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sábado, 16 de junho de 2012

Ariano Suassuna - Um gênio nordestino.






Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, aos 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan, em Taperoá.
Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.
A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.
Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.
Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.
Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPE. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.
Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).
Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.
Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte, onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.
Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000).
Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.
Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo no carnaval carioca; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verdeno carnaval paulista.
Em 2006, foi concedido título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, mas que veio a ser entregue apenas em 10 de junho de2010, às vésperas de completar 83 anos. "Podia até parecer que não queria receber a honraria, mas era problemas de agenda", afirmou Ariano, referindo-se ao tempo entre a concessão e o recebimento do título.[2]
Estudos
Em 1942, ainda adolescente, Ariano Suassuna muda-se para cidade doRecife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimoGinásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e emFilosofia (1964.)
De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.[3]
Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Commercio do Recife.
Advocacia e teatro
Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.
Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro.
Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.
Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".
Ariano acredita que: "Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial."
Movimento Armorial
Para maiores informações acesse o artigo completo sobre o Movimento Armorial.
Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular doNordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura,artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.
Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.[4]
Academia Pernambucana de Letras
Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.
Academia Brasileira de Letras
Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é Manuel José de Araújo Porto Alegre, o barão de Santo Ângelo.
[editar]Academia Paraibana de Letras
Assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras em 9 de outubro de 2000, cujo patrono é Raul Campelo Machado, sendo recepcionado pelo acadêmico Joacil de Brito Pereira.
Obras selecionadas
 Uma mulher vestida de Sol, (1947);
 Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
 Os homens de barro, (1949);
 Auto de João da Cruz, (1950);
 Torturas de um coração, (1951);
 O arco desolado, (1952);
 O castigo da soberba, (1953);
 O Rico Avarento, (1954);
 Auto da Compadecida, (1955);
 O casamento suspeitoso, (1957);
 O santo e a porca, (1957);
 O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
 A pena e a lei, (1959);
 Farsa da boa preguiça, (1960);
 A Caseira e a Catarina, (1962);
 As conchambranças de Quaderna, (1987);
 Fernando e Isaura, (1956)"inédito até 1994".
[editar]Romance
 A História de amor de Fernando e Isaura, (1956);
 O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971);
 História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana, (1976)
[editar]Poesia
 O pasto incendiado, (1945-1970);
 Ode, (1955);
 Sonetos com mote alheio, (1980);
 Sonetos de Albano Cervonegro, (1985);
 Poemas (antologia), (1999).
Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariano_Suassuna
http://fernandajimenez.com/tag/ariano-suassuna/
http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Ariano+Suassuna<r=a&id_perso=238
http://asprimeiraspalavras.blogspot.com.br/2010/06/ariano-suassuna.html
http://www.youtube.com/watch?v=Z5HxQzDKdBQ

sábado, 9 de junho de 2012

Língua

Caetano Veloso

Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixe os Portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala Mangueira! Fala!

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?

Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
(- Será que ele está no Pão de Açúcar?
- Tá craude brô
- Você e tu
- Lhe amo
- Qué queu te faço, nego?
- Bote ligeiro!
- Ma'de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
- Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
- I like to spend some time in Mozambique
- Arigatô, arigatô!)
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CORA CORALINA



BIOGRAFIA

Cora Coralina , pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985), é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.

Sintam a admiração do poeta, manifestada em carta dirigida a Cora em 1983:

"Minha querida amiga Cora Coralina: Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro, e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado. É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado. Que riqueza de experiência humana, que sensibilidade especial e que lirismo identificado com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence. É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( ...)." Editado pela Universidade Federal de Goiás, em 1983, seu novo livro "Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha", é muito bem recebido pela crítica e pelos amantes da poesia. Em 1984, torna-se a primeira mulher a receber o Prêmio Juca Pato, como intelectual do ano de 1983. Viveu 96 anos, teve seis filhos, quinze netos e 19 bisnetos, foi doceira e membro efetivo de diversas entidades culturais, tendo recebido o título de doutora "Honoris Causa" pela Universidade Federal de Goiás. No dia 10 de abril de 1985, falece em Goiânia. Seu corpo é velado na Igreja do Rosário, ao lado da Casa Velha da Ponte. "Estórias da Casa Velha da Ponte" é lançado pela Global Editora. Postumamente, foram lançados os livros infantis "Os Meninos Verdes", em 1986, e "A Moeda de Ouro que um Pato Comeu", em 1997, e "O Tesouro da Casa Velha da Ponte", em 1989.

