sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A inquieta poesia de Carlos Drumond de Andrade


O FAZER POÉTICO EM DRUMMOND

Fábio Della Paschoa Rodrigues







Drummond, nos livros que compreendem o período do Modernismo, ou seja, entre 1922 e 1945, dedicou sempre alguns poemas sobre o fazer poético, sobre a função da poesia. Em Alguma Poesia (1930), Brejo das Almas (1934), Sentimento do Mundo (1940), José (1942) e A Rosa do Povo (1945), Carlos Drummond de Andrade nos deu belíssimos poemas que comportam uma poética própria que, na análise cronológica de seus livros, ora se transforma com alguns nuances ou mais dramaticamente, ora conserva outros conceitos e idéias.

Como Drummond resolve sua poética? Tentemos buscar nos poemas sobre poesia uma tentativa de resposta a essa questão, verificando uma possível coerência e o desenvolvimento da poética de Drummond, já que, poeta torto, ele vacila entre suas produções mais voltadas ao indivíduo (como no livro de estréia, Alguma Poesia) e a poesia mais social, coletiva.

“Mundo mundo vasto mundo

mais vasto é meu coração”[1]

Em Alguma Poesia, temos um poeta que vive na solidão. E sua poesia basta a ele. A poesia surge quando aparece uma pedra no meio do caminho do poeta. Ela “surge quando o universo se torna insólito, enigmático, embaraçoso – quando a vida já não é mais evidente” (Merquior, 1975:25).

A figura do poeta é sempre elidida, o que se afigura nos poemas é tão somente a mão, ou a pena que escreve.

A mão que escreve este poema

não sabe que está escrevendo

(“Poema que aconteceu”, AP)

Gastei uma hora pensando um verso

que a pena não quer escrever

(“Poesia”, AP)

Ao reduzir a figura do poeta à sua mão, Drummond parece privá-lo de sua consciência: o poeta parece não ter consciência do seu fazer poético e, “se soubesse”, talvez “nem ligasse” (“Poema que aconteceu”, AP). Em “Poema que aconteceu” (AP) a composição do poema é involuntária, “o poema ‘aconteceu’ num sentido completamente impessoal. Presumimos que há um poeta”. O poeta, “o eu não é criador, mas vítima da sua poesia” (Gledson, 1981:80-1).

Quando aparece a figura do poeta, ele não se apresenta no seu fazer poético, senão na sua vida cotidiana.

O poeta chega na estação.

O poeta desembarca.

O poeta toma um auto.

O poeta vai para o hotel.

E enquanto ele faz isso

como qualquer homem da terra,

uma ovação o persegue

feito vaia,

Bandeirolas

abrem alas.

Bandas de música. Foguetes.

Discursos. Povo de chapéu de palha.

Máquinas fotográficas assestadas.

Automóveis imóveis.

Bravos...

O poeta está melancólico.

(“Nota Social”, AP)

Por vezes, ele aparece inconsciente, bêbado de tudo, cantor inconseqüente de seu canto.

O poeta ia bêbedo no bonde.

(“Aurora”, BA)

Nos dois primeiros livros de Drummond, a poesia parece ser a redenção do poeta, sua “consolação”. O verso do poeta serve-lhe e somente a ele. É seu muro de lamentações.

Meu verso é minha consolação.

Meu verso é minha cachaça. Todo mundo tem sua cachaça.

(...)

Para louvar a Deus como para aliviar o peito,

queixar o desprezo da morena, cantar minha vida e trabalhos

é que faço meu verso. E meu verso me agrada.

(“Explicação”, AP)

Faz-se verso como se faz qualquer outra besteira, como se bebe, como se xinga. O poeta faz besteiras e convida os outros:

Vamos fazer um poema

ou qualquer outra besteira.

(“Convite triste”, BA)

As necessidades do poeta são postas no poema, como se assim, a carência delas fosse suprida:

É preciso salvar o país,

é preciso crer em Deus,

é preciso pagar as dívidas,

é preciso comprar um rádio,

é preciso esquecer fulana.

(“Poema da necessidade”, BA)

Mas não se espere que o canto do poeta transforme as pessoas: “A poesia é incomunicável” (“Segredo”, BA). E no entanto, o poeta crê na necessidade de mudar o mundo e credita muito valor ao poema. Mas o coração do poeta é mais vasto que o mundo.

