segunda-feira, 31 de março de 2008

Carmĭnis XI

Sueños de eneros
La tarde mascaba la noche
la noche el sol adormecía
dos dimensiones la mesas del día
siendo de cada una el azote
Archivo de vuelos fuera de órbita
la noche, asa de la fantasia
consede partos la muchas viajes
-En su útero hay muchos plurales
Pero
aquella noche
de besos muchos
los cielos parecian hablar
de tan dichosa
-Animales bestiales son a la abstación y lo deseo
Y Dios somos nosotros todos
en nesta miracion singlante y borrascosa
hablando con nosotros mismo
en los oscuro de nuestras claridades nómadas
de: Zeca Dominges Silva

sábado, 15 de março de 2008

futurus incertus








Manifestações no Tibetê contra a dominação da República Popular da China deixam vários mortos
O Tibete é um país da Ásia Central, dominado pela República Popular da China desde 1950, quando foi ocupou militarmente pelo exército de chinês. Mas a China reivindicava o reino do Himalaia como seu desde o século XIII. Um ano depois da instauração da República Popular por Mao Tse-tung, o tibetanos iniciam sua luta para recuperar a sua soberania. Quando os chineses chegam na região encontram uma teocracia budista .
Em maio de 1951, os governos de Lhasa --capital do Tibete-- e Pequim chegaram a um acordo que selou a "volta à pátria" do Tibete com a assinatura do 14° Dalai Lama, o líder espiritual dos tibetanos.
Após alguns anos de frágil convivência e incidentes esporádicos, em março de 1959 aconteceu uma revolta contra "a ocupação" e a "socialização forçada" que foi reprimida com um saldo de milhares de mortos.
Então, o Dalai Lama, que disse ter assinado o acordo de 1951 sob pressão, abandonou o país e fundou um governo no exílio ao norte da Índia, em Dharamsala, que defende a não violência sem renunciar à recuperação dos direitos políticos e culturais de seus compatriotas.
Reverenciado no o mundo todo, particularmente nos países ocidentais, o Dalai Lama se rebela contra o crescente domínio das autoridades chinesas sobre seu país, os deslocamentos de população em favor dos "Han" --a etnia maioritária da China-- e a destruição de edifícios culturais e religiosos.
O Tibete é conhecido como "teto do mundo" pois é um vasto planalto localizado a mais de quatro mil metros de altitude. Seus habitantes estão cercados pelas montanhas do Himalaia e por desertos; mas na verdade, isolados do mundo, pois a maioria esmagadora da população desconhecem os avanços da socidade ocidental.
O clima da região é bem rigoroso; a neve permanece nove meses durante o ano. É o país mais religioso do mundo, chegando a ser uma nação unificada no século III d.C., devido à expansão do Budismo. Depois, o país foi dividido em pequenos principados, invadido por mongóis. O primeiro Dalai Lama, autoridade máxima do Budismo Tibetano, assumiu em 1642. O povo tibetano habita a capital Lhasa, fundada há 14 séculos.
Atualmente, existem duas Lhasas, a tradicional - que possui sólidos edifícios de três andares, com telhados coloridos e decorados -, e a moderna -, que surgiu após a invasão chinesa, com uma arquitetura utilitária e largas avenidas. É na velha cidade que se encontra o mais sagrado dos templos tibetanos, o Jokhango, construído no século VII d.C., centro espiritual da nação, que recebe vários peregrinos.
Ao redor do templo, existe um caminho chamado Barkhor, um exótico mercado ambulante de produtos artesanais. Helena Blavatsky, fundadora da Teosofia, designou esse país como o "centro energético do mundo".No Tibete existe o palácio Potala, que é a imagem mais representativa da nação. Possui treze andares, construído com cobre fundido, para protege-lo dos terremotos.
Em Potala, os livros sagrados budistas eram impressos manualmente, e ainda estão guardadas as escrituras budistas como o Tanjur, com 227 volumes, e o Kanjur, com 108 volumes. Os textos apócrifos relatam a possibilidade de Jesus ter estudado no Tibete; é comum ouvir sobre essa história na velha cidade. O Tibete pode estar longe do mundo, mas é o único lugar do planeta onde os homens procuram desvendar os enigmas da alma humana.
Atualmente, o 14º Dalai Lama, tenta negociar a liberdade do povo tibetano da China. Na sua última conferência realizada nos Estados Unidos em 2001, ele disse: "através da visualização, dou aos chineses meu pensamento positivo, e em troca, recebo a ignorância". A liberdade do Tibete é uma tarefa árdua, que dura mais de cinqüenta anos, contando com a ajuda da ONU e do reconhecimento de poucos outros países. "Claro que há mortos", declarou mais cedo à agência de notícias France Presse por telefone uma funcionária do centro médico de urgência. "Estamos ocupados com os feridos, há muitos aqui", acrescentou, sem precisar se as vítimas eram monges.
A Radio Free Asia (RFA), citando testemunhas em Lhasa, anunciou ao menos dois mortos.
Nenhum morador ouvido por telefone pôde confirmar se prosseguiam os incidentes ou se estava em vigor um toque de recolher, explicando que ninguém saía de casa há várias horas.
"Não há ninguém fora a esta hora, nem os tibetanos nem os 'hans' (etnia chinesa). Só estão nas ruas os que fazem a guarda", declarou o empregado de uma escola de Lhasa.
A International Campaign for Tibet (ICT), um movimento de defesa da causa tibetana, afirmou que as autoridades "decretaram a lei marcial", com base em algumas fontes.
Vários recepcionistas de hotéis ouvidos pela France Presse disseram que "tudo estava calmo", confirmando a informação da agência Xinhua, após "um dia conturbado no qual vidraças foram quebradas e lojas, queimadas". Um templo teria sido incendiado deixando várias pessoas feridas.
As autoridades chinesas culpam o líder espiritual Dalai Lama pelos episódios.
A cinco meses dos Jogos Olímpicos de Pequim, num momento em que a campanha de contestação tibetana aumenta contra o poder chinês, os protestos estão sendo considerados os mais significativos desde o levante dos tibetanos em março de 1989.

