Mostrando postagens com marcador Latuscultus - literatura: talvez poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Latuscultus - literatura: talvez poesia. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de julho de 2017

Minha velha poesia



Minha poesia já não navega       
neste mar de palavras que inundam o meu ser.
Minha rude poesia é como um velho barco
parado na praia de proar para terra e de poupa para o mar   
que ignora o chamado das ondas que quebram na praia.
O chamado do mar, mar esse que hora é sereno e hora é bravio,
e nas madrugadas de marés altas
bate com suas ondas na quilha do velho barco
chamando-o para navegar em suas águas hora doces, hora salgadas...
As ondas batem com foça no compasso de um coração hipertenso
de um velho versejador que um dia sonhou em ser poeta,
mas se perdeu em meio há paixões por duas musas inatingíveis.
Assim como a terra em meio a atração do Sol e da Lua
faz as ondas quebrarem na praia.
As ondas ainda quebram em minha praia existencial...
E quando esse mar de palavras hora doces, horas amargas,
recua suas ondas e se acalma.
Deixa na quilha do velho barco a espuma da saudade
de um tempo que não volta mais e com a saudade o sal que corrói.   

                             José Cícero Gomes


sábado, 15 de novembro de 2014

Louco eu sou, pois acredito que sou um viajante de passagem neste louco mundo




viajante cósmico


Sou um louco viajante
E estou neste louco mundo
Mudo e louco
Porque tudo aqui é passageiro
e eu um dia terei
que deixa tudo que tenho e amo
neste mundo louco.
É louco viver construindo e conquistando coisas
para deixar para trás
Porque do outro lado,
não chegamos com nada
que fizemos, construímos ou conquistamos
do louco lado de cá...
Será louco se não houver outro lado
se tudo se reduzir a está porá louca
que é este louco mundo.
Fodeu tudo,
não terá valido apenas esta louca aventura
que chamamos de vida,
Mas ainda quero continuar acreditando
que toda esta loucura não é tudo
é a morte não é o fim.

                                                                                José Cícero Gomes
                                                                                             15/11/14

segunda-feira, 3 de março de 2014

Vida de mãe é breve



A vida é breve
pra tanto amor.

A vida é leve
mesmo carregando
um fardo.

A vida é suave
mesmo em meio a dor.

A vida é doce
mesmo com um gosto
amargo na boca.

Mas a vida de uma mãe é tão breve
e  tão frágil para tanto amor incondicional.

O amor de mãe é tão forte
para existir numa vida tão breve e tão frágil.

Por que vida de mãe
é tão breve se é repleta de um eterno amor
que é capaz de fazê-la
suportar a própria dor física
para não ver seu filho sofrer com sua dor.

A vida de mãe é tão leve
por ser regida por um amor eterno
mesmo em meio a dor.

A vida de mãe é bela
até se esvaindo.


                      Cícero
                       28/03/14

Agora entendo Cazuza quando disse: "só as mãe são felizes".

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sentido da vida



Onde está o sentido de nossas vidas?
estará no rumo que damos as nossas vidas
através de nossas escolhas.
O sentido das nossas vidas
estará em nossas escolhas boas ou ruins,
em nossas idas e vindas,
em nossos encontros e desencontros,
em nossas afetividades, entregas e abandonos...
Em nossas trocas e doações...
Doaçoes condicionais ou incodicionais...
Será que está onde colocamos nossas esperanças e objetivos
ao buscarmos de algo que jugarmos existir que chamamos de felicidade.
E que acreditamos está em nossos bens, nossas carreiras profissionais, em ontra pessoa, em nós mesmos, em uma religião, em deuses ou em Deus...
São todas estas escolhas e buscas, o que nos faz a pessoa que somos.
E o que somos poderá nos mostrar o sentido da vida?
E nos revelar onde está tal sentido?
Se é que a vida tem um sentindo em si mesma
ou apenas através de nossas escolhas encontramos o sentido para nossas vidas.
Mas como saberemos que encontramos tal sentindo
encansavelmente buscado e desejado por todos ao longo da vida?
Será que o encontramos
quando sentimos que a vida valeu apena...
Mas aí, já será o fim...

                                                                  Cícero

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Fascinação dos olhos de nereida


                                                                                          de Cicēro       

Olhei em seus olhos verdes como o verde mar cearense
e pude ver uma tristeza profunda.
Como as tristes profundezas atlânticas,
Tão misteriosas quanto as fossas abissais.

Olhei na imensidão verde,
e seus olhos verdes eram tão belos
quanto duas belas esmeraldas
 eram tão pérfidos quanto as profundezas do mar.

Tirei meus olhos dos seus olhos verdes
e olhei o mar, e ele era verde e triste como os seus olhos verdes
porém repousante  e sereno como o seu sorriso.
Era tudo tão louco como aqueles olhos de ninfa me prendiam.

Me joguei nos braços daquela nereida cearense
De olhos verdes como o nosso verde mar
E pude sentir a sua verdadeira natureza
Rumorosa como as ondas que quebras no Mucuripe
Numa manhã de mar ressacado.