Texto extraído do livro "Vintém de cobre - Meias confissões de Aninha", Global Editora — São Paulo, 2001, pág. 174.
http://www.paralerepensar.com.br/coracoralina.htm

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

100 anos de Mario Lago



Mario Lago

Filho do maestro Antônio Lago e de Francisca Maria Vicencia Croccia Lago, e neto do anarquista e flautista italiano Giuseppe Croccia, formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, em 1933, tendo nesta época se tornado marxista. A opção pelas idéias comunistas fizeram com que fosse preso em sete ocasiões - 1932, 1941, 1946, 1949, 1952, 1964 e 1969.

Foi casado com Zeli, filha do militante comunista Henrique Cordeiro, que conhecera numa manifestação política, até a morte dela em 1997. O casal teve cinco filhos: Antônio Henrique, Graça Maria, Mário Lago Filho, Luiz Carlos (em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes) e Vanda.

Torcedor do Fluminense, chegou a declarar, na época do 1º rebaixamento do clube, que a virada de mesa em favor do tricolor carioca havia sido uma atitude vergonhosa de todos os responsáveis, envolvidos no esquema. Ele afirmava veementemente, que o time deveria ter voltado à divisão de elite do Campeonato Brasileiro no campo, e não no tapetão.

[editar] Carreira artística

Começou pela poesia, e teve seu primeiro poema publicado aos 15 anos. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na década de 30, na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde iniciou sua militância política no Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, então fortemente influenciado pelo Partido Comunista Brasileiro. Durante a década de 1930, a então principal Faculdade de Direito da capital da República era um celeiro de arte aliada à política, onde estudaram Lago e seus contemporâneos Carlos Lacerda, Jorge Amado, Lamartine Babo entre outros.

Depois de formado, exerceu a profissão de advogado por apenas alguns meses. Envolveu-se com o teatro de revista, escrevendo, compondo e atuando. Sua estréia como letrista de música popular foi com "Menina, eu sei de uma coisa", parceria com Custódio Mesquita, gravada em 1935 por Mário Reis. Três anos depois, Orlando Silva realizou a famosa gravação de "Nada além", da mesma dupla de autores.

Suas composições mais famosas são "Ai que saudades da Amélia", "Atire a primeira pedra", ambas em parceria com Ataulfo Alves; "É tão gostoso, seu moço", com Chocolate, "Número um", com Benedito Lacerda, o samba "Fracasso" e a marcha carnavalesca "Aurora", em parceria com Roberto Roberti, que ficou consagrada na interpretação de Carmen Miranda.

Em "Amélia", a descrição daquela mulher idealizada, ficou tão popular que "Amélia" tornou-se sinônimo de mulher submissa, resignada e dedicada aos trabalhos domésticos.

Na Rádio Nacional, Mário Lago foi ator e roteirista, escrevendo a radionovela "Presídio de Mulheres". Mas só ficou conhecido do grande público mais tarde, pela televisão, quando passou a atuar em novelas da Rede Globo, como "Selva de Pedra", "O Casarão", "Nina", "Brilhante", "Elas por Elas" e "Barriga de Aluguel", entre outras. Também atuou em peças de teatro e filmes, como "Terra em Transe", de Glauber Rocha.

Mário esteve na União Soviética, em 1957, a convite da Rádio Moscou, para participar da reestruturação do programa Conversando com o Brasil, do qual participavam artistas e intelectuais brasileiros. Mas os programas radiofônicos produzidos no Brasil, que Mário mostrou aos soviéticos, foram por eles qualificados de "burgueses" e "decadentes". A avaliação que Mário Lago fez da União Soviética também não foi das melhores. Ali, segundo ele, a produção cultural sofria pelo excesso de gravidade e autoritarismo. Apesar da decepção com a experiência soviética, Mário Lago jamais abandonou a militância política.