A violência eclodiu na cidade de Lhasa, em particular em torno do célebre mosteiro de Jokhang, um local de grande atração turística, após vários dias de manifestações de monges budistas.
Apelos à moderação foram expedidos de várias capitais estrangeiras, assim como do Dalai Lama, o líder religioso no exílio dos budistas tibetanos, que pediram à China para "não usar a força" no Tibete.
Os manifestantes "saquearam lojas chinesas, e a polícia respondeu atirando contra a multidão. Ninguém tem o direito de se deslocar em Lhasa agora", informou uma fonte tibetana à rádio com sede nos Estados Unidos.
Citando relatos de cidadãos americanos, a embaixada dos Estados Unidos em Pequim informou que muitos tiros foram ouvidos --informação endossada por uma turista estrangeira em declarações à France Presse.
"Ouvimos tiros", disse ela, afirmando que estava hospedada num hotel central. O chineses responderam aos rebeldes com uma violenta repressão militar.

Carmĭnis

Dia nacional da poesia

Todo dia é dia de poesia porque todo dia é dia de falar do amor ou do desamor, do prazer ou da dor, da felicidade ou da tristeza, da admiração ou da indignação, ... É dia de aplaudir ou protestar.Todo dia é dia do poeta e da sua arte. Em todos os cantos do mundo, em todos os momentos, há alguém evocando sensações, impressões e emoções por meio de sons e ritmos harmônicos.
Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.

Ontem dia 14 de março comemoramos o Dia Nacional da Poesia pois foi nesta data que nasceu o grande poeta brasileiro Castro Alves. Poeta romântico, Castro Alves morreu de tuberculose na capital baiana Salvador em 06 de julho de 1871, com apenas 24 anos. Ele escreveu poesias importantes como “Navio Negreiro” e, não à toa, ficou conhecido como poeta dos escravos. Por ser um dos grandes expoentes da poesia romântica no Brasil é que Castro Alves é homenageado até hoje.