“Não, meu coração não é maior que o mundo.

É muito menor.”[2]

No terceiro livro, Sentimento do Mundo, Drummond revê o fazer poético. Amadureceu o poeta individualista de Alguma Poesia, tomando consciência do mundo, apesar de não se esquecer de seu coração: “agora, o órgão sensível da poesia-acontecimento não é mais a instância individualista do coração, é a consciênciaindividual (mas socializável) do sofrimento coletivo” (Merquior, 1975: 40).

O poeta de Sentimento do Mundo constata que vive em “um tempo em que a vida é uma ordem” (“Os ombros suportam o mundo”, SM), que vive num mundo grande, onde os homens de “diferentes cores” vivem suas “diferentes dores” e que não é possível “amontoar tudo isso/num só peito de homem” (“Mundo grande”, SM). Ele constata, arrependido, que se voltou para si e para seus ínfimos problemas:

Outrora escutei os anjos,

as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.

Nunca escutei voz de gente.

Em verdade sou muito pobre.

(“Mundo grande”, SM)

Mais que constatar ele se recusa a ser o poeta de um mundo caduco”, a ser “o cantor de uma mulher, de uma história”. O poeta não será uma ilha, mas cantará “o tempo presente, os homens presentes,/a vida presente” (“Mãos dadas”, SM). O verso-cachaça dá lugar ao verso-combate, que alimenta o coração do poeta, para lhe dar forças para lutar:

Então, meu coração também pode crescer.

Entre o amor e o fogo,

entre a vida e o fogo,

meu coração cresce dez metros e explode.

Ó vida futura! nós te criaremos.

(“Mundo grande”, SM)

“Lutar com palavras

é a luta mais vã.”[3]

Num livro em que Drummond se volta novamente ao indivíduo (o nome do livro já é uma indicação disso), a poética de José apresenta a luta do poeta com as palavras e prenuncia a poética que guiará o livro seguinte, A Rosa do Povo.

É no belo poema “O lutador” (J), que Drummond expressa a luta do poeta com as palavras, tentando atraí-las para perto de si. Este poema representa uma certa ruptura com a poética do vivido, que predomina até Sentimento do Mundo (cf. Merquior, 1975:72). O poeta-lutador é vulnerável, mais que isso, impotente ante as palavras: “são muitas, eu pouco” (“O lutador”, J). Mas ele não desiste da luta: tenta apanhar as palavras, delas não apanhar.

Insisto, solerte.

Busco persuadi-las.

Ser-lhes-ei escravo

de rara humildade.

(“O lutador”, J)

Em cada palavra há uma essência, que tem de ser captada pelo poeta. No entanto, elas deslizam e fingem: “as palavras parecem entidades rebeldes e múltiplas, que o poeta procura atrair, mas que fogem sempre, quer ele as acaricie, quer as maltrate” (Candido, 1977:116). Se as palavras o desafiam, ele aceita o combate, pois é dessa luta que nascerá a poesia, luta contínua, que inicia “mal rompe a manhã” e que prossegue “nas ruas do sono” (“O lutador”, J). As palavras são o sustento de vida do poeta-lutador.

Esse lutador pode ser qualquer um, um Jão-Todo-Mundo ou João-Ninguém: qualquer um pode ser um poeta. O poema “José” configura uma outra condição solitária do indivíduo gauche:

E agora, José ?

A festa acabou,

a luz apagou,

povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José ?

e agora, você ?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama protesta,

e agora, José ?

(“José”, J)

“Penetra surdamente no reino das palavras.

Lá estão os poemas que esperam ser escritos.”[4]

De poeta-lutador a poeta-viajante, ele terá de adentrar no reino das palavras, numa “viagem mortal”, movendo-se “em meio/ a milhões e milhões de formas raras,/ secretas, duras.” (“Consideração do poema”, RP). O local onde as palavras se encontram em estado de latência, a deduzir de “Poesia” (AP), pode ser o próprio poeta, seja na sua “mente”, no seu “espírito”, ele está “cá dentro/inquieto, vivo”.