Em 1964, foi um dos nomes a encabeçar a lista dos que tiveram seus direitos políticos cassados pelo regime militar, e perdeu suas funções na Rádio Nacional.

Em 1989, ligou-se ao Partido dos Trabalhadores e atuou como âncora dos programas eleitorais do então candidato do partido, Luís Inácio Lula da Silva, à presidência da República, em 1998.

Autor dos livros Chico Nunes das Alagoas (1975), Na Rolança do Tempo (1976), Bagaço de Beira-Estrada (1977) e Meia Porção de Sarapatel (1986), foi biografado em 1998 por Mônica Velloso na obra: Mário Lago: boêmia e política.

No carnaval de 2001, Mário Lago foi tema do desfile da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz.

Em dezembro de 2001, recebeu uma homenagem especial por sua carreira durante a entrega do Troféu Domingão do Faustão, que, no ano seguinte, ganharia o nome de Troféu Mário Lago, sendo anualmente concedido aos grandes nomes da teledramaturgia.

Em janeiro de 2002, o presidente da Câmara, Aécio Neves, foi à sua residência no Rio para lhe entregar, solenemente, a Ordem do Mérito Parlamentar. Na sua última entrevista ao Jornal do Brasil, Mário revelou que estava escrevendo sua própria biografia. Estava certo de que chegaria aos 100 anos, dizia Mário, "Fiz um acordo com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele".

Morreu no dia 30 de maio de 2002, aos noventa anos de idade, em sua casa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, de enfisema pulmonar. Para o velório foi aberto o palco do Teatro João Caetano onde vivera importantes momentos de sua carreira de ator. Até o fim de sua vida manteve intensa atividade política e mesmo doente chegou a se engajar na campanha presidencial apoiando o então candidato Luís Inácio Lula da Silva. Por ter sido estudante do Colégio Pedro II da Unidade São Cristóvão, hoje em dia existe, em sua homenagem, dentro do colégio o Teatro Mário Lago, onde ali se faz apresentações do grupo de teatro do Colégio Pedro II da Unidade Engenho Novo (CRIARTE). Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

fonte: http://www.mariolago.com.br/biografia.php

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario Lago


Frases de Mario Lago



"Quem quiser cante a sua Lapa,
Que eu, cá, vou chorar a minha.
Lapa, cachaça zurrapa,
Muy decadente rainha.

"A Lapa foi o chão de todos os meus passos. Na busca de caminhos e no encontro de atalhos que descaminham, na primeira ânsia e no último nojo, no último desencanto e na primeira afirmação. "

"Eu nasci inconformado. Eu sou vocacionalmente rebelde. "

"Evidentemente cometi erros, sofri dúvidas, mas sempre procedi de acordo com a opção tomada. Acho que posso encarar de frente a companheira, os filhos, os amigos, companheiros, colegas, gente que acredita em mim e me respeita."

"Sou marxista comunista autônomo. "

"Eu não fico na calçada pra ver o desfile passar. Eu vou junto. "

"Tudo na vida é risível. É só você prestar a atenção. As coisas têm sempre um lado debochado. "

"Eu estou diariamente levando a vida na flauta. Pra ela sentir que não me amedronta. Porque o pior de tudo é quando a vida sente que você tem medo dela."

"O Rio é vício realmente, você é dependente dele.. É a beleza... As montanhas do Rio têm contorno de mulher, uma mulher deitada. O Rio de Janeiro é um orgasmo."

"Esse negócio de compor, da fazer versinho, é cachimbo, tem que ter a boca torta. Mas a gente de vez em quando faz um testezinho, um cooper... "

"Sou amarrado em partido alto. Pra mim, é a expressão mais legítima da música popular brasileira."

"Nós, os radialistas do Rio, fomos uma das grandes forças das lutas sindicais, a primeira categoria a colocar na direção de uma empresa – a Rádio Nacional – o presidente do nosso sindicato de então. Por isso, quero homenagear a nós mesmos. "

"Estava escrito nas estrelas! Se eu soubesse que era tão bom, teria casado antes."