A poesia é uma arte literária e, como arte, recria a realidade. O poeta Ferreira Gullar diz que o artista cria um outro mundo “mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata”.
Para outros, a arte literária nem sempre recria. É o caso de Aristóteles, filósofo-grego que afirmava que “a arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra”. Geralmente a expressão “poesia” se aplica à estrutura de texto em versos. Os versos são as “linhas” do poema. Um conjunto de versos forma uma estrofe.

Educatio superior






O professor - historiador





O ensino de história mudou nas últimas décadas.... e mudou para melhor.
O nível do profissional de história melhorou muito nos últimos anos no Brasil. Os professores de história não se preocupam mais com datas e fatos, nem com o nome dos "grandes personagens". Não basta conhecer os momentos "mais importantes" do passado e quem fizeram estes momentos.
Agora você tem que pensar a História, comparar as histórias, analisar a história, escrever a história, relacionar presente e passado. É está preparado para diagnosticar o presente a luz da história, e ser capaz de supor como será o futuro com base na analise da construção histórica de hoje.

Nos últimas décadas a USP, Unicamp, Unesp, FGV, UERJ ,UFRJ, UECE, UFCE, UFPE e outra boas universidades brasileiras modificaram gradualmente suas grades curriculares que, apesar de serem diferentes entre si, tornaram mais claros seus objetivos e procuraram adequá-los a formação de um profissional antenado com a Lei de Diretrizes e Bases, e preparado para a docência.Não apenas um bacharelado alheio aos meandros próprios da educação de ensino fundamental e médio, mas o acadêmico de história hoje pode sair da universidade com a preparação para o exercício da docência e da pesquisa. Um verdadeiro professor historiador.

A preocupação do ensino de história é a formação integral do aluno, com o desenvolvimento de habilidades e competências que envolvem a análise, a comparação, a compreensão das diferenças entre as sociedades e seus desenvolvimentos. Existe uma grande preocupação com a formação e desenvolvimento da cidadania e isso se expressa no processo de ensino-apendizagem.

Isso significa que os grandes profissionais de história pretendem produzir dentro de suas escolas alunos que tenham capacidade de estabelecer relações e realizar analises, construindo suas próprias conclusões, ou seja leitores de mundos. Podemos afirmar que, para esses professores-historiadores, o ensino da história não é feito de datas e de heróis, não interessam as "curiosidades históricas", os "fatos pitorescos", saber nomes e datas e não desenvolver a capacidade de estabelecer relações.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Fides, politiké, prosperitate et sexu

