A dicotomia dos pirilampos
Nesse verão,
não me cabe mais
falar aos passarinhos,
Pois estes, ficaram velhos
e já não voam mais,
quando em estado de palavras.
A solidão,
definitivamente,
encruou minha voz,
que tinha gesto e força,
e vivia de sugerir
que o amor seria
uma semente raivosa
distante de todas as belezas.
Nao existe mais tempo para apalavra.
Refugiada no que se abisma,
longe de qualquer significado,
Ela caminha
por ruas desertas,
como estivesse
bêbada de vazios e estrelas.
Por isso
é que acendo,
a dicotomia dos pirilampos,
por poder caminhar,
tropeçando em luzes apagadas.
Minhas mãos
teimam em abraçar a indiferença,
alimentadas por uma solidão comum,
que se multiplica.
E desembesta
a presumir provisões de rios acantoados
na geografia dos pássaros.
Minhas mãos,
sem perceber
criaram como slogan
Um sorriso que já não cabe no silêncio
que faço e torno mineral.
Nesse instante,
Crescem no jardim
flores de tonalidades encardidas
que me convencem
a alma inconclusa.
Me vem à linguagem
a estranha felicidade
de gritar aturdido
que a primavera
se tornou inútil
no poema.
No poema
agora só importam os girassóis.
Esses embonitados girassóis,
que na distância
aprendi desenhar
no chão por onde passo,
Como se andasse
dentre de teus olhos.
de Cleilson Pereira Ribeiro
__________
*RIBEIRO, Cleilson P. O poeta do Barro-Ce. Natural de Óros(Ce)é poeta,compositor,cordelista,pesquisador teatral e contista. Prof. da rede pública do Estado do Ceará. Formado em letras.
Esta é uma página que nasce na web do interesse pelo o conhecimento histórico, filosófico,antropológico,literário, sociológico, político,econômico e da admiração a língua latina.A página LATUSCULTUS surge voltada para divulgação da cultura,notícia e esportes.
terça-feira, 8 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
versus rudes
Calidoscópio
Me sinto preso
numa câmara escura
cheia de espelhos
que refletem uma vã felicidade
em multiplas combinações
produzindo uma falsa realidade
que colore meu mundo
mera projeção de um sonho.
de Cicĕro
Me sinto preso
numa câmara escura
cheia de espelhos
que refletem uma vã felicidade
em multiplas combinações
produzindo uma falsa realidade
que colore meu mundo
mera projeção de um sonho.
de Cicĕro
sábado, 5 de abril de 2008
versus rudes
Um guri com uma lata e um pincel nas mãos e um sonho na mente sob um céu cinza
Houve um tempo cinza e tenebroso
Mas a juventude insistia em pintar seu próprio mundo
Gritando nas ruas e enfrentado PMs
ou trancados em um quarto escuro em um exílio existencial
pintando seu barquinho em um rio imaginário
repleto de pés de tangerina em suas margens e sobre um céus de marmelada
Viajando num mundo psicodélico
numa fuga da realidade cu de ferro da era medes
Ouvindo Beetles e reproduzindo
a experiência de vê “Uma menina com olhos de caleidoscópio
Flores de celofane amarelo e verde
Sobressaindo sobre sua cabeça”
Mas ao procurar a menina com um brilho solar nos olhos
ela já se tinha ido com a luz que refletia dos olhos seus.
Eu não tive uma Lucy no céu com diamantes
porque optei pela primeira viagem,
mais careta porém não menos revolucionária
Ah, Lucy que conheci foi uma guria esnobe da escola
que nuca deu pra mim.
Não segui por uma ponte da cor do arco-íris cavalgando cavalos alados
para chega à uma fonte cheia de mel e num lugar cor de rosa comem tortas de marshmallow
Segui por ruas esburacadas e fedorentas fugindo da tropa de choque
Mas todos sorriam quando o susto passava
Tudo isso se dava de forma tão inacreditável
eu era apenas um menino já envolvido com a causa
Meu primo mais velho dizendo você é Fonda com ph
és apenas um guri, mas és um grande camarada.
Hoje eu sei o risco que corria naquelas noites do final dos anos 70
Não tomava pico pra curtir a Lucy no céu com diamantes
Mas tomava carreira de polícia em plena era geisel.
E assim como numa viagem psicodélica
nossa jornada ideológica não passou de sonho mal sonhado
hoje desperto do sonho e me vejo em meio a um pesadelo.
de Cicĕro
Houve um tempo cinza e tenebroso
Mas a juventude insistia em pintar seu próprio mundo
Gritando nas ruas e enfrentado PMs
ou trancados em um quarto escuro em um exílio existencial
pintando seu barquinho em um rio imaginário
repleto de pés de tangerina em suas margens e sobre um céus de marmelada
Viajando num mundo psicodélico
numa fuga da realidade cu de ferro da era medes
Ouvindo Beetles e reproduzindo
a experiência de vê “Uma menina com olhos de caleidoscópio
Flores de celofane amarelo e verde
Sobressaindo sobre sua cabeça”
Mas ao procurar a menina com um brilho solar nos olhos
ela já se tinha ido com a luz que refletia dos olhos seus.
Eu não tive uma Lucy no céu com diamantes
porque optei pela primeira viagem,
mais careta porém não menos revolucionária
Ah, Lucy que conheci foi uma guria esnobe da escola
que nuca deu pra mim.
Não segui por uma ponte da cor do arco-íris cavalgando cavalos alados
para chega à uma fonte cheia de mel e num lugar cor de rosa comem tortas de marshmallow
Segui por ruas esburacadas e fedorentas fugindo da tropa de choque
Mas todos sorriam quando o susto passava
Tudo isso se dava de forma tão inacreditável
eu era apenas um menino já envolvido com a causa
Meu primo mais velho dizendo você é Fonda com ph
és apenas um guri, mas és um grande camarada.
Hoje eu sei o risco que corria naquelas noites do final dos anos 70
Não tomava pico pra curtir a Lucy no céu com diamantes
Mas tomava carreira de polícia em plena era geisel.
E assim como numa viagem psicodélica
nossa jornada ideológica não passou de sonho mal sonhado
hoje desperto do sonho e me vejo em meio a um pesadelo.
de Cicĕro
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Carmĭnis XII
The seek
I want to cross the river
of my delusion
and can go out from solitude isle
Some on a little canoe
I'll row to seek the happiness
No import
if the journey is not secure
Only import me
arrive in other side of river
A side without ache
where I'll meet someone
to cure my solitude aches.
by Cicĕro
I want to cross the river
of my delusion
and can go out from solitude isle
Some on a little canoe
I'll row to seek the happiness
No import
if the journey is not secure
Only import me
arrive in other side of river
A side without ache
where I'll meet someone
to cure my solitude aches.
by Cicĕro
quarta-feira, 2 de abril de 2008
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