"Não tenho estilo, tenho jeito de escrever. Quero pôr a mão no ombro do leitor. Sei que não sou um escritor enxuto, mas tenho o gosto da palavra. Ela é manga madura que deve ser bem saboreada. "

"Eu sei de uma coisa: estou incurso em vários artigos do código penal: ator, escritor, compositor, dramaturgo, vários artigos do código penal. "

"Mantenho-me jovem porque sou comunista. O comunismo sempre foi a juventude do mundo. "

"A vida tem que ser feita lá no fundo. Tem que ir até a pirosfera. Chegar até o fundo do poço pra ver. Se, no fundo do poço, você continuar com paixão, continua. Se não, procura outro poço."

"Não fui guarda-livros da vida pra juntar dever e haver. Eu vivi. Não fiz contabilidade para anotar prejuízo e lucro. Viver apenas já foi lucro."

"Até os 70 anos, você paga a conta. Viveu mais além, é gorjeta pro garçom. Estou satisfeito de pagar a gorjeta pro garçom."

"Não foi vida jogada fora a que vivi."

"Os caminhos da lembrança estão cheios de vielas e transversais. Quando a gente menos espera, essas vielas e transversais despejam carga no que vinha servindo de pensamento central."

"Sou mais rabugento que o Jamelão e mais preguiçoso do que Dorival Caymmi, de forma que não dá pé..."

"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo; nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia, a gente se encontra."

"Quando deixarmos de ter esperança, é melhor apagar o arco-íris."

"O tempo não comprou passagem de volta."

"Tenho lembranças e, não, saudades."

"Gosto e preciso de ti,
Mas quero logo explicar,
Não gosto porque preciso.
Preciso sim, por gostar. "

"O sexo oral foi inventado pelas sereias."

Nada Além



De Mário Lago

Nada além

Nada além de uma ilusão

Chega bem

E é demais para o meu coração

Acreditando em tudo que o amor

Mentindo sempre diz

E vou vivendo assim feliz

Na ilusão de ser feliz

Se o amor

Só nos causa sofrimento e dor

É melhor

Bem melhor a ilusão do amor

Eu não quero e não peço

Para o meu coração

Nada além de uma linda ilusão

http://www.vagalume.com.br/mario-lago/nada-alem.html#ixzz1ekD02j7P

Saudade de Mario Lago

















domingo, 8 de agosto de 2010

O latuscultus deseja um feliz dia dos pais a todos os pais !

Luiz Gonzaga - Arquivo Trama/Radiola 03/11/08

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha - "A Vida do Viajante"

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha - "Não vendo nem troco" (1981)

Que todos os pais sejam amorosos com seus filhos como gonzagão foi amoroso com o seu filho gonzaguinha,havia uma cumplicidade entre pai e filho.Hoje estão unidos no céu, num ajuntamento, festejando este dia.

sábado, 7 de agosto de 2010

O Vocabulário do Homem do Sertão Nordetino

Abigobel - Leso, sem atenção.

Abilolado - Com o miolo mole, sem juízo.

Abufelado - Chateado, com raiva.

Abusado - Chato

Achinchelar - Usar o tênis como chinelo.

Acochar - Apertar.

Acoitar = Dar apoio a determinada(s) pessoa(s); permitir o

Acolá - Ali.

Acunhar - Correr, fugir. "Acunha rapaz!"

Adonde - onde

Afolosar - Afrouxar.

Aí vareia - Depende.

Ajuntamento - reunião

Alpercata - Sandália de dedo.

Alvoroçado - Aperreado, nervoso.

Amarrado - Pão-duro, mesquinho.

Amuquecado - Quieto, desanimado.

Aparelho - Vaso sanitário.

Apartar - Separar.

Apercurar – à procurar

Aperrear - Encher o saco, pertubar. "Deixe de aperreio aí!"

Apetrechada - Dotada de beleza física.

Apombalhado - Leso.

Arenga - Briga pequena.

Aresia - Conversa besta, sem fundamento.

Arribar - partir

Argueiro - Cisco no olho.

Ariado - Desnorteado.

Arranca-rabo - Confusão grande.

Arremedar - Imitar.

Arretado - Algo muito bom.

Arrudiar - Dar a volta.