Qual balanço você faz entre o aspecto negativo dos escândalos evangélicos e os escândalos do clero católico? Quando o escândalo e do meio católico a mídia protestante ou a serviço dela generaliza como se no mundo católico só existisse pervertidos. Mas se a impressa divulga um escândalo do universo protestante muitos definem como perseguição aos evangélicos. Pode haver em outra nação católica, tal perseguição. Mas no Brasil não há preconceito contra “evangélicos”, digo contra protestantes porque todo cristão é um evangélico, até os kardecistas são evangélicos. Por falar em preconceito, os que se julgam os únicos evangélicos são preconceituosos e arrogantes, por fazer distinção entre os cristãos, e se julgarem trigo e os outros joios. Principalmente quando eles falam de católicos. Estão sempre noticiando em primeira mão os casos de pedofilias e homossexualismo dentro da igreja católica, como se fossem exclusividades da Igreja Católica, no entanto, não divulgam seus próprios escândalos. Talvez por não se responsabilizarem pelos atos dos seus bispos, pastores e congregados, ou talvez, levando-se em conta que podem copular e casar, o índice seja realmente menor, mas existe. Alias, independentemente de credo ou raça, devassidão existe desde que o mundo é mundo, não é só "privilegio" da Igreja católica. O fato é que divulgam nessa proporção no intuito de mostrarem que suas instituições religiosas são mais santas. São os interesses escusos acima do jornalismo ético.
O padre Júlio Lancelotti está sendo vitima desses interesses escusos, primeiro porque é padre, segundo, porque é um ativista dos direitos humanos e um militante da ala esquerda da Igreja. Cadê que a midia dita evagelica deu enfase aos escandalos dos seus proprios líderes religiosos.
A numerosa comunidade de cristãos evangélicos nos EUA reagiu estupefata a notícia do escândalo sexual em que evolveu-se o Pastor evangélico Ted Haggard , segundo a impressa dos EUA, este pastor teria contratar os serviços sexuais do jovem Mike Jones , Haggard é o fundador da mega-igreja Nova Vida, Presidente da Associação ...
No Brasil, depois do assustador escândalo em que alguns políticos evangélicos se envolveram num golpe que desviava dinheiro de orçamento da Saúde, e no escândalo do mensalão, havia pelo menos um evangélico envolvido: o Bispo Carlos Rodrigues, do PL do Rio de Janeiro e integrante da Igreja Universal. ... O escândalo da CPI dos Sanguessugas atingiu em cheio a bancada evangélica da Câmara. Além da Igreja Universal, o escândalo da compra superfaturada de ambulâncias respingou sobre parlamentares integrantes de outras igrejas evangélicas, ... O escândalo das sanguessugas pode ser visto como um episodio nefasto, mas pode se visto também como o fato que produzirá uma sociedade protestante menos infantilizada. Talvez, o repúdio dos eleitores evangélicos está ligado, sobretudo ao envolvimento dos parlamentares evangélicos em escândalos recentes, ...
A questão da ética e da moralidade é a bandeira defendida por todo candidato protestante em toda campanha evangélica e esses escândalos pegaram muito mal.



É sabido por todos que o complexo de comunicação Rede Record pertence a um cidadão poderoso chamado Edir Macedo, alto-proclamado bispo, fundador das lojas de indulgências e descarrego Igreja Universal do Reino de Deus, e com um complexo desses meus amigos, haja manipulação para arrebanhar almas contribuintes para suas organizações. Essas boas almas infantilizadas são as mesmas que definem como perseguição, quaisquer comentários realizados em decorrência dos diversos escândalos promovidos por “evangélicos”. ...

O tal “crescimento vertiginoso das igrejas evangélicas” deve-se em parte à teologia da prosperidade, que oferece uma esperança mais imediata do que escatológica, mais egocêntrica do que comunitária, mais fluida do que consistente, mais temporal do que eterna, mais mental do que espiritual. Porque certos grupos crescem mais do que outros, os grupos menores copiam suas estratégias sem qualquer aprofundamento. Instala-se então a concorrência e esta funciona por causa da natureza humana. Até a Igreja Católica entra na jogada para não perder fiéis. A badalada paixão pelas almas de alguns anos atrás cedeu lugar à paixão pelo crescimento numérico. Então, a pregação do pecado, do arrependimento, da conversão, do negar-se a si mesmo, da porta estreita, da solidariedade humana, torna-se impopular e rara. Por incrível que pareça, a denúncia de Santo Agostinho, pronunciada há mais de 16 séculos, é oportuna hoje: “Muitos clamam a Deus com o intuito de adquirir riquezas e evitar prejuízos, pela felicidade temporal e coisas semelhantes. Raramente alguém clama pelo próprio Deus. Assim, é fácil ao homem desejar alguma coisa de Deus e não desejar o próprio Deus, como se o que ele dá pudesse ser mais gratificante do que ele mesmo”. A recente crítica do cineasta católico italiano Antonio Monda, autor de Deus e Eu combina com tudo isso: a “new age” é “a religião em que se aproveita apenas aquilo de que se gosta”.