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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Realitate: Pseudo cristianismo produz intolerância

A idéia de uma religião pura não seria arrogante e preconceituosa,já que vivemos em uma sociedade democraticamente religiosa,nós católicos não os toleramos,os aceitamos...Não aceito o termo tolerância religiosa.Assim, como não aceito alguns grupos cristãos se achar superior,mais puros ou mais santos...Nós todos somos filhos do mesmo Pai(אב).Todos somos evangelicos desde que tenhamos o ensinamento de Jesus Cristo como regra de fé e prática.A religião pura é um mito, e todo mito é perigoso, e abre precedente para o preconceito,o fanatismo, o autoritarismos, sectarismo, a intolerância...E isto não pode fazer parte do povo brasileiro porque não somos judeus e nem tão poco saxãos. Somos latinos, um povo de alma leve...Nem melhor, nem pior do que judeu, inglês ou estadunidenses...Somos apena humanos.Não somos um povo de tolerarmos, somos um povo de convivermos harmonicamente com as diferenças.Não podemos transformar nossa pátria em uma cópia mal feita dos E.U.A. Abaixo a aculturação!Sejamos mais verde amarelo, o Brasil é um país de homens e mulheres de muitos credos e daqueles que não tem nenhum. Não temos a idéia de religião pura ou impura, as religiões são instrumentos de acesso a Deus cada uma ao seu modo. Não existe a melhor, existe a que você se sente melhor e se encontrar com o seu criador.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Fides, politiké, prosperitate et sexu

Qual balanço você faz entre o aspecto negativo dos escândalos evangélicos e os escândalos do clero católico? Quando o escândalo e do meio católico a mídia protestante ou a serviço dela generaliza como se no mundo católico só existisse pervertidos. Mas se a impressa divulga um escândalo do universo protestante muitos definem como perseguição aos evangélicos. Pode haver em outra nação católica, tal perseguição. Mas no Brasil não há preconceito contra “evangélicos”, digo contra protestantes porque todo cristão é um evangélico, até os kardecistas são evangélicos. Por falar em preconceito, os que se julgam os únicos evangélicos são preconceituosos e arrogantes, por fazer distinção entre os cristãos, e se julgarem trigo e os outros joios. Principalmente quando eles falam de católicos. Estão sempre noticiando em primeira mão os casos de pedofilias e homossexualismo dentro da igreja católica, como se fossem exclusividades da Igreja Católica, no entanto, não divulgam seus próprios escândalos. Talvez por não se responsabilizarem pelos atos dos seus bispos, pastores e congregados, ou talvez, levando-se em conta que podem copular e casar, o índice seja realmente menor, mas existe. Alias, independentemente de credo ou raça, devassidão existe desde que o mundo é mundo, não é só "privilegio" da Igreja católica. O fato é que divulgam nessa proporção no intuito de mostrarem que suas instituições religiosas são mais santas. São os interesses escusos acima do jornalismo ético.
O padre Júlio Lancelotti está sendo vitima desses interesses escusos, primeiro porque é padre, segundo, porque é um ativista dos direitos humanos e um militante da ala esquerda da Igreja. Cadê que a midia dita evagelica deu enfase aos escandalos dos seus proprios líderes religiosos.
A numerosa comunidade de cristãos evangélicos nos EUA reagiu estupefata a notícia do escândalo sexual em que evolveu-se o Pastor evangélico Ted Haggard , segundo a impressa dos EUA, este pastor teria contratar os serviços sexuais do jovem Mike Jones , Haggard é o fundador da mega-igreja Nova Vida, Presidente da Associação ...
No Brasil, depois do assustador escândalo em que alguns políticos evangélicos se envolveram num golpe que desviava dinheiro de orçamento da Saúde, e no escândalo do mensalão, havia pelo menos um evangélico envolvido: o Bispo Carlos Rodrigues, do PL do Rio de Janeiro e integrante da Igreja Universal. ... O escândalo da CPI dos Sanguessugas atingiu em cheio a bancada evangélica da Câmara. Além da Igreja Universal, o escândalo da compra superfaturada de ambulâncias respingou sobre parlamentares integrantes de outras igrejas evangélicas, ... O escândalo das sanguessugas pode ser visto como um episodio nefasto, mas pode se visto também como o fato que produzirá uma sociedade protestante menos infantilizada. Talvez, o repúdio dos eleitores evangélicos está ligado, sobretudo ao envolvimento dos parlamentares evangélicos em escândalos recentes, ...
A questão da ética e da moralidade é a bandeira defendida por todo candidato protestante em toda campanha evangélica e esses escândalos pegaram muito mal.



É sabido por todos que o complexo de comunicação Rede Record pertence a um cidadão poderoso chamado Edir Macedo, alto-proclamado bispo, fundador das lojas de indulgências e descarrego Igreja Universal do Reino de Deus, e com um complexo desses meus amigos, haja manipulação para arrebanhar almas contribuintes para suas organizações. Essas boas almas infantilizadas são as mesmas que definem como perseguição, quaisquer comentários realizados em decorrência dos diversos escândalos promovidos por “evangélicos”. ...