Em “Procura da poesia”, poema de seu livro A Rosa do Povo, como em “O lutador”,

a poesia está escondida, agarrada nas palavras; o trabalho poético permitirá arranjá-las de tal maneira que elas a libertem, pois a poesia não é a arte do objeto, como pareceria ao jovem autor de Alguma Poesia, mas do nome do objeto, para constituir uma realidade nova.

(Candido, 1977:117)

Mas já agora não se trata de uma poética de luta com as palavras, mas de relações entre as palavras:

As palavras não são necessariamente hostis; (...) elas não se esquivam sistematicamente ao poeta – aguardam-no, pois a linguagem “em estado de dicionário” encerra os poemas “que esperam ser escritos”.

(Merquior, 1975:77)

Parece nulo o poder do poeta sobre as palavras. Elas existem autônomas em estado latente. Mas não basta apanhá-las e justapô-las. Não se faz poesia assim. No entanto, se as palavras rodopiam na frente do poeta, elas também não podem prescindir dele, pois é a chave do poeta que abrirá as portas para que elas saiam da latência em que se encontram.

Chega mais perto e contempla as palavras.

Cada uma

tem mil faces secretas sob a face neutra

e te pergunta, sem interesse pela resposta,

pobre ou terrível, que lhe deres:

Trouxeste a chave?

(“Procura da poesia”, RP)

Elas “se refugiaram na noite”, “ermas de melodia e conceito” e “ainda úmidas e impregnadas de sono” (“Procura da poesia”, RP). A tarefa do poeta não é senão hercúlea: tirar as palavras do limbo, trazê-las à luz, dar-lhes novos significados, novos sentidos que nos revelarão, no poema, o que o cotidiano opressor nos ofusca. As palavras estão em estado de dicionário, o poeta tem de ir buscá-las e combiná-las de tal forma que se revelem, adquirindo sentido pelas relações que se estabelecem entre elas, transformando palavras em poemas. O poema é a sedimentação das palavras, e ele sim é do poeta: “estes poemas são meus” (“Consideração do poema”, RP).

Drummond persegue as palavras e aqui parece estar uma chave de interpretação para compreender sua poética: a poesia existe enquanto realização material através das palavras. É a palavra o elemento material que o poeta busca para alcançar seu objetivo artístico, estético e conceitual. São elas que dão vida à poesia. Os fatos passam, os temas esquecem-se, mudam-se. As palavras ficam. São elas que vão significar. “O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia” (“Procura da poesia”, RP) – a intenção, poderíamos dizer consciência, do poeta não aparece, e se aparece é através das palavras que estão lá no poema, não as que o poeta talvez gostasse de ter usado. Para o poeta,

a experiência não é autêntica em si, mas na medida em que pode ser refeita no universo do verbo. A idéia só existe como palavras, porque só recebe vida, isto é, significado, graças à escolha de uma palavras que a designa e à posição desta na estrutura do poema. O trabalho poético produz uma espécie de volta ou refluxo da palavra sobre a idéia, que então ganha uma segunda natureza, uma segunda inteligibilidade.

(Candido, 1977:117-8)

A poesia, de consolo, de cachaça ou do povo, arrebenta o muro opressor da realidade, para respirar, mostrar-se e mostrar ao mundo a melodia que seu canto ecoa e o conceito que carrega, assim como a flor que fura o asfalto:

Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada

ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.

Suas pétalas não se abrem.

Seu nome não está nos livros.

É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde

e lentamente passo a mão nessa forma insegura.

Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.

Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

(“A flor e a náusea”, RP)

Assim como a flor furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio, o poema, as palavras já sedimentadas pela pena do poeta, faz vibrar seu canto, que

(...) é tão baixo que sequer o escuta

ouvido rente ao chão. Mas é tão alto

que as pedras o absorvem. Está na mesa

aberta em livros, cartas e remédios.

Na parede infiltrou-se. O bonde, a rua,

o uniforme de colégio se transformam,

são ondas de carinho te envolvendo.

