sexta-feira, 11 de julho de 2008

Notitia



Rondônia está de luto

11/07/2008 - 11h53
Colisão entre ônibus e caminhão-tanque deixa 16 mortos em Rondônia

Pelo menos 14 professores da ONG Rede de Educação Cidadã morreram na colisão entre o ônibus que os transportava e um caminhão-tanque. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (11) por volta das 5h na BR-364, próximo ao município de Ouro Preto do Oeste (RO), a 350 km de Porto Velho.Além dos professores, o caminhoneiro e o motorista do ônibus também morreram no local.Segundo a PRF, 36 professores se dirigiam para um Centro de Treinamento quando aconteceu o acidente. A rodovia ficou interdidata nos dois sentidos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Opinio



Desabafo de um cidadão brasileiro





Sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. Os nossos congressistas e juristas precisam entender que não é produzindo uma sociedade dos coitadinhos que iram supri as carências de uma população excluída por décadas. Nem todo mundo tem uma estrutura familiar boa, até mesmo nas classes B e A. Não ter uma boa estrutura familiar não implicar apenas em não ter condições financeiras. Mas já que nossos burocratas, tecnocratas, juristas e humanistas de plantão adora tanto o tema, não esqueçam que a miséria e a exclusão são responsabilidade do Estado brasileiro, e não é com impunidade a delinqüência juvenil e leis brandas que favorecem a marginalidade em todas as idades que o Estado irá pagar seu débito com o povo negro pobre e branco pobre deste país. O Estatuto da Criança e do Adolescente tem que ser repensado antes que seja tarde de mais. O povo brasileiro de todas as classes (A,B,C e D) clama por justiça social, e não por medidas paliativas para remir antigos e atuais pecados dos nossos homens públicos.

terça-feira, 8 de julho de 2008

EGO teneo candidatas ab varius terra desumoex plurrimi decorus mulier ab orbis terrarum inter totus puella.

Conheça as candidatas à miss universo de 2008 - 61 Fotos de belas mulheres

A 57ª edição do concurso Miss Universo será realizada no dia 13 de julho de 2008 (manhã do dia 14 de julho, pela hora local), no Diamond Bay Resort em Nha Trang, no Vietnã[1]. Dos países com franquia do evento, Belize, Namíbia e Suécia decidiram não mandar suas candidatas eleitas nos respectivos concursos nacionais, apesar de terem atendido os prazos de inscrição determinados pela Miss Universe Organization. Devido à crise política do primeiro semestre, o Líbano (que conquistou o título apenas em 1971) não vai eleger sua representante em tempo hábil.
As 80 candidatas ao título chegaram ao país-sede entre os dias 15 e 18 de junho[2]. Parte das atividades que antecedem o concurso também está sendo realizada nas cidades de Ho Chi Minh (ex-Saigon, onde acontecem os desembarques), Da Nang, Ha Long e na capital do país, Hanói.
A vencedora desse certame vai participar da segunda temporada do programa Pageant Place, na MTV americana. A primeira temporada dessa atração estreou no país em 10 de outubro de 2007[3], com a atual Miss Universo, a Miss USA Rachel Smith e a ex-miss Teen EUA Katie Blair. Além disso, ela irá receber uma nova coroa (avaldiada em US$ 120 mil) confeccionada pela firma vietnamita Phu Nuan Jewelry, que irá substituir o modelo adotado de 2002 a 2007 pela japonesa Mikimoto.
Para muitos, tudo isso não passa de futilidades. Mas convenhamos, quem não gosta de ver mulheres bonitas na tv, basta de policial matando por engano ou por incompetência, de morte no transito, políticos corruptos. Programas sensacionalistas e muito mais porcarias que há na tv brasileira. Mulher bonita faz bem aos olhos, a alma e ao coração. Nem todas as coisas frívolas são nocivas. na beleza destas 80 mulheres, mesmo algumas sendo dondocas e alienadas, estará traduzida nos seus semblantes a beleza feminina de suas nações, e as inúmeras tempestades que suas compatriotas passaram ou passam, mesmo que elas nunca tenham passado por tempo tempestuoso . Não importa a etnia - assim como há beleza nas inúmeras variedades de flores que há no mundo – a beleza originária de cada raça brilha com um esplendor único.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

