Professor José Cícero Gomes
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
O BODE ESPIATÓRIO DA EDUCAÇÃO: O(A) PROFESSOR(A)
Professor José Cícero Gomes
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Professores da rede pública de Rondônia continuam em greve.
Professores
estaduais mantêm greve após rejeitar proposta imoral do governo de Rondônia.
José
Cícero Gomes
Governo ofereceu apenas
6%,e a categoria da educação exige 8% para suspender greve. Paralisação
completava 42 dias na quarta-feira, 03/07/2013, quando foi feita tal proposta
imoral. Hoje nesta sexta-feira 05/07/13 Professores em greve protestam em frente a casa do governador Confúcio
Moura. A paralisação destes guerreiros da educação já está
com 44 dias é o governo continuar nesta queda de braço infâmia, revelando seu
verdadeiro compromisso com a sociedade de Rondônia e com a educação dos filhos
dos rondonienses. Os educadores conscientes da rede pública de nosso estado não
estão parados porque não gostem do que fazem, nem porque não querem
trabalhar ou estejam contra a educação ou contra o futuro de seus alunos. A razão da
greve não é apenas os 8%, o pagamento das licenças pecúlios e dos precatórios.
Mas é pelo cumprimento das promessas de campanha do senhor governador Confúcio Moura,
ficou claro para a categoria dos professores e profissionais de apoio à
educação do Estado de Rondônia que nosso governador levou todos no bico passando
o que chamamos de 171, não apenas na categoria da educação, mas em todos os funcionários
públicos de Rondônia com exceção de alguns cupincha privilegiados. A contextualização vivida pelos servidores no governo do seu antecessor contribuiu para que todos acreditasse nele porque a categoria da educação assim como os demais servidores públicos
de nosso estado não queriam o candidato do ex-governador Ivo Narciso Cassol,
o senhor João Aparecido Cahulla. Já que o hoje, senador Ivo Cassol, foi um
verdadeiro algoz dos servidores público de Rondônia. É bom lembra à sociedade
rondoniense que fazia parte do discurso demagogo de campanha do Governado
Confúcio Moura a valorização do professor,
e do servidor público em geral. Porém, a realidade é outra, o que existe é desrespeito
e falta da tão badalada cooperação governamental. Os professores não poderia ter aceitado
tamanho descalabro: 1- concessão de um auxílio de caráter indenizatório que representaria 6%
do vencimento básico a partir de 1º de julho, até dezembro de 2013, o que
causaria um impacto de R$ 12 milhões até o final do ano. A continuidade desse
auxílio em 2014 estaria condicionada à concretização da transposição. 2-
Concessão de uma revisão de vencimento de 5,87% em abril de 2014 e 6% em
janeiro de 2015, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei
Eleitoral. 3- Cumprimento da Lei nº 680/2012 (Lei do Plano de Carreira) ficando
na dependência de parecer jurídico da PGE nos moldes da Lei Complementar nº
620/11. 4- Manutenção do pagamento da Licença Prêmio em pecúnia nos moldes já
ajustados, ou seja, reservando-se R$ 200 mil mensais para pagamento dos
servidores com idade avançada ou doença grave e R$ 300 mil para pagamento dos
demais de acordo com os critérios que vinham sendo utilizados. 5- Cessar os
movimentos paredistas no presente e no próximo exercício, mantendo-se o diálogo
permanente com a categoria. Segundo o DIEESE a inflação acumulada é de 6,99%,
será que o senhor governador acha que os professores de Rondônia são
despossuídos de inteligência e de consciência dos seus direitos para aceita um
falso reajuste de salário de 6% menor do que a inflação acumulada. O senhor
excelentíssimo governador Confúcio Moura está chamando os professores de Rondônia
de otários. Segundo os professores em greve a 44 dias, agora a greve é também por valorização, respeito, dignidade
e melhoria nas escolas do Estado de Rondônia.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
A inexistência da solidariedade no mundo das escolas é a fraqueza dos professores
