quinta-feira, 24 de maio de 2012

O POVO CATÓLICO DE PORTO VELHO VENERAM A VIRGEM MARIA AUXILIADORA


Domǐna auxiliatora sactissima Virginis Maria, quem Deus constituta Auxiliatora Christianorum. Benedictus Christiani qui a mater ... Nos sunt Christianorum catholici , nos sunt non orphanis. Non dea, sed mater nostra. Nobis unus Deus Filium suum Iesum Christum. Deus et filius Dei.



quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Latus Cultus reverencia o poeta mais assobrado com a dor do mundo que conheço, Cleilson Pereira Ribeiro.


Certidão Nordestina


Sobrou a lama no chão
Do açude que evaporou
Quando a seca chegou
E estorricou o sertão.
O grão vingou mal nascido,
Sem tempo de ser lutrido
perdeu seu sal seu amido
Virou um triste torrão.
A flor que brotou na terra
Brigou, lutou e fez guerra
Não pode a seca vencer,
do céu não choveu fartura,
nasceu só pés de amarguras
pro nordestino colher.

Quem sofre passando fome
Leva nos peitos essa vida
Num estirão de feridas
Semeia a flor de seu nome
Eu mesmo sei por que noto,
A feira livre dos votos,
Na eleições e anoto,
Em meu caderno o padicer
Vejo essa gente valente
Sem pão, sorriso, sem dente
a dignidade vender.
São mais quatro anos de peia
Suando nas terras alheias
Lambendo o sal do sofrer.


A certidão nordestina
Trago nos couro gravada
São calos, cortes, topadas
Nas linhas tortas da sina,
Os traços do meu avô
No meu genoma pousou,
E seu Dna se afincou
No chão que nem longarina
É rastro de caninana
Ferrão de italiana
saudade dor lazarina
é labareda escrevida
nas brocas da minha vida
nas tirnas das lamparinas.

Vivendo só de conversa
O nordestino, coitado
Sonhando quer seu bocado,
Sem ter que ouvir mais promessa
Que um dia a nossa vida,


Vivendo só de conversa
O nordestino, coitado
Sonhando quer seu bocado,
Sem ter que ouvir mais promessa
Que um dia a nossa vida,
Será mais farta e surtida
A terra bem dividida,
Pra trabalhar e colher.
E já que nesse lugar
Em se plantando se dar,
Melhor é a gente fazer
Um adjunto e plantar
Pé- de- vergonha, e sonhar
pra melhorar o viver.
Plantar o grão da verdade
Prum dia a honestidade
Servir pro povo comer.

de Cleilson Pereira Ribeiro

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Nossas raizes



BRASIL: A TERRA DE SANTA CRUZ

PORTUGAL: O PORTO DE PARTIDA DE NOSSA HISTÓRIA E A RAIZ PRINCIPAL DE NOSSA CULTURA

ANGOLA: UMA DAS RAIZES DE NOSSA CULTURA

MOÇAMBIQUE: NOSSA VEIA MUSICAL TEM ALGO MOÇAMBICANO

CONGO: NO SANGUE DE MUITOS BRASILEIROS CORRE A FORÇA DOS BANTUS

SENEGAL: SUA HERANÇA É MAIS FORTE NA BAHIA

NIGÉRIA: SUAS RAIZES ESTAM EM NOSSA CULINÁRIA

Assim como não podemos esquecer nossa herança portuguesa também não devemos esquecer nossa herança africana. Mas, os brasileiros conhecem muito pouco da África. Ela é uma famosa desconhecida. Famosa porque está sempre sendo mencionada porém invariavelmente pouco se conhece acerca da mesma. No Brasil, dela temos pouco mais que as imagens veiculadas pelos meios de comunicação de maneira fragmentada e ligadas a aspectos exóticos ou a conflitos armados. A outra África presente no Brasil é a “Mama-África” idealizada para servir a legítimos movimentos de afirmação cultural, mas que igualmente acabam por reforçar estereótipos e preconceitos que perenizam nossa ignorância em relação ao continente e aos seus múltiplos povos e culturas. Esta não é uma situação nova. Na verdade um longo processo histórico fundado na ideologia do branqueamento racial foi levado à cabo não só para desqualificar os afrodescendentes como para apagar a África da memória dos
brasileiros. Esta na hora de nos voltarmos para a África buscando valorizar a nosso herança africana. Afinal, somos na grande maioria herdeiros de três raças: do Ameríndio, do branco lusitano e dos filhos da África.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A DOR NOSSA DE CADA DIA.








