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domingo, 23 de maio de 2010

A ética na política brasileira

O homem nasce com a capacidade de distinguir a conduta correta daquela considerada errada por sua sociedade? Ou será que o homem só deixa de praticar o mal temendo que outras pessoas descubram, e por isso venha ser punido? Todo político é um humano, logo cabe a ele também estas indagações:

É possível um político brasileiro distinguir o bel do mal? Qual o fundamento da ação moral dos homens públicos? Será a certeza da impunidade que leva o político a agir de formar incorreta? Qual a linha tênue entre o bel e o mal nas ações políticas? Entre a moral e a imoralidade? Será a ética algo inexistente na vida pública brasileira? Mas, o que é ética?

Hoje em dia é muito comum banalizarmos o mal, o amoral, o errado. É mal visto e combatido o indivíduo que ainda é capaz de se indignar com a dor do mundo. No tempo de Diógenes de Abdera (413 – 327 AC.) não era diferente. Ele foi incompreendido pelos seus contemporâneos porque apontava os defeitos de seu tempo. Para isto, fazia uso de uma lanterna acesa em plena luz do dia dizendo: - “Procuro um homem honesto!”[1] – Imagine se Diógenes vivesse em nossos dias e fosse brasileiro, sem dúvida alguma estaria com sua lanterna em punho. Pois mudam-se os povos, as culturas, o tempo e o espaço... Mas a falta de caráter e a pouca vergonha permanece através dos tempos.

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”[2] Os princípios da “ética da responsabilidade na vida pública” correspondem à necessidade dos homens públicos promoverem a honestidade que já faltava em nossa república na época de Rui Barbosa, e acima de tudo consiste em terem a consciência que são servidores públicos, e que a razão da existência do Estado é servir ao povo, e não ser servido pelo povo. E que o sufrágio universal é uma procuração que o povo passa para um indivíduo para gerir o coletivo e não o privado.

No Brasil fica claramente demonstrado que em política quase tudo é feito contrariando normas morais e princípios éticos, pois, para começar, os políticos não são éticos quando mentem aos seus eleitores, fazendo promessas que jamais pensaram em cumprir, já que o seu único objetivo é alcançar um mandato que lhes permita legislar para seu próprio benefício ou de grupos hegemônicos, ou administrar bens públicos como se fosse privado, para retirar deles o que puderem para si e para seus apadrinhados.

É comum, quando alguém menciona esta realidade imoral, vir com uma explicação fajuta de que é uma minoria que avacalha a política nacional, e que há ainda uma grande quantidade de bons políticos no Brasil. Mas a realidade nos mostra o contrário, há muito poucos políticos bem intencionados, que chegam a abandonar a carreira por não concordarem com o que acompanham entre seus pares, e também por não suportarem a pressão que aqueles lhes fazem para que se aliem às suas falcatruas.

Em sessão extraordinária convocada na tarde da quarta-feira dia 19 deste (19/5), mas com alterações no texto original. Enquanto a primeira versão impedia a candidatura de cidadãos que já tivessem sido condenados, a segunda, feita pelo Senado, traz o termo “que forem condenados”. O plenário do Senado aprovou por unanimidade - 76 votos a favor, sem votos contrários e abstenções - o projeto de lei 58/2010, conhecido como Ficha Limpa. De iniciativa popular, produziu uma matéria que deveria impedir a candidatura de pessoas condenadas pela Justiça em órgão colegiado. Não há consenso, no entanto, se a aplicação da lei valerá para as eleições de outubro. A questão deve ser decidida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Manobras políticas como esta do senado brasileiro nos provam que os maus políticos são a grande maioria neste país.

O mandato político no Brasil é como o anel de Giges, pelo qual os maus políticos tornam-se invisíveis e protegem-se das garras da justiça, nossos políticos não encontraram nenhum cavalo de bronze oco com um cadáver no seu interior com um anel mágico na mão, mas ao encontrarem na urna os nossos votos, eles se revestem deste poder como o pastor Giges também prostituem uma bela dama, a República.

Prof. José Cícero Gomes

[1] Diógenes apud HUGO, Victor. Os miseráveis.

[2] BARBOSA,Rui.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Notitia ad América: A vitória da democracia.

A razão suplantou a ignorância e o preconceito.




Em Eleições nos Estados Unidos nunca se viu tanta gente querendo votar como nesta terça-feira 04 de novembro de 2008. Ontem foi um dia histórico para o povo estadunidense, principalmente para os afro-americanos. Pela manhã longas filas se formavam no bairro do Harlem em New York,e pessoas esperavam ansiosas para vivenciar o dia sonhado por Martim lute King, na fila para votar muitos tinham consciência que este dia seria vitorioso mesmo que Barack Obama não tivesse logrado êxito nas urnas,a nação negra americana já se sentia vitoriosa só em ter um irmão que chegara onde Obana chegou.


E o sinal de um novo tempo se deu em vários Estados dos E.U.A., nas longas filas formadas, para vota em Obama não só haviam afro-americanos,latino-americanos,asiáticos descendentes,...Haviam também muitos saxão-americanos,digo brancos orgulhosos de estarem votando pela primeira vez num negro americano.

A nação que já foi a mais intolerante em questões raciais do Ocidente depois da África do Sul dos tenebrosos tempos de Apartheid.Agora vive o apogeu histórico de um povo.Um dia, um grande americano negro previu este momento glorioso, Martin Luther King: “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! “.

