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quinta-feira, 26 de março de 2009

cultura

Respostas ao desafio da existência


Cultura (do latim cultura, cultivar o solo, cuidar) é um conceito desenvolvido inicialmente pelo antropólogo Edward Burnett Tylor para designar o todo complexo e metabiológico criado pelo homem. Cultura é um conjunto de práticas e ações sociais (um conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou com o comportamento natural, e que seguem um padrão determinado no espaço e no tempo.) Refere-se a tudo que o homem faz (crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais, etc.) que permeiam e identifica uma sociedade humana. Explica e dá sentido a cosmologia social, é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.
Por seu turno, em biologia uma cultura é normalmente uma criação especial de organismos (em geral microscópicos) para fins determinados (por exemplo: estudo de modos de vida bacterianos, estudos microecológicos, etc.). No dia-a-dia das sociedades civilizadas (especialmente a sociedade ocidental) e no vulgo costuma ser associada à aquisição de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como melhores, superiores, ou seja, erudição; este sentido normalmente se associa ao que é também descrito como “alta cultura”, e é empregado apenas no singular. Não existe povo sem cultura, apenas povos com níveis culturais diferentes, aos quais os homens indistintamente dentro de cada nação se enquadram. Dentro do contexto da filosofia, a cultura é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos. Cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história. Cultura é criação. O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria elementos que a renovam. A cultura é um fator de humanização. O homem só se torna homem porque vive no seio de um grupo cultural. A cultura é um sistema de símbolos compartilhados com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à vida dos seres humanos. Na Grécia antiga termo cultura adquiriu um significado todo especial, ligado a formação individual do cidadão. Correspondia à chamada pandéia, processo pelo qual o homem realizavam o que para os gregos era a verdadeira natureza humana, isto é a racionalidade através da reflexão filosófica ( o conhecimento de si e do mundo ) e a consciência da vida em comunidade. Paidéia também significava e significa a própria cultura construída a partir da educação. Era o ideal que os gregos cultivavam do mundo, para si e para sua juventude. Uma vez que o governo próprio era muito valorizado pelos atenienses, a Paidéia combinava ethos (hábitos) que o fizesse do grego um ser digno e bom tanto como governado quanto como governante. O objetivo não era ensinar ofícios, mas sim treinar a liberdade e nobreza. Paidéia também pode ser encarada como o legado deixado de uma geração para outra na sociedade.


*José Cícero Gomes professor de filosofia
da Escola EEM João Bento da Costa.
Porto Velho - RO.

sábado, 21 de março de 2009

homĭnis aut anĭmal




As diferenças entre os homens e os animais




Antropologia Filosófica

Prof. José Cícero Gomes

“O homem é a única criatura
que se recusa a ser o que ela é.”
Albert Camus¹





Através de milhares de anos os animais conseguiram garantir sua sobrevivência e a perpetuação de sua espécie na superfície do planeta por meio da adaptação física. Os dentes, as garras afiadas, o pico, as asas, a calda, a velocidade, a força, a visão aguçada, uma audição extraordinária, um olfato super sensível, a capacidade de saltar, cavar, camuflar-se adaptando se as cores do ambiente para confundir-se com o terreno, os cascos duros, as carapaças rígidas e tenazes como uma armadura defensiva, os venenos, os odores. O couro peludo e uma densa camada de gordura para manter o calor corporal em ambientes de temperaturas muito baixas de frio extremo. De acordo com Gordon Vere Childe (1892-1957)², Ao contrario do animais e dos insetos as habilidades e os conhecimentos do homem não são herdados no sentido biológico, são todos resultados de uma tradição acumulada por varias gerações de humanos e transmitidas através da linguagem( fala e escrita). o homem não herdou habilidades, dotes e recursos fabulosos através de uma herança genética dos pais, mas em compensação é dotado de um encéfalo desenvolvido e de um sistema nervoso complexo, extenso e delicado, que lhe permite pensar. Ao pensar, aprende aprender e ensinar, descobre, inventa, constrói, destrói e reconstrói. Por tudo isso, o cérebro grande e complexo do homem, lhe permite produz cultura.