Arrumação - Tanto teimosia ("Menino! Deixa de arrumação!") quanto agito.

Avexado - Com pressa.

Avia - "Venha, ande logo".

Azougue - Ímã.

acumulo de um determinado grupo de indivíduos.

Aperriar = Incomodar.

Aracatí = Vento do norte que chega nos periodos mais secos

Arribar = Levantar.

Artista = Ator principal de um filme.

Ataiar = Impedir que passe; segurar.

Atarentado = Lunático

Aturar = Suportar; aguentar quaisquer tipo de ofença.

Azuclinar = Atrapalhar.

Bagana - Balas, biscoitos, chocolates, pirulitos, chicletes... Alimentos para um lanche rápido, para se comer no cinema, etc.

Baitola - Veado, bichinha.

Baixa da égua - Lugar onde ninguém quer ir, lugar muito longe.

Baladeira - Estilingue, atiradeira.

Balaio de gato - Desorganização, confusão.

Baludo - Cheio da grana.

Banda - Pedaço de alguma coisa.

Bater a caçuleta - Morrer.

Beréu - 1. puteiro, 2. bagunça.

Bilau - Pênis.

Biloca - Bola de gude.

Blimba - Estalo na orelha com o dedo.

Boga - Ânus.

Bôjo - Sanitário.

Bora li - Vamos ali.

Borréia - Sem qualidade.

Boyzinha - Menina novinha.

Bozó - Dados.

Breado - Sujo, melado.

Brecheiro - Sabe da vida alheia, observando às escondidas.

Brega - 1. puteiro, 2. cafona.

Brenha - Local longe de difícil acesso. "Rapaz, esse lugar é lá nas brenhas!"

Brocoió - Matuto, caipira.

Brotinho - Mocinha bonita.

Bruguelo - Bebê.

Bubu - Chupeta.

Bufa - Peido.

Bufento - Aquilo que perdeu a cor.

Buliçoso - Pessoa que mexe em tudo.

Búxo = Barriga

Cabido - Intrometido.

Caboré - Homem esquisito.

Cabreiro - Desconfiado.

Cacareco - Coisa velha guardada.

Cacoete - Mania.

Caga-lona - Quem anda na carroceria de uma caminhonete.

Cagado - Sortudo.

Cagado e cuspido - Muito parecido.

Cagou o cibazol - Errou, não teve sucesso.

Caixa bozó - Lugar muito longe.

Caixão e vela preta - O melhor, o máximo.

Califon - Sutiã, porta-peitos.

Calundú – raiva, enfezamento

Cambada - Grupo de malandros.

Cambito - Perna fina.

Cangapé - Capotagem.

Cangote - Nuca, parte detrás do pescoço.

Cangueiro(a) - Aquele que não dirige bem.

Canhão - Mulher feia.

Caningar - Chatear.

Canjerê - Tumulto.

Cantiga de grilo - Algo repetitivo.

Cão chupando manga - Pessoa muito feia.

Capilé - Estalo com o dedo atrás da orelha.

Caquear-se - Gestos à procura de algo.

Caraca - Sujeira de nariz.

Carecer - Precisar.

Caritó - Moça velha que não casou.

Carregado - 1. Alimento que pode fazer mal ao organismo. 2. Comida "pesada", que deixa a pessoa se sentindo muito cheia (alguns pratos da comida regional).

Cascaviar - Remexer, procurar.

Catinga - Mau cheiro.

Catereté – ação violenta de que está enraivecido

Catoco - Pedaço de coisa.

Catôta - Sujeira de nariz.

Caxaprego - Lugar distante.

Cevado - Fortinho, quase gordo.

Ceguêra = Mania; vício.

Chapéu de touro - Chifre.

Chafurdo = Baderna; Bagunça.

Chegue - Venha, acompanhe-me.

Cheio de onda - Pessoa com muita conversa, enrolação.

Cheio de toddynho - Bêbado.

Chulipa - Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical.

Churumingar - Reclamar.

Cigarreira - Banca de revista.

Cipuada - Porrada, chibatada.

Cocorote - Cascudo.

Coisar - "Verbo" multifacetado utilizado sempre que uma palavra mais apropriada não é encontrada.