(“Consideração do poema”, RP)

A poesia é um canto pessoal, mas também coletivo. A inquietação de Drummond é a oscilação do poeta entre esses dois lugares. Mas a poesia é sempre um canto. Um canto de amor, de guerra, de lamúria, mas um canto que ecoa e sensibiliza. Seu poder é imenso: ele penetra todas as esferas da vida, cotidiana e espiritual. Poderíamos inverter a ordem das palavras nos últimos versos de “Consideração do poema” (RP): “Tal uma lâmina, o poema, meu povo, te atravessa”. É a crença na redenção do poeta, do homem, do mundo pela palavra.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião – 10 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969.

CANDIDO, A. “Inquietudes na poesia de Drummond” In: _______. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1977, pp.94-122.

GLEDSON, John. “Alguma Poesia” In: _______. Poesia e poética de Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Duas Cidades, 1981, pp. 57-88.

MERQUIOR, José Guilherme. Verso universo em Drummond. Rio de Janeiro: José Olympio/SECCT, 1975.


[1] “Poema de sete faces” (AP). Indicaremos os poemas seguindo uma convenção que a crítica já consagrou: apondo ao poema a sigla do livro a que pertence: AP – Alguma Poesia, BA – Brejo das Almas, J – José, RP – A Rosa do Povo.

[2] “Mundo grande” (SM)

[3] O lutador” (J)

[4] “Procura da poesia” (RP)

http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/f00004.htm

Os EUA dez anos depois do 11 de setembro.



Prof. Cícero

Os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001 mudaram o cenário mundial em questão de horas. A primeira reação foi questionar: por quê? O que levou dezenove eslâmicos a sequestrar aviões comerciais com 40 mil litros de combustível e transformá-los em bombas contra o símbolo do poder econômico Estadunidense ( The World Trade Center )? A ausência de explicações lógicas na cabeça dos alienados para o 11 de Setembro fez muitos destes olharem para Samuel Huntington como um novo Nostradamus . Já que este passou os anos 90 profetizando que o mundo pós-Guerra Fria seria marcado por conflitos regionais entre identidades culturais, entre as quais a muçulmana seria a mais conflitante. As democracias ocidentais, pluralistas e liberais, seriam sua nêmesis. O choque de civilizações foi a primeira sequela do 11 de Setembro: um surto de islamofobia.

Tragédia consumada, o ex-presidente George W. Bush responde barbaria com barbaria, alimenta a islamofobia no seio dos Estados Unidos para justificar por em prática um velho projeto do seu pai, George Bush, dominar o Oriente Médio e criar uma nova configuração para esta região do mundo. Mas como não tinha um adversário convencional como um Estado hostil que pudesse apontar como o inimigo da América. Na falta de um, ele declarou "guerra ao terror", anunciando sanções contra países que protegessem terroristas e prenunciando as primeiras ações no Afeganistão.

O ex-presidente Bush encontrou sua doutrina e, os EUA, o unilateralismo político, o maniqueísmo dos grupos religiosos fundamentalistas ditos cristãos da América, a barbaria e o sadismo dos soldados estadunidenses sobre populações mulçumanas, e a tortura em prisões americanas fora do território americano, como na prisão de Guantánamo, Cuba, até hoje um espinho na garganta daqueles americanos que sempre defenderam os direitos humanos. Após o 11 de Setembro os poucos homens americanos de senso e de valores se cobriram de vergonha devido a barbaria americana.

A vida dos americanos também nunca mais foi a mesma depois do 11 de Setembro. A Lei Patriótica deu ao presidente o direito de prender sem acusação prévia suspeitos de terrorismo. Pouco depois, Bush mandou grampear telefonemas e e-mails de cidadãos sem permissão judicial. Viajar de avião para EUA, ou dentro do seu território, virou uma via-crúcis para árabes, negros e latinos. A segurança nos aeroportos foi reforçada e a inspeção de passageiro não europeu branco ou judeu aumentou demais, os desrespeitos, atrasos e o desconforto também.

Hoje dez anos depois, o esforço de controlar o mundo muçulmano e suas riquezas, consumiu dos cofres americanos US$ 5 trilhões de dólares e contribuiu para o buraco nas contas públicas do país. Pior do que o déficit econômico, porém, foi o desgaste moral. No dia 04 de novembro de 2008, Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos herdando todo o déficit negativo da era Bush.