futurus incertus - Mercosul










José Cícero Gomes


No cenário sul americano, o novo ciclo de governos não comprometidos com a agenda dos Estados Unidos para a região ocasionou uma revitalização da idéia bolivariana de união e integração sob as bases da solidariedade e da cooperação entre as nações, em lugar da velha e ultrapassada unidade que favorecia interesses peculiares e particulares de oligarquias, caudilhos e criollos nacionais.
É assim como vemos a articulação para solucionar as dificuldades que impede o Mercosul de se tornar uma realidade bem sucedida, suas perspectivas e possibilidades esbarram em interesses contrários e ideologia contraria, especialmente, seu conteúdo estratégico em termos de infra-estrutura do desenvolvimento e seu conteúdo tático como fundamento de uma unidade maior, a da Comunidade Sul-americana. Esta, por sua vez – ainda precisa superar estes contexto antagônico e dialético para poder realmente se dar a consolidação de uma Comunidade Sul-americana de Nações.
A diplomacia brasileira e a unidade dos povos
Temos observado o intenso trabalho da diplomacia brasileira junto a diplomacias dos nossos visinhos hispânicos americanos pela integração, através de uma agenda conjunta.
Entretanto, o que nos chama a atenção é que esta integração sul - americana, sob a defesa da solidariedade, do respeito pela autodeterminação dos povos e pela defesa da soberania das nações do cone sul, apresenta um altíssimo conteúdo político, convertendo-se em elemento dialético diante das imposições dos organismos financeiros internacionais e de uma diplomacia estadunidense fraca, reacionárias, imperialistas,... Que tem como base o poderio bélico ameaçando a criação de tal bloco solidário com sua presença na Guiana, no Paraguai, na Colômbia e no Peru. Por isso, ainda que não esteja isenta de dificuldades no dia a dia, uma diplomacia afirmativa, construtiva, e que tende a essa unidade dos povos da América do sul, faz parte do processo de acumulação estratégica de forças no caminho de mudanças estruturais para a eliminação da exclusão social, e isto contraria interesses das elites dominantes das próprias nações sul – americanas.
As ameaças estadunidenses ao processo de integração dos povos sul -americanos, é uma realidade desde o famigerado célebre discurso de Monroe em 1823. Uma visão retrospectiva ajudaria a entender melhor que os E.U.A. foi, é, e sempre será uma ameaça, não só para a América do Sul, mas para toda a América Latina. Os colombianos, por exemplo, não esquecem a desapropriação do Panamá, em 1903, para a construção do Canal pelo qual passa ainda uma boa parte do comércio dos Estados Unidos.
No fundo, o que é bom para os E.U.A. não é bom para o povo latino americano, sob este ponto de vista se revela um confronto de interesses entre Estados Unidos e os Estados da América Latina. Na verdade, os Estados da América Latina viram frustrados seus projetos de desenvolvimento nacional no século XIX. Depois disso, as classes dominantes nunca tiveram a pretensão de configurar uns interesses nacionais definido, tamanhos a dependência que tiveram dos próprios Estados Unidos. E, ainda, quando algum governo latino-americano, leia-se Jacobo Arbenz na Guatemala, a partir de 1950, ou Salvador Allende no Chile, a partir de 1970, tentaram fazê-lo, foram depostos ou simplesmente destruídos por violentas alianças arquitetadas pela cumplicidade dos donos do poder na América Latina com as agências de segurança nacional dos Estados Unidos - que, paradoxalmente, agiam e agem ainda sob os imperativos da sua insegurança internacional.
Não há como isentar a aristocracia e a burguesia na América Latina, nem as suas práticas e políticas destinadas a manter um sistema de exclusão e exploração a serviço do capital estadunidense, nem como negar a influência dos Estados Unidos na manutenção do status quo. Negar essa realidade somente pode ser considerado como o resultado de um compromisso com o passado de injustiças. Pretender manter uma neutralidade é querer passar por inocente quando a história não nos oferece essa opção.