Coletivo - Ônibus.

Com a bexiga - Com raiva, puto.

Comí que fiquei triste - Quando a pessoa comeu demais, até o limite.

Confeito - Balas, doces.

Corralinda - Coisa linda, pessoa bonita.

Corrida de ganso - O que não vale a pena.

Crica - Criança.

Cuma – como

Cumê que ofende - Comida que pode provocar algum tipo de reação ou alergia.

Custar - Demorar. "O ônibus está custando muito".

Danada - Pessoa inquieta, que não fica parada. "Ô menina danada!"

Dando siu - Chamando "psiu".

Dar cabimento - Dar liberdade, intimidade.

Dar o grau - Caprichar ao fazer algo. "Eu vou dar o grau na sua casa"

Dar o prego - Enguiçar.

Dar pitaco - Dar opinião.

Dentequeiro - Dente siso.

Derradeiro - Último.

Derrubado - 1. Sem ânimo, doente; 2. Sem qualidade.

Desapartar - Separar.

Descansar - Parir, dar à luz.

Descatitar - Acelerar, correr.

Desembuchar - Confessar.

Desimbestar - Correr bastante.

Desmantelado - Maluco, muito doido.

Desmentir - Torcer o pé.

Desmilingüido - Muito magro, sem força.

Destrocar - Trocar dinheiro.

Din-din - Sacolé, chupe-chupe, gelinho.

Dirlechado - Desorganizado, sem cuidado.

Dispois – depôs

Doidim - Doidinho, pessoa simpática meio amalucada.

Dor de viado - Dor no baço.

É caixão! - É difícil, complicado.

É um porre! - Chato, péssimo.

Eita piula! - Interjeição de espanto.

Em riba - Em cima.

Embuchar - Engravidar.

Emburrado - Chateado, de cara feia.

Empanzinado - Quem comeu demais.

Encalifado - Desconfiado.

Encangado - Em cima, montado.

Encruado - Aquele que não cresceu.

Enfadado - Cansado.

Enfezado - Com raiva.

Engilhado - Enrugado.

Enguiçado - Quebrado.

Enredar - Entregar alguém. "Meu irmão me enredou para minha mãe".

Ensacar - Pôr a blusa dentro da calça.

Entojo - Enjôo.

Enxerido - Assanhado.

Esbugalhado - De olhos bem abertos.

Escanchado - Montado em algo ou alguém.

Escangalhado - Quebrado.

Escapulir - Escapar, fugir.

Esgotar - Secar a fossa.

Esmolé - Mendigo.

Esmulecer - Desanimar, esmorecer.

Espiar - olhar

Espichado - Esticado.

Espragatado - Pisado, amassado.

Esse(a) menino(a)! - Vocativo usado quando alguém que não se sabe o nome.

Estatalado - Caído e todo quebrado.

Estradar – sair estrada a fora; andar

Estribado - Pessoa com muito dinheiro.

Estribuchar - Debater-se.

Estrompado - Arrombado, arregaçado.

Eu cegue - Eu aposto, eu dou minha palavra.

Farda - Uniforme escolar.

Fastiado - Sem fome.

Fazer sabão - Sexo entre lésbicas. "As duas estavam fazendo sabão lá na casa de praia"

Fechar - Desligar. "Feche a luz aí por favor!"

Fechar a prova - Acertar toda a prova.

Fechicler - Zíper de calças, bolsas etc.

Fez mal - Engravidou alguém.

Fichinha - Coisa muito fácil.

Filé de borboleta - Pessoa muito magra.

Foi mal! - Desculpe-me!

Folote - Folgado.

Frangote - Moleque, adolescente.

Frechado - Chato.

Friorento ou friento - Aquele que sente muito frio.

Friso - Grampo de cabelo.

Frivião de gente - Multidão.

Fuá - Um cantinho bagunçado.

Fubento - Sem cor, desbotado.

Fuderoso - Muito, o máximo.

Fuinha - Rostinho engilhado.

Fuleiro - Sem valor.

Fulô – flor

Fumando numa quenga - Pessoa que tá puta da vida.

Fungar - Cheirar.

