quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

versus rudes III


Apego
A vi
gostei de verdade
do que vi
varei a noite
vendo um geito
de volver a vê
teu vulto viçoso
e viciante,
Vera.
Cícero, 96.

Carmĭnis III

refém do medo

Há muito que o professor
tem se sentido como um palhaço equilibrista
numa corda banba,
como um domador de leões
preso em uma jaula
com suas feras.

Há muito que o professor
luta para extinguir
a miséria cultural do mundo,
buscando tirar uma geração
da estagnação cultural.

Há muito que o professor
tem a sensação que está num ringue
enfrentando pugilistas sangüinarios
em vez de dicentes
dispostos a aprender.

O professor não cosegue vê
em cada técnico-pedagogo
um árbitro imparcial,
mas vê nele mais um pugilista
tentando se promover de pé
sobre o cadáver de um docente,
e erguendo o braço do discente
com um sorriso farisaico no rosto.

Há muito os gestores
são vistos pelos professores
como pelegos carascos
a serviço do sistema,
verdadeiros judas iscariotes.

anônimo

Carmĭnis II

Um Quixote sem lança

Incerteza é tudo
que tenho na vida
sou um cavaleiro errante,
porém andante,
nesta minha vida errante.
sou um Dom Quixote sem lança
que se lança a sorte,
sem saber se é forte
para encarar a sorte.

Cícero, 09/08/85

sábado, 26 de janeiro de 2008

Signae Cruce

Em nome do pai...
Qual a origem do sinal da cruz?

Nas comunidades cristãs do primeiro século, os cristãos tinham como principais ícones o pão, o vinho e o peixe. Mas a partir do quarto século de nossa era cristã, a cruz tornou-se o principal símbolo da comunidade cristã, um ícone devocional. Com o passar dos anos o sinal da cruz foi gradualmente fazendo parte dos rituais da prática religiosa cristã nas missas, novenas e rituais domésticos. Também deve ter ganhado prestigio no mundo cristão no século V, após a polêmica acerca da natureza de Cristo. No início o ninal da cruz era feito apenas na testa, porém no início do século IX passa a prevalecer um sinal maior, esta nova prática do sinal da cruz abrangendo todo o corpo, foi uma orientação do papa Leão IV.

Os cristãosortodoxos fazem o sinal da cruz da direita para a esquerda, e com três dedos unidos. Isto significa que a cruz, primeiramente, visa os bem-aventurados, que estarão à direita de Cristo (foi o que ouvi certa vez), enquanto os três dedos unidos signficam as três pessoas da Santíssima Trindade numa só substância. Nós, latinos, fazemos o sinal da cruz da esquerda para a direita, para representar a conversão. Ambos são símbolos válidos.

O fundamental, porém, no sinal da cruz, é afirmar que o fazemos em NOME -- no singular -- de três Pessoas divinas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Um nome em três pessoas, para siginificar que há um só Deus em três Pessoas realmente distintas. Fazemos a cruz para significar que cremos na Encarnação, Paixão e Morte de Cristo, e que aceitamos a cruz inteiramente sobre nós.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Saga Viae ferrum Madeira-Mamoré

 


Há aproximadamente 100 anos iniciava-se uma saga em plena selva na Amazônia do sul,e graças as lentes da câmara do fotógrafo Danna Merril, que contruiu a crônica fotogáfica desta saga amazônica, temos ainda uma fonte para conta, recontar e repensar a história da EFMM,já que seu legado histórico matrial está sendo destruído e posto no esquecimento.Este ano a construção da EFMM combletará o seu 101º aniversário.Apesar de muitas tentativas de construir uma ferrovia em plena floresta amazônica, contornando o trecho encachoeirado do rio Madeira,não tiveram êxito.Foi só quando Percival Farquhar obteve a concessão através de compra, ao engenheiro Joaquim Catramby,para realizar a construção da EFMM,que a empleitada da construção da EFMM obteve êxito, apesar de ter havido outras tentativas sem sucesso, Farquhar consegue realizar com sucesso. Porém, finaceiramente a EFMM não foi um sucesso para o grupo empresarial Farquhar.
No final do século XIX, a Bolívia buscava ansiosamente uma alternativa para a perda de seus territórios marítimos da costa do Pacífico para o Chile,a fim de ter como escoar sua produção para América do Norte e Europa. No noroeste boliviano, o rio Madeira era uma alternativa que já era usada como corredor de importação e expotação.A opção encontrada foi a construção de uma via ferria que contorna-se o trecho encachoerado do alto Madeira.Tudo começa em 1871 com a Madeira-Mamoré Railway co. Ltda sob a direção de George Earl Church. A primeira equipe de engenheiros eram da empresa inglesa Public Works contratada por Church,só chegou à Santo Antônia em 1872. Varias dificuldades ocasionaram a desistência da tarefa de construção da EFMM. Com isso, fica evidente o fracasso Church. Mas ele nâo se dobra, e neste memo ano contrata os serviços de outra subsidiaria, a firma norte-americana P. & T. Collins, que demonstrou ter maiores ablidades para trabalhar em regiões inóspita, porém também não logra êxito. Até 1907 qundo Farquhar entra na saga, tudo fora apenas tentativas sem sucessos, antes da Madeira-Mamoré Railway Co.,Subsidiária da Brasil Railway Co. Em 1907 chegava a Santo Antônio do rio Madeira a empresa May, jekyll & randolph Co. Ltda que realmente deu inicio a construção de uma ferrovia em plena floresta equatorial amazônica,tal obra só ficaria pronta em 1912.
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Mea terrae natale


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Notitia UOL

23/01/2008 - 05h11 Crânio humano que pode ter 100 mil anos é encontrado na China Pequim, 23 jan (EFE).- Arqueólogos chineses desenterraram os restos de um crânio humano que pode ter 100 mil anos, o que transforma esta descoberta "na mais importante" ocorrida na China desde que foram achados os restos do "Homem de Pequim", no começo do século XX. A descoberta foi informada pelo diretor da Administração Estatal do Legado Cultural, Shan Jixiang, e publicada hoje pelo jornal "China Daily". Segundo Shan, este achado "vai jogar luz sobre um período crítico da evolução humana". A descoberta aconteceu no mês passado em uma jazida situada em Xuchang, na província de Henan (centro), na qual os arqueólogos trabalham há dois anos e meio, apesar de não ter sido anunciada até agora. Foram encontradas 16 peças de um crânio quase completo que possui supercílios proeminentes e uma pequena frente. No entanto, segundo ressaltou o diretor do grupo de arqueólogos que trabalha na escavação, Li Zhanyang, "o mais surpreendente é que o crânio ainda conserva uma membrana fossilizada em sua parte interior, o que permitirá que os cientistas estudem o sistema nervoso dos antepassados do Paleolítico". Os restos encontrados se fossilizaram porque ficaram enterrados a cinco metros de profundidade, perto de um manancial cujas águas contêm altos níveis de cálcio. Além dos restos do crânio humano, 30 mil fósseis de animais e de artefatos realizados com ossos e pedras foram achados na região nos dois últimos anos. "Esperamos continuar realizando descobertas de importância na região", concluiu Li.
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