O Democrata barak Obama é hoje o primeiro presidente negro da América, e isto, definiu este momento como impa na história deste país sem nome,e multe racial.Obaba,um filho de um Queniano e uma estadunidense branca, senador por Illinois aos 47 anos de idade chega à Casa Branca.Esta vitória tem uma conotação maior,passa a ser a vitória de todos os afro-americanos por seu direitos civis. E acima de tudo, passa a ser o triunfo da democracia e do sonho americano tão defendido por nobres homens como Abraham Lincoln que mesmo sendo republicano sonhava com um Estados Unidos de todos os americanos, sonho este que vinha sendo sepultado pelos famigerados republicanos dos últimos decénios. Mas agora esse nobre sonho se torna realidade.
Prof. Cícero/JBC, Porto Velho-RO /novembro 2008

domingo, 14 de setembro de 2008

Futurus incertus

Embaixador estadunidense na Bolívia adverte de "efeitos" de sua expulsão

La Paz, 14 set (agencia de noticias EFE) - O embaixador estadunidense  em La Paz, Philip Goldberg, se despediu hoje da Bolívia após ser declarado "persona non grata" pelo presidente boliviano, Evo Morales, com a advertência de que sua expulsão pode ter "sérios efeitos", a nação boliviana se prepare para as retaliações do governo norte-americano.

Não haverá golpe, mas o mandato do presidente Evo Morales está ameaçado.

 A escalada de violência vivida na Bolívia em função do descontentamento de Departamentos que fazem oposição ao governo de La Paz não deve evoluir para um golpe de Estado. Mesmo assim o mandato de Evo Morales está ameaçado. Segundo a visão de especialista políticos sobre América do Sul, as elites da região da chamada "meia-lua" boliviana que vai do Departamento do Tarija ao departamento do Pando, conhecem as conseqüências de derrubar um presidente eleito pelo povo e ratificado democraticamente, mas estão atentas em qualquer "vacilo" do presidente Morales para retirá-lo do poder.

O mandato do presidente Morales corre perigo, mas um golpe de Estado pegaria mal para classe dominante boliviana. Seria complicado derrubá-lo porque a elite “branca” de Santa Cruz estaria diretamente ligada à iniciativa golpista. O objetivo da elite governante dos departamentos oposicionistas é criar uma situação de ingovernabilidade para o governo de La Paz, forçar um erro que possa tirar o presidente Morales do poder. Quem é da Amazônia sabe bem o que os opositores estão fazendo "esticando e encurtando a corda" do diálogo, para vencer o presidente no cansaço e numa bobeira eles o dominam, com faz o caboclo com o peixe nos rios amazônicos.

Na opinião do presidente Hugo Chaves da Venezuela, as elites da Bolívia estão sendo irresponsáveis, desrespeitando o Estado, as instituições civis, a polícia e o exército. Segundo ele, enquanto o diálogo era feito entre os ricos, tudo estava bem. "Mas quando surge o projeto indígena de Evo Morales, uma idéia que visa à refundição do Estado boliviano, os problemas começa a aparecer". O especialista lembra que foram os subsídios e a mão-de-obra da região do altiplano dois dos grandes responsáveis pelo processo da industrialização das regiões que hoje são o foco da revolta. Bem, Chave tem razão porque não um espírito nacionalista na Bolívia, e como se existisse duas Bolívias sob o mesmo estado, para esta elite conservadora mudanças é sinônimo de morte.   

A concentração dos recursos nos departamentos ajuda a manter o quadro de miséria do país,exclusão e perpetua uma situação de injustiça social. Donos de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, as elites de Santa Cruz ignoram o altiplano e investem na agricultura industrializada voltada para a exportação. Para os analistas políticos, não há interesse dessas regiões em uma agricultura voltada para o mercado interno, o que ajudaria a promover um desenvolvimento sustentável do país. As elites não vêem e nem legitimam um governo com um projeto social. 

O histórico de baixa institucionalidade da Bolívia e as decisões às vezes radicais tomadas por seus líderes pode contribuir para o desgaste do governo do presidente Evo Morales. Nesse sentido, Chaves diz que a expulsão do embaixador dos Estados Unidos em La Paz, Philip Goldberg, pode ter sido precipitada. No entanto, ele chama a atenção para os movimentos políticos que não vêm à tona. "Não sabemos o que acontece por baixo dos panos, mas a expulsão levantou os ânimos. Foi uma atitude radical, mas há de se esperar que Morales tenha bons argumentos".

Diálogo

Diante da crise, o Brasil tem desempenhado um bom papel, segundo Chaves. "Falta apenas o governo Evo Morales permitir a entrada dos países vizinhos no diálogo. Somente por meio da conversa a situação na Bolívia pode ser solucionada", acredita o especialista. O problema, segundo ele, é a dificuldade de se chegar a um consenso político no país vizinho. "A pressão das elites vai continuar, pois querem criar uma situação de ingovernabilidade". Tal cenário coloca o presidente Morales em um mato sem cachorro, digo entre a cruz e a espada por seu envolvimento com movimentos sociais.

Os movimentos sociais bolivianos já deixaram claro que defendem um movimento democrático indígena de esquerda, e não apenas a figura do presidente Morales. Portanto, não vão hesitar em virar as costas ao governo de La Paz se ele não atender aos seus interesses. Segundo analise política, o dilema do presidente está em apaziguar os ânimos e em explicar aos governadores oposicionistas "as razões, e não as imposições" que o levaram a cortar os repasses para os Departamentos do dinheiro obtido dos impostos sobre o gás e o petróleo, entre outras ações do governo.