Barack Obama foi eleito por ter prometido corrigir os erros do seu antecessor, mas nada tem feito de concreto, os soldados dos EUA ainda estão no Iraque e no Afeganistão, e Guantánamo ainda é uma realidade.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O dia da pátria é um dia que nos lembra que temos que libertar o Brasil do mal da corrupção.










José Cícero Gomes

Na Câmara, A senhora deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) escapou com facilidade da cassação, sob o argumento de que a corrupção era anterior ao mandato e por isso não houve decoro parlamentar, segundo 265 parlamentares que votaram contra a cassação, apenas 166 votaram a favor da cassação do mandato da citada parlamentar, é bom lembrar que também houve 20 abstenções. Mas ainda ela tem que enfrentar o Supremo Tribunal Federal, já que, foi denunciada pela prática do crime de peculato, eu vos pergunto será que no STF a conversa é diferente? O ministro Joaquim Barbosa determinou a citação da deputada Jaqueline Roriz , para que apresente resposta à denúncia oferecida contra ela pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Por este caso, e mais outros inúmeros casos existentes no congresso, na Câmara Federal, nas Assembléias Estaduais, nas Câmaras Municipais e no executivo nos três níveis de poder. Não temos o que comemorar neste dia 7 de setembro de 2011. A corrupção neste país é crônica e endêmica, não de hoje, houve corrupção no Império, na Primeira República, no Estado Novo, na República Democrática de 1945, na República do Golpe de 64, na Nova República collorida, Na República Neoliberal Tucana, e hoje na República Petista. Sempre houve mau-caratismo, pouca vergonha, desonestidade, ou seja, sempre existiu corrupção em nosso país. Mas hoje está banalizada, e a cada dia que passa, nossa sensação de impunidade aumenta diante dos casos de corrupção que a todo o momento são noticiados nos meios de comunicação. Todos os dias aparecem um novo político protagonizando um novo escândalo, mas não há indignação popular, vivemos uma onda de machas... Fazem machas pela liberação da maconha, contra a homofobia, pela família cristã, pelos gays, pelos heterossexuais,... Tudo bem, mas ninguém faz uma macha pela vergonha, decência, honestidade, respeito aos homens e mulheres do Brasil, sem exceção de sua raça, religião, sexo ou opção sexual. Já que todos os brasileiros merecem respeito dos seus representantes.

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."

Rui Barbosa

domingo, 28 de agosto de 2011




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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cícero



Marcus Tullius Cícero foi o maior orador de Roma e um escritor produtivo do verso, cartas e obras sobre filosofia e política, que muito influenciaram o pensamento europeu. Seus discursos e escritos se tornariam modelos para as gerações vindouras.

Primeiros anos de vida

Marcus Tullius Cicero nasceu em 03 de janeiro, 106 aC , em Arpino perto de Roma, o filho mais velho de um rico fazendeiro, também chamado Marcus Tullius Cicero. Em uma idade jovem Cícero começou a estudar os escritos da biblioteca de seu pai. Ambos Cícero e seu irmão Quintus tornou-se muito interessado na filosofia e falar em público. Quando seu pai notou que este interesse, ele decidiu levar seus filhos a Roma para a melhor educação que poderia ser encontrado. Roma era também um lugar onde os meninos poderiam aumentar a sua posição social.

Em uma idade adiantada Cícero viu o serviço militar durante a Guerra Social (90-89 aC ), mas ele conseguiu evitar o envolvimento na civis

Marcus Tullius Cicero.

guerras que se seguiram. Cicero primeiras aparições no tribunal foram feitas durante a ditadura (uma forma de governo onde uma pessoa regras com poder absoluto) de Sulla (81-80 aC ). Em um caso, enquanto defendia Sextus Rócio de Ameria em uma falsa acusação de assassinato, ele corajosamente fez alguns comentários abertamente sobre certos aspectos do regime de Sulla. Não seria a última vez que Cícero falou sobre aqueles de maior potência.

Em 79 aC Cícero deixou Roma para estudar em Rhodes. Em 76 aC , ele estava de volta a Roma, onde se casou Terentia, cuja família era rica e, talvez, parte da classe dominante. Em 75 aC , ele ocupava o cargo de questor, que o levou a adesão no Senado, o maior conselho no Império Romano. Em 70 aC , ele conseguiu seu primeiro grande sucesso, quando processados ​​por má gestão Caio Verres extrema do governo na Sicília.