terça-feira, 6 de abril de 2010
Die anhaltende Streik der Lehrer
sábado, 20 de março de 2010
Professores seguirão na miséria
Professor Cícero
Uma das constatações mais tristes que faço na vida é que as minhas professoras e meus professores passaram à vida inteira com um salário que não justificavam a rica contribuição que deram ao meu currículo(todos eles da rede pública Estadual), e hoje aposentados continuam num estado de penúria. Mesmo diante desta conjuntura nefasta, me apaixonei pela educação e procurei seguir os passos destes abnegados sofredores. Porém, nunca defendi que ser professor fosse um sacerdócio, um apostolado porque sempre tive a convicção que ser um professor é ser um profissional que deve ser respeitado e valorizando e acima de tudo bem remunerado. Diante de tal constatação eu deveria ter procurado seguir outra profissão, talvez quem ler este desabafo pense que é irracional seguirmos num caminho mesmo sabendo que iremos sofre e tendo outras opções a serem seguidas. Tudo bem, se fosse hoje. Teríamos outras opções. Mas nos idos anos oitenta não havia muitas opções para um jovem pobre filho de camponeses refugiados na cidade grande, a não ser, ser professor. Além do quê éramos uma geração utópica filha de uma geração revolucionaria, acreditávamos em mudanças conjunturais e estruturais capazes de produzires um país melhor não só para os educadores mas para todos os trabalhadores brasileiros. É muito triste! Constata que como os nossos pais continuaremos nos cortando em nossos cacos de sonhos, como nos lembrou sabiamente Alfredo Sirkis em seu livro os carbonários. Quarta-feira, 17 deste mês o meu Caríssimo amigo Professor Nazareno postou em seu blog Prof. Nazareno (Redação e Gramática) um artigo com o seguinte título “A corda sempre arrebenta do lado mais fraco!”, gostaria de falar que ele escreveu inverdades. Mas não posso, há verdade em suas palavras. E por isso, o endosso quando diz neste artigo que a culpa do estado de penúria dos professores não é apenas do nosso atual algoz, existiram outros antes deste e virão outros por aí. A culpa está em nossa falta de articulação, união, no nosso baixo grau de politização, falta de consciência de classe, em nossos comodismo, medos e covardia... Que já é algo notório, histórico e cultural. É em hora como esta que lembro o grande poeta português Fernando Pessoa: "Viver não é preciso, navegar é preciso", é preciso navegar nos mares da história, mas para isso se faz necessário se arriscar, está vivo sobre a carapaça da covardia não é tudo. Nós professores nos tornamos profissionais confusos em relação aquilo que realmente devemos objetivar em quanto profissionais e membro de uma classe social, somos massa de manobra nas mãos de governos, sindicatos e partidos. E o Governo do Estado Rondônia sabe disso. E este consciente que estamos em suas mãos como uma noz presa em um alicate de pressão, ele vem nos aperdando ao longo destes quase oito anos, e mesmo assim muitos se mantém resignados, por vários motivos superiores a nossa vontade que não convém comentar-los agora. Porém o nosso sindicato SINTERO sabedor disto, continua insistindo em ações não planejadas e pouco inteligentes. Diante do estado de penúria que se encontra os profissionais de educação do Estado de Rondônia, e o SINTERO já deveria ter criando um fundo de greve para dar suporte ao movimento grevista. Já mais direi que o meu sinticato está sem credibilidade porque é isso que o Sr. Ivo Cassol quer, mas a muito tempo que as direções executivas do nosso sindicato vem dando motivo para pensamos que somos massa de manobra e só prestamos para elegermos pseudo-companheiros. Mas até mesmos o nosso sindicato só chegou a esta realidade devido o nosso comodismo e a nossa covardia. Por isso, acredito que não podemos criticar-lo. Se não participamos, e se não fazemos nada para mudar-lo. Se continuarmos assim seguiremos até o fim de nossos dias na miséria.