O tal “crescimento vertiginoso das igrejas evangélicas” deve-se em parte à teologia da prosperidade, que oferece uma esperança mais imediata do que escatológica, mais egocêntrica do que comunitária, mais fluida do que consistente, mais temporal do que eterna, mais mental do que espiritual. Porque certos grupos crescem mais do que outros, os grupos menores copiam suas estratégias sem qualquer aprofundamento. Instala-se então a concorrência e esta funciona por causa da natureza humana. Até a Igreja Católica entra na jogada para não perder fiéis. A badalada paixão pelas almas de alguns anos atrás cedeu lugar à paixão pelo crescimento numérico. Então, a pregação do pecado, do arrependimento, da conversão, do negar-se a si mesmo, da porta estreita, da solidariedade humana, torna-se impopular e rara. Por incrível que pareça, a denúncia de Santo Agostinho, pronunciada há mais de 16 séculos, é oportuna hoje: “Muitos clamam a Deus com o intuito de adquirir riquezas e evitar prejuízos, pela felicidade temporal e coisas semelhantes. Raramente alguém clama pelo próprio Deus. Assim, é fácil ao homem desejar alguma coisa de Deus e não desejar o próprio Deus, como se o que ele dá pudesse ser mais gratificante do que ele mesmo”. A recente crítica do cineasta católico italiano Antonio Monda, autor de Deus e Eu combina com tudo isso: a “new age” é “a religião em que se aproveita apenas aquilo de que se gosta”.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Apostolus latinu




Romero um apostolo da América latina.

Dom Romero, profeta, mártir, filho de Deus e pai espiritual do povo salvadorenho.Sim, Santo porque estava inserindo em um mundo, mas não concordava com ele. E como todo Santo que se preza profeta porque protestava contra os desmandos e a exploração dos seu povo pelos mandatários do seu país. Alguns bispos latino-americanos, no dia 29 de março de 1980, às vésperas dos funerais de dom Romero, assinou um documento que dizia: “Três coisas admiramos e agradecemos no episcopado de dom Oscar A. Romero: foi, em primeiro lugar, anunciador da fé e mestre da verdade [...]. Foi, em segundo lugar, um resoluto defensor da justiça [...]. Em terceiro lugar, foi o amigo, o irmão, o defensor dos pobres e oprimidos, dos camponeses, dos operários, dos que vivem nos bairros marginalizados”. Dom Romero foi um grande bispo, porque o seu apostolado foi voltado aos pobres em um continente que carrega tão cruelmente a marca da pobreza das grandes maiorias, enxertou-se entre eles, defendeu sua causa e sofreu a mesma sorte deles: a perseguição e o martírio. Dom Romero é um símbolo de libertação em nossa Igreja Católica da América Latina e de todo um continente onde todos nós somos herdeiros de muitos povos e filhos da mesmo dor.Verdadeiro sucessor de João, Pedro e Paulo, e imitador de nosso Senhor Jesus Cristo como ordenou São Paulo em 1 Coríntios 11:1( Sed mis imitadores, como lo soy de Cristo ). Imitou até mesmo na morte de Jesus, fruto da injustiça dos homens e, ao mesmo tempo, semente da ressurreição [...]. Dom Oscar A. “Romero é um mártir da libertação que o Evangelho exige, um exemplo vivo do pastor que Puebla queria”. Dom Romero, que assistiu em 1979 à Conferência Geral dos Bispos Latino-americanos em Puebla, identificou-se plenamente com o apelo dos bispos à “conversão de toda a Igreja para uma opção preferencial pelos pobres, no intuito de sua integral libertação” (Puebla 1134). Romero viveu sua fé e seu amor aos irmãos excluídos e explorados, num país desgarrado pela violência, foi uma “a testemunha subversiva das Bem-aventuranças que revolveram tudo” e entendeu que tinha de desestabilizar a violência a partir de suas bases, a violência estrutural, a injustiça social. E, por isso, é passou a defender que seria dever da Igreja “conhecer os mecanismos da pobreza”, e indignar-se e procurar diminuir a dor do próximo. Neste 23 de março de 2008 completarão 28 anos daquela homilia, onde ele se fala explicitamente aos homens do exército, da Guardia Nacional e da Polícia de El Salvadodo: “Frente à ordem de matar seus irmãos deve prevalecer a Lei de Deus, que afirma: NÃO MATARÁS! Ninguém deve obedecer a uma lei imoral (...). Em favor deste povo sofrido, cujos gritos sobem ao céu de maneira sempre mais numerosa, suplico-lhes, peço-lhes, ordeno-lhes em nome de Deus: cesse a repressão!”. Serão as últimas palavras do bispo ao país. No dia seguinte, ele é assassinado por um franco-atirador, enquanto reza a missa na capela do Hospital da Divina Providência. O mandante do crime, major Roberto D’Aubuisson, é reconhecido como responsável, mas nunca foi processado.