Esta seria uma definição de dor, é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e/ou emocional. E que ela pode ser agunda ou cronica. No Brasil a dor ainda é vista por alguns médicos como algo meramente psíquico. Um estudo realizado em 2000 pela equipe do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo mostrou que 99% das dores são orgânicas(físicas) e não psicológicas como se acreditavam que fosse, mas de acordo com este estudo apenas 1% das dores são emocionais(psíquicas). Este estudo também nos revelou juntamente com outras pesquisas pelo o Brasil a fora que somos um dos povos no mundo que mais sentir dores, e que o atendimento muitas vezes é desumano por parte do profissional e da rede pública de saúde. Outra coisa revelada neste estudo é em outros realizados nos últimos decénios é que existe tratamento para 100% dos casos de dor que chegam aos médicos todos os dias. Porém, nossos médicos muitas vezes não tem conhecimento do tratamento e de seus procedimentos, ignora por falta de conhecimento. Há um velho provérbio: “quem não sabe o que faz, faz o que sabe.” Por tudo isso, continuam vendo a dor como algo meramente psicológico. Segundo o jornalista Rodrigo Vergara na edição 170 da Superinteressante de novembro de 2001,”os brasileiros convivem com a dor como poucos povos no mundo.” Vergara nos mostra nesta sua matéria, que 85% das visitas aos médicos no Brasil são motivadas pela dor, e que os pacientes acometidos por dor crônica do câncer, não encontram alívio na rede pública, ele ainda salienta que os nossos pacientes de cêncer estão entre os que mais sofrem dores na América do Sul. Estes quando comparados com os pacientes de câncer da Suécia, descobriu-se que não recebem um décimo da dose de morfina recebida por um paciente daquele país nórdico. Sem contar que nosso hospitais públicos são surreais, dantescos, horrendos,... Em sua grande maioria em todo o país. Havendo poucas exceções aqui e ali de unidades humanizadoras. A negligência a dor é uma realidade no Brasil de norte a sul, a dor é legitimada e alimentada por um sistema único de saúde mal gerido por gestores, hora incompetentes, hora corruptos. Muitas vezes há recursos, mas a corrupção não deixa que estes recursos sejam usado na prevenção, na cura ou no alívio da dor. É inegável, que a realidade da saúde no Brasil é surreal. Nossos doentes convivem com a dor física, psíquica e moral. As nossas dores de cada dia.



de José Cícero Gomes

sábado, 12 de maio de 2012

Feliz dia das mães!

video
O latuscultus deseja a todas as mães do Brasil, da América latina e do mundo um dia das mães repleto de paz, sorrisos e luz. Feliz dia das mães!

A ORIGEM DO DIA DAS MÃES


O DIA DAS MÃES


Segundo os estudiosos de mitologia a mais antiga celebração à maternidade pode ter sido na Grécia antiga, que festejava a fertilidade e a entrada da primavera em honra de Réia, a Mãe mítica dos Deuses. Outro relato de celebração para aquela que gerou a vida (a genitora), só se tem por volta de 1600, na Inglaterra. Onde celebravam o "Mothering Day", toda festa que se presa tem comes e bebes, por mais humilde que seja a festa e seus participantes, foi nesta festividade que se deu a origem do "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais alegre, saboroso e feliz. um dia chamado “Domingo da Maternidade" que era comemorado no quarto domingo da Quaresma. Naquela época, muitos dos pobres da Inglaterra trabalhavam como servos para os ricos. Como a maioria dos postos de trabalho estava longe de suas casas, os empregados que viviam nas casas de seus empregadores. No Mothering Sunday, muitos receberam o dia d

e folga e iam passar o dia com quem mais amavam os solteiros com suas mães e os casados com as mães dos seus filhos, no caso das mães trabalhadoras aproveitavam o dia de folga para passar com seus filhos e com suas mães. Os empregados domésticos geralmente recebiam um bolo que podiam levar para casa, era um bolo especial chamado the Cake Mothering. Nas nações católicas europeias homenageavam a “mãe igreja”, porém como passar do tempo os cristãos católicos romanos passaram a homenagearem suas genitoras neste dia festivo da igreja de Roma. Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República". Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendidas a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem de e homenagear suas mães. A ideia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração. Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

"Não criei o dia das mães para ter lucro"


O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

Cravos: símbolo da maternidade

Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.