Em 69 aC Cícero ocupava o cargo de edil (obras públicas e jogos) e que de pretor (juiz). Em 66 aC , Cícero fez o seu primeiro grande discurso de política de apoio à extensão do general Pompeu (106-48 aC comando) no Mediterrâneo. Durante os anos seguintes atuou como defensor auto-nomeado de interesses que geral. Em 63 aC Cícero se tornou cônsul, ou um oficial que representa o governo em uma terra estrangeira. Ele tinha alcançado o mais alto cargo político na mais tenra idade legal, um feito notável para um completo estranho.

Decepção e exílio

Nos anos após seu consulado, Cícero observou César (100-44 aC ), Pompeu (106-48 aC ) e Crasso (140-91 aC ) formam o Primeiro Triunvirato, uma aliança poderosa dentro do Senado. Cicero recusou a oferta para se tornar um quarto membro desta aliança, e ele expressou publicamente desagrado para os métodos violentos usados ​​Caesar em seu consulado. Esta remoção levou ao exílio de Cícero, ou forçado, para a Macedônia. Ele viveu lá por 16 meses, até que os esforços de seus amigos garantiu seu recall em agosto de 57 aC

Durante os próximos oito meses Cicero Pompeu tentou separar de seus parceiros. No início do verão de 56 aC Pompeu ordenou Cicero para parar seus esforços. Para os próximos quatro anos, ele foi em grande parte fora da política, dedicando-se a escrever e ocasionalmente emergentes a fazer aparições públicas.

Após a morte de Cícero Pompeu não tomou parte na política e dedicou-se a trabalhos de escrita sobre a filosofia e outros assuntos. Além de sua antipatia crescente de regra absoluta de César, a vida de Cícero foi feito infeliz durante estes anos por dores domésticos. No inverno de 47-46 aC ele se divorciou Terentia após trinta anos de casamento. No verão seguinte, ele estava profundamente entristecido pela morte de sua filha Tullia muito amado.

Triumvirate segunda

Cícero não estava envolvido na conspiração contra César, embora fortemente o aprovava. Após o assassinato de César, ele tomou uma parte importante no estabelecimento de um compromisso entre Marco Antônio (c. 81-30 aC ) e aqueles que mataram César. Em pouco tempo ele concluiu que Antony era uma ameaça tão grande à liberdade como César tinha sido. Mas Otaviano (63 aC -14 dC), tendo tomado o poder em Roma pela força, chegou a um acordo com Antônio e Lépido (falecido em 152 aC ) para definir-se como uma ditadura de três homens. Eles começaram por proibir muitos de seus inimigos, e entre os primeiros nomes na lista era de Cícero. Ele poderia ter escapado, talvez, mas seus esforços foram half-hearted. Em dezembro de 43 aC , ele encontrou a morte nas mãos dos homens de Antônio com coragem e dignidade.

Como um político de Cícero foi finalmente vencida, já que ele não foi capaz de impedir a derrubada do sistema republicano de governo. É em seus discursos e seus escritos que o legado de Cícero realmente reside.

Os discursos e diálogos

Os textos dos 57 discursos sobreviveram e Cícero entregues pelo menos cinqüenta mais, quase todos os quais foram publicados, mas já foram perdidos. A coleção dos discursos existentes é impressionante, tanto para seu volume e sua qualidade. Dos discursos jurídicos, "Pro Cluentio" (66 aC ) é o mais longo e mais complicado, mas dá um quadro vívido da vida em uma pequena cidade italiana. O muito mais curto "Pro Archia" (62 aC ) é notável por sua defesa sincera e persuasiva de uma vida dedicada a atividades literárias. Dos discursos políticos o "Catilinarians" são os mais famosos. Os catorze "Filípicas" são provavelmente os melhores, no entanto, porque neles Cicero concentrada toda a sua energia e habilidade com uma franqueza que ele nem sempre conseguir.

