Mostrando postagens com marcador Latuscultus - história.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Latuscultus - história.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A glasnost e a perestroika não foram as causadoras do fim da ex-URSS



 *Prof. Cícero

Segundo o russo Fédorovski historiador e analista político: “Quando chegou ao cargo de chefe do Partido Comunista da União Soviética em 1985, Mikhail Gorbachev promete mudança. Ele popularizou duas palavras no vocabulário ocidental: glasnost (abertura) e perestroika (reestruturação). Seis anos depois, em agosto de 1991, uma tentativa de golpe para derrubar-lo era o que faltava. Paradoxalmente, Os ortodoxos com tal tentativa vam marcar o fim da política de Gorbachev e da URSS. Vladimir Fédorovski diplomata e porta-voz dos partididários da reforma, tem vivido nos últimos seis anos. Em seu romance de perestroika, é sobre esses momentos emocionantes, onde o futuro do mundo é jogado em um jogo de tabuleiro. Mas voltando ao papel desempenhado por Khrushchev, Brejnev e Andropov e até mesmo a forma como estes senhores do Kremlin pavimentaram o caminho para essa revolução.”
Fédorovski ainda afirma: “Gorbachev achava que poderia reformar o sistema do império soviético, e preservar o comunismo, e paradoxalmente, são os conservadores que, pela sua intransigência, seu rigor e sua míopia, precipitaram a queda das instituições estabelecidas por Lenin e Stalin. Eles fizeram a cama de Boris Yeltsin e encorajaram os surtos nacionalistas. Hoje, "Gorby" é adorado no Ocidente, mas odiado em seu próprio país. Os russos o acusam de ter empobrecido, depois de ter perdido a visão e clareza em suas decisões. Vladimir Fédorovski classifica o trigo do joio, retrata os atores reais deste período da história em que o sangue pode fluir e que eventualmente terminou bem.” Bem eu discordo de algumas colocações de Fédorovski, primeiro que não foi um movimento revolucionário porque não teve a participação popular como 1917, foram medidas revisionistas visando reestruturar um Estado e uma economia que não tinha fôlego e nem força para competir com a economia de mercado e com o mundo capitalista que apesar de suas crises e seus antagonismos, esta sempre se reinventado e renascendo das cinzas como uma Fênix. Mas é bom lembrarmos que o revisionismo na politica socialista surge quando Iosif Vissarionovich Stalin(Joseph Stalin) chega ao cargo de dirigente supremo do Estado Soviético, ele sepulta o sonho de um Estado dos trabalhadores e para os trabalhadores. E isso ocorre antes da ex-URSS sair do primeiro estágio marxista para o segundo que seria torna-se um Estado comunista, mas o que ocorre é que o Estado Socialista Russo transforma-se num Estado Stalinista, torna-se num Estado burocrático de poder ditatorial, o sonho da ditadura do trabalhador( власть большинства), se torna no pesadelo dos trabalhadores(Государственная бюрократия), onde os dirigentes do partido comunista viviam de forma anababesca, enquanto o povo tinha uma vida nivelada, realmente planificada de acordo com os planos e as metas estatais. De acordo com o pensamento de Karl Marx e friedrich engels podemos afirmar que a ex-URSS nunca foi comunista, já que o socialismo é a transição do capitalismo para o comunismo, comparando com uma gestação podemos afirmar que o comunismo foi abortado apois a morte de Vladimir Ilitch Lenin em 1924, quando todos que pensavam diferente de Stalin foram perseguidos e eliminados pelos agentes do Estado Soviético. Isso ocorreu no período entre 1934 e 1938 no qual Joseph Stalin concedeu tratamento duro a todos que tramassem contra o Estado soviético, ou até mesmo para quem ele e seu aparato policial tinha como supostos inimigos do Estado. Por tudo isso, podemos afirmar que a ex-URSS nunca foi comunista e que o revisionismo político iniciou-se com Stalin e não com Mikhail Gorbachev, e outra coisa não foi Gorbachev que matou o comunismo porque ele nunca foi uma realidade, o que os russos tinham era um Estado burocrático e policial com um rotulo de comunista e uma economia planificada que cumpriu o seu papel no determinado momento da história do século XX, mas já vinha moribunda e agonizante, não foram a glasnost (abertura) e a perestroika (reestruturação) as causadoras do fim do império soviético.

sábado, 26 de novembro de 2011

As raízes da Lusofonia


Português na História



Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.

O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.

O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos lingüísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa "falar à maneira dos romanos"). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituirem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.

Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia, situada na região norte da Espanha.

As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).

A Evolução da Língua Portuguesa

Destacam-se alguns períodos:

1) Fase Proto-histórica

Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).

2) Fase do Português Arcaico

Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:

a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;

b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.

3) Fase do Português Moderno

Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a "Grammatica de Lingoagem Portuguesa". Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como "arte de falar e escrever corretamente".

fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/portuguesHistoria.php

sábado, 1 de maio de 2010

Povo pega em armas sob ordens de Floro Bartolomeu da Costa para defende o Padre Cícero



Professor José Cícero Gomes*

Não são raros artigos degradando ou exaltando apaixonadamente a imagem do padre Cícero Romão batista tenho a convicção que a história deste controvertido Brasileiro deve ser repensada e recontada a luz da razão, a primeira tentativa foi feita nos anos 60 pelo sociólogo estadunidense Ralph della Cava, em sua obra Milagre em Juazeiro. Trabalho este que durou 12 anos de sua vida para fica pronto e lhe rendeu o doutorado em sociologia. Não basta ler o trabalho de alguns incautos desinformados, e sair reproduzindo falsas verdades. Faz-se necessário repensamos a história do Cariri cearense do início do século XX, sem paixões e leviandades, ou simplesmente o que todos vêm fazendo. Reproduzir inverdades a cerca do conflito entre Marretas e Acciolis ocorrido no Ceará em 1914, tendo como palco o Juazeiro. Essa questão nos leva a indagar: A quem interessa atacar a imagem do Pe. Cícero? E a quem interessa exalta? Não podemos esquecer que a interpretação historiográfica do historiador depende do seu ponto de vista sobre os fatos e de sua ideologia.