“O que é, com efeito, o homem absurdo?
Aquele que, sem o negar, nada faz pelo eterno”.
Albert Camus




O que nos chama a atenção em Albert Camus é sua reflexão sobre a condição humana em um mundo anti-humano e a necessidade de se descobri o ethos humano, já que a humanidade dominou a terra, mas espalhou sobre ela seus gritos, ameaças e esperanças. Segundo ele, nos cabem tomamos consciência disto, e o primeiro passo seria a aceitação de nossa condição animal para alcançamos a nossa humanidade através do amor que produz o cuidado para com o outro e para com a natureza. Gerando assim a superação de toda forma de violência no mundo.

“Ser ou não ser, eis a questão”
Wiliam Shakespeare³



O homem nega que é um animal , por que o homem que ser superior aos outros primatas? Será que não somos, realmente um animal? É uma verdade incontestável que todo ser vivo é biológico. Se for biológico pertence aos reinos animal ou vegetal. Se estamos vivos e não temos folhas nem raízes e não sintetizamos nosso próprio alimento através de foto síntese, é claro que não somos do reino vegetal. Só nos resta o reino animal. Já que no reino mineral não há vida. Apesar de que elementos minerais estão presentes nos seres vivos e na origem da vida. Será que sabemos o que é realmente o ser humano? Eis algumas perguntas aparentemente fáceis de responder, mas, na realidade, tão difíceis quanto saber de onde viemos e para onde iremos após a morte, verdadeiramente, você acredita no que lhe ensinaram na escola dominical ou na catequese? Será que as ciências estão erradas? De certo que não, somos todos,o produto de duas grandes evoluções: de uma evolução física e de uma evolução cultural.Aceitarmos que viemos de um tronco comum aos macacos nos faria menos amado por Deus? Por que não acreditamos nas teorias de Charles Darwin: evolução das espécies e a seleção natural? Você já observou os macacos? Você sabe por que temos o fator Rh em nosso sangue? Por que apenas 1% nos separa dos macacos?E por que só nós temos um encéfalo desenvolvido e um sistema nervoso extenso e delicado, que nos permite pensar? Será para servir de compensação aos nossos pobres dotes corporais? Segundo Gordon Vere Childe, toda a franqueza humana é compensada por possui o homem um cérebro grande e evoluído que o permite garanti sua existência e perpetuação no planeta terra.
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1. Camus, Albert. (Mondovi, 7 de novembro de 1913Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) foi um escritor e filósofo nascido na Argélia. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
2. Childe, Vere Gordon (1892-1957). Inventor do conceito da Revolução Neolítica e da Revolução Urbana, figura importantíssima da Arqueologia moderna, personalidade dominante na primeira metade do século XX. Nasceu em Sydney, Australia, em 1892. Faleceu em 1957, em Mount Victoria, Nova Gales do Sul, Australia. Este arqueólogo australiano especialisou-se na Pré-história europeia dos II. e III. milénios a.n.E.
3.Shakespeare,William. Dramaturgo e poeta inglês, é reconhecido como o maior dramaturgo de todos os tempos. A citação é uma famosa frase shakespeariana: Ser ou não ser, eis a questão (no original, To be or not to be, that's the question) vem da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de Shakespeare. Encontra-se no Ato III, Cena I e é frequentemente usada como um fundo filosófico profundo. Sem dúvida alguma, é uma das mais famosas frases da literatura mundial.
4. Darwin, Charles Robert. (Shrewsbury, 12 de Fevereiro de 1809Downe, Kent, 19 de Abril de 1882) foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual[1]. Esta teoria se desenvolveu no que é agora considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na Biologia.[2] Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859.








sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Opinione




Na sociedade humana ao longo dos tempos,vem se configurando os mandos e desmandos dos que se jugam mais fortes, dos detentores do saber, do ter e do poder, que querem controlar, para reduzir os desapropriados e excluídos a simples galinhas e os subordinar aos seus interesses, mas é preciso que não aceitem essa submissão, que rejeitem o conformismo, o comodismo, a falta de indignação porque essa dominação sempre será causadora de muitas dores e sofrimentos à maioria da humanidade diante da pobreza e da exclusão social se dar por vencida, por isso se faz necessário que despertemos a águia que existe dentro de nós para juntos construirmos um mundo melhor, onde todos possam participar e decidir sem omissões, libertando-se da opressão.


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Dica de leitura:
BOFF, Leonardo. A águia e a Galinha - Uma metáfora da condição humana. Vozes. 40ª ed. Petrópolis, 2003

quinta-feira, 21 de agosto de 2008