Quase todas as obras de Cícero sobre filosofia, política ou retórica (o estudo da língua) são em forma de diálogo. Eles foram escritos em uma linguagem elegante latino de Cícero, que foi um mestre. Vários são dedicados à ética, religião e outros temas filosóficos. Eles são extremamente valiosas porque nelas ele reproduziu as teorias de muitos dos principais filósofos gregos da escola de pós-aristotélica, como os estóicos e os epicuristas, cuja obra não sobreviveu.

Outro grupo de trabalho de Cícero está preocupado com a teoria política, especialmente "De republica" (54-51 aC ), dos quais apenas um terço sobrevive, e "De legibus", começou em 52 AEC , mas talvez nunca concluída. Estas obras também foram, em certa medida com base em idéias gregas. Mas a base foi reforçada pelo gênio romano para a arte de governo e própria experiência de Cícero considerável da política.

As letras

A coleção de cartas de Cícero é sem dúvida a parte mais interessante e valioso de todos os seus enorme produção literária. Ele inclui quase 800 cartas escritas por ele, e quase mais cem escrita a ele por uma grande variedade de correspondentes. As cartas sobreviventes pertenciam principalmente a seus últimos anos. Há apenas doze encontros antes de sua consulado, enquanto mais de um quarto da coleção foi escrita nos últimos 18 meses de sua vida.

Algumas das cartas foram tão cuidadosamente composto como os discursos ou diálogos. A maioria deles, especialmente aqueles a seu irmão ou a amigos próximos como Atticus, tem uma originalidade que muitas vezes falta em seu trabalho mais calculado. Nessas cartas íntimas Cícero usou um estilo muito informal, com uso freqüente de gírias e palavras ou frases em grego.

As cartas cobrem uma imensa gama de assuntos, mas acima de tudo, eles dão uma imagem incrivelmente nítida de Cícero si mesmo. As letras demonstram sua energia e da indústria, sua coragem, sua lealdade e sua honestidade básica, bondade e humanidade. Graças às suas cartas, sabemos Cicero como sabemos nenhum romano outros.

Para Mais Informações

Everett, Anthony. Cicero:. A vida e os tempos de maior político de Roma, New York: Random House, 2002.

Forsyth, Fiona. Cicero: Defender da República. New York: Rosen Central, 2002.

Read more: Marcus Tullius Cicero Biography - life, family, death, young, son, information, born, house, marriage, time http://www.notablebiographies.com/Ch-Co/Cicero-Marcus-Tullius.html#ixzz1VzxOK8N6

Marcus Tullius Cicero



Marco Túlio Cícero, em latim Marcus Tullius Cicero (Arpino, 3 de Janeiro de 106 a.C. — Formia, 7 de Dezembro de 43 a.C.), foi um filósofo, orador, escritor, advogado e político romano.

Cícero é normalmente visto como sendo uma das mentes mais versáteis da Roma antiga. Foi ele quem apresentou aos Romanos as escolas da filosofia grega e criou um vocabulário filosófico em Latim, distinguindo-se como um linguista, tradutor, e filósofo. Um orador impressionante e um advogado de sucesso, Cícero provavelmente pensava que a sua carreira política era a sua maior façanha. Hoje em dia, ele é apreciado principalmente pelo seu humanismo e trabalhos filosóficos e políticos. A sua correspondência, muita da qual é dirigida ao seu amigo Ático, é especialmente influente, introduzindo a arte de cartas refinadas à cultura Europeia. Cornelius Nepos, o biógrafo de Ático do século I a.C., comentou que as cartas de Cícero continham tal riqueza de detalhes "sobre as inclinações de homens importantes, as falhas dos generais, e as revoluções no governo" que os seus leitores tinham pouca necessidade de uma história do período.

Durante a segunda metade caótica do século I a.C., marcada pelas guerras civis e pela ditadura de Júlio César, Cícero patrocinou um retorno ao governo republicano tradicional. Contudo, a sua carreira como estadista foi marcada por inconsistências e uma tendência para mudar a sua posição em resposta a mudanças no clima político. A sua indecisão pode ser atribuída à sua personalidade sensível e impressionável: era propenso a reagir de modo exagerado sempre que havia mudanças políticas e privadas. "Oxalá que ele pudesse aguentar a prosperidade com mais auto-controlo e a adversidade com mais firmeza!" escreveu C. Asínio Pólio, um estadista e historiador Romano seu contemporâneo.