Fonte de pesquisa:

BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da: MITOLOGIA, histórias de deuses e heróis. Ediouro. Rio de janeiro: 2006.

http://www.portaldafamilia.org/artigos/texto026.shtml acesso em 11/05/2012.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/dia-das-maes/dia-das-maes-4.php acesso em 11/05/2012.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Eneida de Virgílio


Eneida, o poema da fundação mítica de Roma, escrito há mais de dois mil anos pelo poeta latino Públio Virgílio Marão, acaba de ganhar nova edição da Martins Fontes (coleção Biblioteca). O texto foi vertido do latim pelo filólogo português José Victorino Barreto Feio e José Maria da Costa e Silva.

Sangue e fogo sobre a terra. Homens e deuses guerreando. Fúria de tempestades sobre frágeis naus. Combates em campo aberto, corpo a corpo. A morte no encalço. Crânios e ossos triturados. Dor. Honra, dever e ambição. Amores contrariados e traições. Desígnios, destinos, fados. Estes são alguns dos ingredientes que conformam um dos mais belos poemas de todos os tempos, contando a fuga do guerreiro Enéias, quando da queda de Tróia, suas aventuras e desventuras pelo mar Mediterrâneo, seu encontro com Dido, rainha de Cartago, e o destino que lhe estava prometido: criar uma nova cidade e um novo povo. Eneida traz as peripécias de Enéias, escritas há dois mil anos por Virgílio.

O poema é um conjunto de doze cantos, o primeiro contando a derradeira noite de Tróia, que caiu, após um cerco de dez anos, depois que o grego Ulisses usou o artifício do cavalo de madeira para penetrar os muros da cidade. Enéias é um dos poucos a sobreviver. Carregando seu pai, o velho Anquises, nos ombros, e tomando pela mão seu único filho, Ascânio, Enéias parte para cumprir uma profecia: no reino de Latino, cravado na ''bota'' plantada no mar Mediterrâneo, haveria de nascer a cidade mais poderosa do mundo. E Enéias seria a semente de sua fundação. Eneida começa onde termina a Ilíada, o poema épico de Homero sobre a guerra de Tróia, também conhecida por Ílio. A saga homérica continua na Odisséia, que vai tratar das viagens de Ulisses, ou Odisseu, e suas aventuras até voltar, vinte anos depois, à sua ilha de Ítaca.

Pois, o que o romano Virgílio, tomando como modelo o grego Homero, conta na Eneida é a fundação mítica de Roma. O que ele canta é o nascimento do mais duradouro império que já reinou sobre a terra: mil anos. ''Eu canto as armas e o varão primeiro/ que, prófugo de Tróia por destino/ à Itália e de Lavínio às praias veio''. A obra de Virgílio é também fundamento da latinidade, a cultura que se espalhou por todo o Velho Mundo, da Ásia à África e Europa. O livro de Virgílio está na base de outros poemas épicos, como Divina Comédia, de Dante, Paraíso Perdido, de Milton, Os Lusíadas, de Camões, e mais modernamente do poema Mensagem, de Fernando Pessoa, ou do contemporâneo Invenção do Mar e Os Peãs, ambos do poeta cearense Gerardo Mello Mourão.

A editora Martins Fontes, através do selo Biblioteca, acaba de lançar nova reedição daEneida de Virgílio, com tradução do latim feita pelo filólogo português José Victorino Barreto Feio, latinista do século 19. Os quatro cantos finais foram traduzidos por José Maria da Costa e Silva, amigo de Feio, falecido antes de concluir o trabalho. A edição é organizada por Paulo Sérgio de Vasconcellos (que assina as ''orelhas'' e o estudo introdutório).

A Loba. O outro nome de Roma. Símbolo da cidade, bem dizer, o seu sinônimo, é a figura desta fera lupina que acolhe e aleita os gêmeos Rômulo e Remo, filhos da sacerdotisa Ília e do deus Marte. Não é de estranhar que Roma nasça sob o signo do sangue e da guerra fratricida: o pai mítico, Marte, é o senhor da guerra. E Rômulo mata seu irmão, tomando o poder da futura capital do império dos césares. O fio do novelo começa em Ascânio (também chamado Iulo e daí Júlio), o filho de Enéias, do qual descendem os reis albanos e, destes, os gêmeos abandonados à beira do rio Tibre, salvos porque uma loba os alimentou. Mas, até que isto aconteça, há o poema - a saga de Enéias, a Eneida.

Fontes: http://www.jornaldepoesia.jor.br/eneida.pdf

http://pt.scribd.com/doc/23628378/Virgilio-Maron-Publio-La-Eneida-Bilingue