Furdunço - Bagunça.

Furico ou frinfa - Ânus.

Furnido - Forte, robusto.

Fuxico - Fofoca.

Fuzuê - Tumulto.

Gaia - Chifre.

Gala - Esperma.

Galalau - Rapaz alto.

Gale não - "Não faça essa sacanagem".

Galeto - Frango.

Galinha à cabidela - Galinha ao molho pardo.

Gastura - Enjôo, mal-estar.

Gastura - Mal estar.

Gente bonita que nem presta - Local onde há muitas pessoas bonitas.

Geréba = Casa feita de barro e madeira; taipa.

Graúdo = Alto; de grande estatura.

Ginga - Manjubinha, tipo de peixe.

Godela - Conseguir algo sem pagar.

Goipada - Cuspida.

Gorado - Ovo estragado.

Grade - Caixa de cerveja.

Graxa - Molho de carne.

Grosso que nem parede de igreja - Pessa grosseira.

Impatar = Ataiar; impedir que passe; segurar.

Ingembrado - Torto.

Inhaca - Mau cheiro no suvaco.

Ingurujado = Cheio de rugas

Invocado - Corajoso ou "muito bom".

Jerimum - Abóbora.

Judiar - Fazer mal, maltratar, torturar.

Leriado - Conversa fiada.

Liso - Sem dinheiro.

Mangar – Ridicularizar, Zombar. "Aquele cara vive mangando de mim por causa do meu cabelo!"

Marimbento = Bobo; pessoa que fala besteiras.

Masela – doença

Melado - Bêbado.

Moça - Mulher virgem.

Môco - Surdo, mouco.

Mói de chifre - Corno.

Morrer de... - Cansar de fazer algo. "Hoje eu vou morrer de dançar!"

Mundiça - Gente pobre, "povão". "Na praia só tinha mundiça"

Muriçoca - Pernilongo.

Não dá um prego numa barra de sabão - Não faz nada, é um preguiçoso.

Nome feio - Palavrão. "Menino, deixe de falar nome feio na frente das visitas!"

Nas brenhas – no interior do sertão

Netas bandas – neste lado

Ocê – você

Ova de Curimatã – Ovos do peixe Curimatã; Prato típico feito com curimatã, que é um peixe de água doce.

Paçoca - Carne seca socada no pilão com farinha de mandioca e temperos.

Papel de enrolar prego - Pessoa grosseira.

Pastorar - Vigiar. "Pastore aí meu carro"

Pé de pau - Árvore.

Peba - De má qualidade.

Pedir penico - Desistir.

Pelejar - Tentar várias vezes.

Pimbada - Sexo.

Punhado = Porção; mão cheia.

Queima raparigal! - Grito de guerra, incentivo para as meninas agitarem.

Quenga - Prostituta.

Quengo - Cabeça.

Racha - Pelada, jogo de futebol ou disputas em geral.

Remela - Secreção ocular.

Revestrez = Sentido contrário; oposto.

Se abrir - Sorrir, dar muitas risada.

Sem futuro - Mau negócio, pessoa despreparada ou algo que não trará benefícios. "Esse seu emprego é sem futuro!"

Sibite baleado - Pessoa pequena ("sibite" é um pequeno pássaro).

Sustança - Energia dos alimentos. "Rapadura tem sustança".

Sustância = Vitaminado.

Triscar - Tocar. "O menino triscou no bolo"

Vacilar - Cometer um erro. Enganar-se. "Rapaz, você vacilou no jogo ontem"

Varapau - Homem alto.

Vexado - Apressado.

Vexame - Aperreio, confusão.

Vigi! - Por pouco, quase!

Visse? - Certo? OK?

Vogar - Valer.

Xanha - Coceira na pele.

Xeleléu - Puxa-saco.

Xinim - Vagina.

Xodó - Amor, paixão, pessoa querida.

Xôxa - Sem graça, sem futuro.

Zambeta - De pernas tortas, Perpendicular; torto.

Zoeira - Bagunça.

Zonar - Zombar, tirar um sarro, curtir com o outro.

Zuadento - Barulhento.

Zambeta =

Zuada = Barulho