui reflete, no conceito, uma realidade geográfica, daí que recebeu a designação inicial de “ski nórdico ou alpino”. A criação da palavra patim está diretamente relacionada à pata (patte, no francês), que significa pé, com o conceito de parte terminal do corpo humano. Assim sendo, patim é uma espécie de galocha que se transforma em patim de andar no gelo, com o acréscimo de um ferro para deslizar ou de buracos para evitar que o usuário escorregue.
Referência bibliográfica
ALIANDRO, H. (org.) Dicionário Inglês-Português. 7 ed., New York, Pocket Books, 1969
FIGUEIREDO, Cândido de. O que se não deve dizer. 5 ed., Lisboa, Clássica Edit., Vol. III, 1955
HOUAISS, A. e VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001
LE PETIT ROBERT. Dictionnaire de la langue française. Canada, Isacsoft – CD-Rom, 2004
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"ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO, INCULTA E BELA"
A expressão "Última flor do Lácio, inculta e bela" é o primeiro verso de um famoso poema de Olavo Bilac, poeta brasileiro que viveu no período de 1865 a 1918. Esse verso é usado para designar o nosso idioma: a última flor é a língua portuguesa, considerada a última das filhas do latim. O termo inculta fica por conta de todos aqueles que a maltratam (falando e escrevendo errado), mas que continua a ser bela.

LÍNGUA PORTUGUESA

Olavo Bilac


Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...


Amo-te assim, desconhecida e obscura
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!


Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,


Em que da voz materna ouvi: «Meu filho!»
E em que Camões chorou, no exílio amargo
O génio sem ventura e o amor sem brilho!



Sobre o Autor




1865-1918. Poeta brasileiro, Olavo [Brás Martins dos Guimarães] Bilac,
nascido no Rio de Janeiro, foi um dos mais representativos parnasianos do
seu país. Publicou "Crônicas e Novelas" (1893) e "Poesias" (1902). Membro
funndador da Academia Brasileira de