 * Escrita por  Cicēro (José Cícero Gomes), em 16/06/1986.  

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O velho casarão


Na rua Bejamim Silva

um casarão desolado

contendo o mistério

ancestral dos pioneiros

das sombras que se foram

junto com a fumaça

das fogueirinhas que defumavam o látex.

Um velho alpendre olha triste o futuro,

mira o pôr-do-sol

e escuta o cochilo do dia.

Cansado de muitas horas,

e a noite cai sorumbática...

As vozes do vento sob o remanso do rio,

chegam até em sua triste varanda

e vem bater em sua porta

trazendo os sonhos remotos

de tantos que se abrigaram em sua parede brancas,

hoje nem tão brancas

encardidas pelo tempo.

Neste instante no canto de uma janela

esta rajada de vento oeste

invade o velho casarão

sombrio e triste em busca

de poemas sepultados.

E por um tempo

percorrendo cômodo por cômodo

sai por um buraco da porta da cozinha

carregado de lembranças

de um tempo memorável.

Já é madrugada

é a lua vem consolar-lo

com sua suave luz branca sob suas brancas paredes,

e logo um novo dia chega,

e triste com seu futuro incerto

vai vivendo o velho casarão.

J. Cícero

ESPECTROS

Humanos fantasmas
Unidos pela irradiação da covardia
Imagens surreais de discentes
Alienados e presos em suas carapaças existenciais
Fraudulentos seres capazes de destruírem
A imagem de um docente
Só para terem um estante de excitação.


Cícero

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O mau mata

O mato da mata

Ouço o ronco na mata

do motosserra que mata

a mata febrilmente neste rincão

do poente onde um dia

Havia ipê, cedro, mogno, maçaranduba, andiroba

Castanheira e jatobá

Hoje quase que não há

mais mata pra mata.


Cícero

domingo, 16 de maio de 2010

Áridas Lembranças


Chama-se de Caatiga, as paisagens de minha infância, áridas
como as vidas que empunham um cabo de enxada
E enxadeiam áridos sonhos em uma dura realidade buscando colher esperanças mortas pela insolação da vida.

Há uma mata alva, que trago no olhar, enxuta
árida onde deposito meus versos
buscando colher poesias
Mas meus versos enrijecidos não germinam.

Mas quando penso em mundos nunca visitados
meus rudes versos me dão a impressão que irão florir,
Mas logo sinto os espinhos a me sangrar a alma.

Meu coração agonizante reconhece que a vida,
Derrama-se em cascatas ardentes nas paisagens da minha infância
Que guardo congeladas como as imagens de um vídeo tape.

Cícero

domingo, 2 de maio de 2010

Cavaleiro errante

Incerteza é tudo
que tenho na vida
sou um cavaleiro errante,
porém andante,
nesta minha vida errante.
Sou um Dom Quixote sem lança
que se lança a sorte,
sem saber se é forte
para encarar a sorte.

Cicĕro

Predestinação

Nasci num sábado 23,
numa madrugada sorrumbástica
de janeiro no sexagésimo quarto ano
do século passado.

Nasci no instante
em que o exército
saia às ruas para legitimar
o crepúsculo da liberdade.

Vim ao mundo
para vencer barreiras,
vim para ignorar
minha vulnerabilidade.
Sim. vim ao mundo
para vencer
patologias físicas
e sociais.

Nasci para sublevar
a própria vida.

Cícero

Beleza aredondada

Olho
na mulher
tocando sua bariga
como se
seu toque transcedesse
o tecido epitelial
e penetrasse
no âmnio, âmago
da vida
acariciando
o filho.

Olho na vida
que pulsa
no âmago, no âmnio
preste a estourar
para vida.

Cicĕro

Je vivez

Je vivez une pororoca
de émotions ...
Je vivez une piracema
de la douleur et le risque.
Les eaux boueuses de ma vie
La vie n'est pas assez
pour vider toutes les
cette angoisse
la mer de l'oubli.

Cícero

Imagem

Que bela,
Uma divina miragem
Estonteante,
Repleta de sexualidade.
Uma imagem de mulher
Brejeira,trigeira...
Ilumina
Minha alma.

Cicĕro

The beautiful Galatea of my dreams

As King Pygmalion of Cyprus
today this morning
I dreamed that
I would find my Galatea in the Ceará.
I do not bring me the talent of a master Noza
and if I had did not produce religious images,
but images of nymphets and goddesses of love.
Today I dreamed that Tupa gave me the grace
to find my ideal woman in a beach hut on the beach of the future
where I met my future in a mental sculpture of the past.
In my dream this image of the past involved me with your charms,
my body burning in her gaze hangover
from the beautiful Galatea of my dreams.
Inebriate me with your sweet kisses
transported me to the realization of an old dream.
Today in my dream I felt wooed
by a beautiful woman
that I keep in a secret corner of my mind
these days of my teenage boy Glamour imagination.
I woke up remembering that girl who often imagined grown woman
by my side imagined as beautiful as the statue by Pygmalion.
By Cícero