Não foi Padre Cícero que convocou os romeiros para a luta contra as forças da capital em 1914. Mas, Dr. Floro usando de um estratagema cooptou os sertanejos, sabendo da fidelidade dos romeiros ao seu "Padim Ciço". Dr. Floro alega que Franco Rabelo estavam enviados homens para arrancar a cabeça de Padre Cícero. Logo ele convenceu os romeiros a defender seu Padrinho, o sertão nordestino foi novamente abalado por uma grande revolta popular de motivação religiosa, mas de caráter político ocorrida em Juazeiro do Norte, na região do Cariri interior do estado do Ceará.

Padre Cícero afirmava categoricamente que a chefia desse movimento, coube a seu grande amigo Dr. Floro Bartolomeu da Costa. A revolução de 1914 foi apoiada pelo Governo Federal e tinha por objetivo de depor o Presidente do Ceará, Cel. Franco Rabelo. Com a vitória da revolução, Padre Cícero reassumiu o cargo de prefeito, pois ele havia sido retirado pelo governo deposto, e seu prestígio cresce muito no Juazeiro e região. Sua casa, antes era visitada apenas por romeiros, passou também a ser visitada por políticos e outras autoridades. Porém, o padre Cícero nunca abriu mão de sua identidade sacra, do seu papel de guia religioso, de líder espiritual de seu povo, para se tornar um político profissional, tampouco abriu mão da mística do “milagre” e de sua visão messiânica, simbólica do catolicismo popular, daquele primeiro sonho que teve quando Cristo encarregou-o de cuidar do Juazeiro e de seu povo. Este perfil sem dúvida não de um “Coronel” latifundiário ou de um político das classes dominantes como alguns historiadores por desconhecer os fatos tentam pintar um padre coronel. Após a proclamação da República no Brasil, em 1889, o quadro político-econômico do Ceará começou a se transformar. Alguns anos depois, teria início a poderosa oligarquia acciolina, que recebeu esse nome por ser comandada pelo comendador Antônio Pinto Nogueira Accioli, que governou o estado de forma autoritária e monolítica entre 1896 e 1912. Seu sucessor, Franco Rabelo (1912-1914). Chega ao poder, obtendo o referendo de apenas 12 deputados, quando necessitava de 16. O acordo e a aproximação de Rabelo com o grupo político de Paula Rodrigues levou muito ex-aliados para oposição. Rabelo acabou renunciando em 14 de março de 1914 diante da forte oposição do padre Cícero e de Floro Batolomeu da Costa. A situação de desesperadora miséria e abandono social era uma marca profunda do Cariri cearense nessa época, o que levou Padre Cícero a entrar na política para proteger seus pobres, e apóia a decisão de Floro em posicionar-se ao lado da oligarquia de Nogueira Accioli. Juazeiro do Norte era uma cidade não fazia muito tempo que havia se emancipado do município do Crato. Seu surgimento se deveu a um sonho do Padre Cícero, onde Cristo encarregou-o de cuidar do Juazeiro e de seu povo. Mas após suposto milagre da Beata Maria de Araújo (cuja hóstia teria se transformado em sangue), atraiu o olhar reprovador, a perseguição, o abandono e a excomunhão de sua igreja a qual foi submisso e fiel até seus últimos dias, mas também conquistou uma imensa massa de sertanejos pobres e religiosos que iam ao seu encontro em busca de refrigero para a alma e para o corpo, já que ele matava fome de muitos que o procurava, e também passou a conquistar inimigos entre a pseuda aristocracia cratense que não passava de meia dúzia de coronéis e seus apaniguados. Estes passaram a ver o Padre Cícero como inimigo porque ele acolhia os pobres que fulgiam da exploração e da submissão. Muitos passaram a morar em Juazeiro, de modo que em pouco tempo o local possuía milhares de moradores, e Padre Cícero os ensinavam alguns ofícios e orientava aqueles que tinham profissões a serem multiplicadores e Juazeiro vira uma cidade oficina e oratório. Como não tinha o apoio da alta hierarquia católica, Padre Cícero procurou evitar que Juazeiro tivesse o mesmo fim trágico de Canudos e aliou-se ao poder político dos coronéis. Daí o porquê de muitos ainda hoje, o ter como um padre "coronel de batinas”. Quanto ao Padre amigo de cangaceiros e outra inverdade, como Cristo, o sacerdote veio para os pecadores e não para os livres de pecados. Lampião era mais um afilhado como tantos no sertão nordestino que assim se consideravam, ele só esteve uma vez em Juazeiro do Norte, e entrou sozinho na cidade. Ele enviou um cabra para pedir permissão ao padrinho para entrar, mas Padre Cícero só permitiu a sua entrada, e ele deixou a cabroeira na entrada da cidade e foi pedi sua bênção.

O povo de Juazeiro, porém, não lutou por uma defesa política. Mas para defender o seu o "Padim Ciço". Eles creditaram ser aquela uma agressão contra Padre Cícero, pois a revolta popular foi articulada por Dr. Floro e os acciolinos da região com o objetivo de retomar o governo do Ceará.